Daily MaverickSIGNED AND SEALED: Balti-maul — Springboks win series 3-1 over All Blacks after US victoryESPNOSU stuns No. 6 Oregon, ending 21-game FBS skidThe Jerusalem PostSwedes vote in election that could usher far right into governmentInquirerPolice arrest two DI-linked teens after shootout in MaguindanaoESPN DeportesLa Novena de MLB: La vuelta de Volpe, las Kardashian y la "sugerencia" de PujolsPunchSleeping with earbuds may trigger hearing loss, say ENT specialistsCNN TürkMersin'de otomobil ile hafif ticari aracın çarpıştığı kazada 1 çocuk öldü, 6 kişi yaralandıLa NaciónÚltimas encuestas en Florida: Jolly mantiene la ventaja frente a Donalds y se acerca la elección del 3 de noviembre한겨레북 치고 촛불 ‘후~’…장동혁, ‘올공 100일’ 자축 “우리는 전사”20 Minuten«Ich war im Jugendknast – heute habe ich Familie, ein Haus, Geld»UOLFolha lança portal C-Level e amplia cobertura de negócios e finançasSözcüAKP’ye geçen Bingöl’ün iddiaları Meclis’e geldi
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 13, 2026

Conselho da Santa Casa apoia presidente e diretores presos em investigação sobre desvios de R$ 4,9 milhões e promete manter atendimentos

Translate

Em nota divulgada neste sábado (12), a administração afirmou que a unidade de saúde continuará operando regularmente, apesar da crise provocada pela operação. A íntegra do comunicado pode ser conferida abaixo.

Segundo o posicionamento, o Conselho de Administração da instituição se reuniu na tarde de sexta-feira (11) para deliberar sobre as “medidas necessárias à manutenção e continuidade integral de todos os serviços” prestados pelo hospital.

A nota, no entanto, não detalha quais medidas serão adotadas para garantir a continuidade dos atendimentos. Atualmente, o serviço de cardiologia pediátrica da Santa Casa está suspenso após o corpo clínico decidir interromper as atividades devido à falta de insumos.

Ao manifestar solidariedade aos membros da Diretoria presos, o Conselho de Administração destacou a “dedicação, a integridade e os relevantes serviços prestados” por eles ao longo dos anos.

Confira a nota do Conselho Administrativo na íntegra:

A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande vem a público informar à sociedade, aos seus colaboradores e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que o seu Conselho de Administração da Instituição reuniu-se extraordinariamente na tarde de ontem (sexta-feira) para deliberar sobre as medidas necessárias à manutenção e continuidade integral de todos os serviços de assistência à saúde prestados pelo Hospital.

Diante dos acontecimentos recentes envolvendo a operação deflagrada pelo Ministério Público Estadual nesta sexta-feira, a instituição esclarece que continua operando regularmente, assegurando que o atendimento à população não sofrerá qualquer descontinuidade.

O Conselho de Administração manifesta sua solidariedade aos membros da Diretoria afetados pelas medidas cautelares, enaltecendo a dedicação, a integridade e os relevantes serviços prestados por eles ao longo de anos de trabalho em prol do fortalecimento da Santa Casa e do bem-estar de toda a comunidade.

A Associação aguarda o pleno esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes e reitera sua confiança na Justiça.

Campo Grande/MS, 12 de setembro de 2026.

Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande

Além da diretora-presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, também foram presos cautelarmente no âmbito da Operação Antidotum os diretores do hospital. São eles:

  • Alessandro Dias Junqueira (diretor administrativo da Santa Casa)
  • Rinaldo Romano (diretor Administrativo Financeiro na Santa Casa)
  • Paulo Guilherme Gutierre Mariosa (diretor de Finanças Adjunto da Santa Casa)
  • Monique Gregório (supervisora Serviço de Arquivo Médico e Estatística da Santa Casa)
  • Mauricio Aparecido Benites (empresário)

O g1 ainda não conseguiu contato com as defesas dos alvos da operação deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

🔎A Santa Casa de Campo Grande é um dos principais hospitais de Mato Grosso do Sul e referência no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição recebe pacientes de diferentes municípios do estado e oferece atendimentos de média e alta complexidade.

Alir Terra. — Foto: Divulgação.

A operação

Na manhã de sexta-feira (11), agentes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) estiveram na Santa Casa para cumprir os mandados e apurar as supostas irregularidades apontadas pela investigação.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e Dourados, em Mato Grosso do Sul, além de Goiânia (GO).

Segundo o MPMS, cerca de R$ 1,4 milhão teria sido desviado somente no primeiro ano do contrato de digitalização de prontuários. Em outro levantamento, o órgão estima um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões à Santa Casa, relacionado a pagamentos feitos a empresas pertencentes ao mesmo grupo.

O Ministério Público afirma que o valor total do suposto prejuízo é calculado e pode ser maior. Em nota, a Santa Casa informou que acompanha a operação. Leia a íntegra da nota mais abaixo.

Operação mira desvios milionários na Santa Casa de Campo Grande — Foto: Gabi Cenciarelli, g1 MS

Investigações apontou irregularidades

Segundo o MPMS, a investigação começou após suspeitas de irregularidades em um contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para digitalizar prontuários médicos.

O contrato previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Segundo o Ministério Público, os cerca de R$ 1,4 milhão teriam sido desviados somente no primeiro ano de parceria.

A operação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS).

Contratos com empresas do mesmo grupo

Durante a investigação, o Gecoc também identificou suspeitas de irregularidades em contratos da Operadora Santa Casa Saúde, controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande.

Segundo o MPMS, os contratos foram firmados com várias empresas do mesmo grupo econômico. O proprietário delas teria ligação com integrantes da diretoria da Santa Casa.

As empresas também estariam registradas no mesmo endereço. Segundo a investigação, porém, o imóvel estava desocupado. Somente em 2025, a Operadora Santa Casa Saúde teria pago cerca de R$ 9,6 milhões a essas empresas.

Ainda segundo a investigação, contratos, pagamentos e prestações de contas teriam sido omitidos de órgãos de fiscalização. Entre eles estão o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

A apuração continua para identificar o valor total dos recursos que podem ter sido desviados e a participação de cada investigado.

O nome da operação vem do latim antidotum, que significa antídoto. A palavra é usada para definir uma substância capaz de neutralizar ou impedir a ação de algo nocivo. No sentido figurado, também pode representar uma medida ou solução adotada para combater um problema.

Operação ocorre em meio a crise na Santa Casa

Batalhão de Choque dá apoio em operação contra desvios da Santa Casa de Campo Grande — Foto: Gabi Cenciarelli/ Reprodução

A operação ocorre poucos dias após a Santa Casa de Campo Grande suspender cirurgias cardíacas pediátricas eletivas. Na terça-feira (8), foi divulgado que crianças que precisam desse tipo de procedimento pelo SUS em Mato Grosso do Sul poderiam ter que viajar para outros estados para serem atendidas.

A Santa Casa é referência nesse tipo de atendimento no estado. Segundo o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), é a única unidade credenciada pelo SUS em Mato Grosso do Sul para realizar cirurgias cardíacas pediátricas de alta complexidade.

A suspensão dos procedimentos eletivos ocorre desde 29 de julho. Segundo o sindicato, atendimentos ambulatoriais também foram suspensos.

Segundo o hospital, a medida foi tomada pela falta de médicos especializados. Dos dois cirurgiões que atuavam no serviço, um está afastado por um problema grave de saúde e a outra profissional pediu rescisão do contrato. A Santa Casa afirmou que a especialidade é de alta complexidade e que há poucos profissionais disponíveis, o que dificulta a recomposição da equipe.

O hospital também afirmou que a manutenção do atendimento pelo SUS depende do cumprimento das obrigações contratuais pelos órgãos públicos. Segundo a instituição, ainda há desequilíbrio financeiro no contrato, que afeta a manutenção de equipes, medicamentos e insumos. Sobre o aporte de R$ 4 milhões anunciado publicamente, a Santa Casa disse que ainda não recebeu o dinheiro.

O que diz a Santa Casa?

A Santa Casa se manifestou por nota. Leia a íntegra abaixo:

"A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande informa que está prestando atendimento às autoridades responsáveis pela operação realizada nesta sexta-feira (11), colocando-se à disposição para fornecer as informações e os esclarecimentos que forem formalmente solicitados. A instituição respeita e acompanha o trabalho das autoridades competentes e, neste momento, aguarda a liberação do acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações e, a partir disso, poder se manifestar de forma adequada sobre os fatos. A Santa Casa reforça que os atendimentos à população seguem normalmente, sem qualquer prejuízo à assistência aos pacientes".
View the original on G1

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.