Funcionário saudita é acusado de colocar escuta na sede da OpenAI
Alfozan, que ingressou na empresa em 2025, teria envolvido um dispositivo USB em papel higiênico e o conectado a uma televisão, em uma sala de reuniões, descreveu o Departamento de Justiça. Ele teria usado uma "ferramenta de produtividade" para obter mais informações sobre os prédios de escritórios da OpenAI, salas de reuniões, calendários, horários e a localização de pessoas, segundo o comunicado.
Uma conta de chatbot vinculada à mulher de Alfozan conteria perguntas relacionadas a gravação de áudio remota e criptografia de cartões de memória.
"Este caso mostra por que vencer a corrida mundial pela superinteligência é um imperativo de segurança nacional", declarou Jay Clayton, diretor de Inteligência e chefe da força-tarefa da Casa Branca para a inteligência artificial (IA). "Os serviços de inteligência dos Estados Unidos permanecem mobilizados para proteger a propriedade intelectual de ponta do país contra ameaças estrangeiras."
Segundo a OpenAI, o dispositivo foi projetado para passar despercebido e era dotado de um sistema de segurança complexo. Não estava claro que informações ele registrou.
"No momento, não temos indícios de que essa pessoa tenha acessado de forma inadequada os pesos dos modelos, o código-fonte ou os dados dos clientes", disse à AFP um porta-voz da empresa.
Um segundo aparelho foi encontrado pela equipe de segurança da OpenAI durante a inspeção de uma bolsa pertencente a Alfozan, informou o Departamento de Justiça.
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