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Thursday, October 29, 2026

Quatro autores portugueses nos finalistas do prémio Oceanos

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Quatro obras portuguesas, uma de Angola e outra de Moçambique estão entre as 12 finalistas da edição deste ano do prémio Oceanos, entre prosa e poesia, sendo as restantes nomeadas provenientes do Brasil, anunciou esta quarta-feira a organização.

Em comunicado enviado à Lusa, a organização revelou que os finalistas na prosa são “A chuva que lança a areia do Saara”, de Ana Margarida de Carvalho, “Não é ainda o pânico”, de Rui Nunes, e “O mel sem abelhas”, de Judite Canha Fernandes, de Portugal, a par de “Tudo sobre Deus”, do angolano José Eduardo Agualusa.

Na mesma categoria, surgem os também finalistas “Caderno de ossos”, de Julia Codo, e “Depois do trovão”, de Micheliny Verunschk, do Brasil.

Já na poesia, são finalistas do prémio Oceanos “Corpos de Memória”, do português Helder Macedo, e “Tratado das Coisas Sensíveis”, de Pedro Pereira Lopes, de Moçambique, estando também nomeadas as obras brasileiras “Antes de dar nomes ao mundo”, de Adriana Lisboa, “Diáspora não é lar”, de Nina Rizzi, “O jardim das oliveiras”, de Adélia Prado, e “Porte Étoile”, de Edimilson de Almeida Pereira.

Os 12 finalistas foram escolhidos a partir de mais de três mil candidatos iniciais, de autores de 13 nacionalidades.

“As obras abordam temas como memória, ancestralidade, deslocamento, espiritualidade e relações humanas, revelando diferentes perspetivas sobre o mundo contemporâneo e a pluralidade da produção literária em língua portuguesa”, pode ler-se no comunicado da organização.

O júri da prosa foi constituído pelos brasileiros Carola Saavedra e Felipe Munhoz, pelos portugueses José Mário Silva e Sara Figueiredo Costa, pelo moçambicano Álvaro Taruma e pelo angolano João Fernando André.

Na poesia, foram jurados a angolana Leopoldina Fekayamãle, o moçambicano Francisco Guita Jr., os brasileiros Fernando Paixão e Natasha Félix e as portuguesas Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho.

Os vencedores do prémio Oceanos deste ano vão ser anunciados em 11 de dezembro. O júri que vai decidir é composto, na prosa, pelos brasileiros Nara Vidal e Silvana Tavano, pela angolana Ana Paula Tavares e pelos portugueses José Riço Direitinho e Marta Lança.

Por seu lado, na poesia, o júri será constituído pelo angolano Ondjaki, pelos brasileiros Ana Maria Vasconcelos, Juliana Krapp e Maria Esther Maciel e pela portuguesa Rita Taborda Duarte.

Criado no Brasil em 2007, o prémio Oceanos distingue anualmente literatura escrita em português independentemente do seu local de publicação. Os autores distinguidos recebem um prémio monetário total de 300 mil reais (50,6 mil euros), divididos em 150 mil reais (25,3 mil euros) para cada um dos vencedores.

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