Nunes Marques aposta em Flávio para não ser defenestrado

As urnas, no primeiro turno da eleição presidencial, mostraram um resultado claro. Os cidadãos não aceitariam mais supremos ministros suspeitos de corrupção, advocacia administrativa, chegados em "boquinhas" (relações promíscuas com potentes economicamente), envolvidos na política partidária e jurisdicionalmente parciais.
Até o momento, Nunes Marques tem resistido e nem o poderoso Gilmar Mendes, seu inimigo, consegue emparedá-lo.
Não bastasse, Nunes Marques foi eleito pelos seus pares para integrar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na verdade, a escolha de Nunes Marques era uma tragédia anunciada. Como presidente do TSE, está metendo os pés pelas mãos. Iniciou a sua presidência com decisão com a marca da censura, implicando com as pesquisas eleitorais.
No processo eleitoral Nunes Marques tem atuado de maneira a agradar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Absurdamente, em processo administrativo, deu um jeito, nada jurídico, para tirar do ar o canal Exército de Lula. Tirar de vez de circulação: não se limitou à suspensão de material determinado e nem de interrupção de atividades por dias.
Atropelou a decisão jurisdicional do Corregedor-Geral Eleitoral. Proferiu decisão teratológica, para usar expressão usual entre os operadores do Direito. A decisão, a extrapolar a sua competência, foi cassada pelo Corregedor e o plenário deverá infligir mais uma derrota a Nunes Marques.
Implacável
Como precisa de Flávio eleito, Nunes Marques voltou à carga do agrado servil. Determinou, em mais um ato de censura, a retirada de circulação de jornal informativo constitucionalmente livre para opinar, criticar.
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