Benfica x Gil Vicente. "Erros sem grande impacto."

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Sem falta da Rádio Observador, está dado o potencial do jogo que opôs o Benfica ao Gil Vicente. Vitória encarrada por três bolas a uma, com arbitragem do árbitro João Gonçalves. Pedro Henriques, vamos aos lances, à análise deste encontro.
Sim, e vamos começar exatamente pelo minuto sete, que tem a ver com o golo, o golo, neste caso, Gil Vicente, em que o Pinto Martins passa para o Héctor Fernández. Não há fora de jogo. É o Daniel Banjaki que fica para trás no sentido de que acaba por validar, porque o Lenglet e toda a defesa tinha subido, o Banjaki é que acaba por colocar em jogo e, por isso, gol legal sem infração naquilo que estava a ser sinalizado, que era a questão do fora de jogo. Depois, ao minuto 12, o Barranquilla tem uma entrada sobre o Zé Carlos, em tackle, e daí o cartão amarelo. Não é a perna que vai à frente, que é a direita, mas é a que vai dobrada, a outra, que acaba por dobrar o pé do Zé Carlos e por isso é que entra naquilo que é negligência, chamadas entradas duras. Depois, ao minuto 15, um lance com o Prestianni, isto na área do Gil Vicente, em que fica a pedir um pontapé de penálti. Realmente, há um momento em que o Zé Carlos, que está nas costas do Prestianni, tem um toque de mão direita no braço direito do Prestianni, que tem o braço projetado para trás e ao sentir esse toque também deixa-se cair, mas claramente que aquela queda não é condizente com aquele contacto, e portanto, para mim, legal este contacto, sem motivo para pontapé de penálti, que foi aquilo que na altura ficou a ser reclamado. Depois, ao minuto 19, há um cartão amarelo que fica no bolso, Gil Martins, pelo menos, e é um lance que está inclusivamente nas redes sociais a bombar, como se costuma dizer, porque quando mete aquilo em câmera lenta e com alguns ângulos, fica a ideia que o Gil Martins, ao entrar sobre o Banjaki, faz um género de jogo perigoso, sola de cima para baixo, que acertou em cheio na perna do Banjaki. E em movimento normal, sem câmeras lentas, primeiro, há um prensar de bola com o Banjaki, ou seja, a perna direita ou o pé direito com o pé do Banjaki, a bola fica prensada e ato contínuo, há um resvalar do pé a nível da perna do jogador do Benfica. Portanto, em câmera lenta, fica a ideia de uma entrada direta à perna. Não aconteceu. Primeiro é na bola e depois é que vai a perna. Eu dou como cartão amarelo, mas é daqueles lances estranhos, porque em movimento normal, para mim, muito negligente, amarelo, em câmera lenta, fica a ideia de ser mais do que isso e de poder ser cartão vermelho. De qualquer maneira, o árbitro não marcou falta nem deu cartão, e o erro está aqui. E eu vou dizer que para mim não é cartão vermelho, com muitas interrogações, porque realmente as repetições não são, no meu ponto de vista, as melhores, e é a câmera lenta que dá essa ideia. Mas pelo menos o cartão amarelo tinha que ser mostrado e portanto, aqui uma falha por parte do árbitro. Ao minuto 26, o cartão amarelo mostrado ao Hernández é correto. Ele não salta, efetivamente, porque tem os apoios no chão, mas vai com o braço esquerdo bem à frente do braço e acerta com o osso do braço na cara e pescoço do Dal. É uma entrada durinha, negligente, e o árbitro muito bem a mostrar o cartão amarelo. Depois o gol do Benfica, que esteve em análise, o empate na altura, ao minuto 29, por um possível eventual fora de jogo, é na construção da jogada. Primeiro o Pavlídis mete para o Prestianni e depois aparentemente até parecia que tinha sido o Prestianni a devolver ao Pavlídis, mas foi até um jogador do Gil Vicente que colocou a bola no Pavlídis. Mas o momento não é esse, é o antes, é quando o Pavlídis faz o passe para o Prestianni. Fica a ideia que com as imagens não há fora de jogo. É que não mostraram as linhas e por isso o VAR tem todas as hipóteses de o fazer e tem linhas, e se valida, nos fora de jogo praticamente não há erros, é porque a decisão foi correta e portanto, para mim também, gol correto no empate. E com isto, terminamos a primeira parte com esta questão.
Vamos à segunda, Pedro.
Sim, que os dois minutos de tempo extra que ele deu é muito pouco, porque só na paragem para hidratação gastámos 1min41s e depois tivemos mais dois amarelos e dois gols, um deles inclusivamente com análise VAR, portanto, foi muito escasso. Segunda parte, minuto 63, tem a ver com o cartão amarelo mostrado ao João Palhinha, que tinha entrado há pouco tempo, estica a perna esquerda, acerta em cheio com o joelho na coxa esquerda do David Moreira. É uma falta tática, o objetivo é parar ali a jogada e por isso livre direto e cartão amarelo bem mostrado. Depois ao minuto 67, não sendo dos lances mais relevantes e importantes, fica um livre direto por assinalar a favor do Benfica. É à entrada da área, mas fora, portanto, na meia-lua, em que o Batu entra por trás sobre o Pavlídis, a bola já não está lá. Pelo menos o livre direto tinha que ser assinalado, o árbitro não tem os olhos lá colocados e portanto fica aqui este erro menor, mas que também temos que referenciar. Depois ao minuto 72, temos o Sheldrum que já vinha em desequilíbrio de fora da área de uma bola também ali dividida e que depois há ali um contato com o Batu, que está nas costas do Sheldrum. Para mim, não empurra, não carrega, há contato, ele cai, ele também não fica a protestar, mas é só para referir que também não há motivo, portanto, neste caso, para pontapé de penálti. E depois ao minuto 78, também uma bola cruzada por Luque Báquio, com esta a ir ao pé direito do Zé Carlos e depois sobe de ressalto e bate na mão esquerda do Zé Carlos. Não há motivo para pontapé de penálti. Relembrar que é uma das atuantes, sempre que a bola bate numa parte qualquer do corpo e depois é que sobe e vai à mão ou ao braço, que essa é sempre uma atuante, a não ser que o braço esteja numa posição não normal, para não ser marcado penálti, portanto boa decisão. E depois ao minuto 83 temos um canto claro a favor do Benfica, o Prestianni fica muito a reclamar, a bola bateu ali nas costas do braço do José Silva, é um erro menor, mas era um canto. Mas depois ao minuto 87 temos o momento para mim importante e decisivo do jogo, porque acaba por desbloquear, é um penálti que dá a volta ao jogo, e correta a decisão. E foi o árbitro que assinalou o castigo máximo quando o Thoré falha a entrada à bola e estica a sua perna, depois ainda tenta dar uma maneira de recuar, mas acerta com o joelho no joelho esquerdo do Fredrik Aursnes, derrubou o médio norueguês. Uma falta clara e óbvia, que depois o VAR só se limita a confirmar. E este penálti é muito importante porque acaba por desbloquear o jogo. Finalmente, o último cartão amarelo, minuto 90+5, ao Tiago Gago, porque sem qualquer intenção de jogar a bola, vai com o corpo, faz uma obstrução contra o Duran, junto à linha lateral, com o objetivo de parar e destruir a jogada e, portanto, cartão amarelo bem mostrado.
E resta saber que nota merece Pedro Henriques, o árbitro que apitou este jogo, João Gonçalves, o árbitro do Benfica 3, Gil Vicente 1.
Nota 6, vou dar nota positiva. O que esteve bem, e para mim mais importante, é o penálti que desbloqueia o jogo e que foi bem assinalado. Aquele lance ao minuto 87, do Thoré sobre o Aursnes, e esse é o momento mais relevante e importante, porque tem muito impacto no jogo. Depois, o que é que não esteve bem? Pequenas coisas ou pequenos erros que não têm impacto. Um canto, uma falta na entrada da área e o tal cartão amarelo, que nas redes sociais fala-se muito entre o amarelo e o vermelho, que podia ter impacto, obviamente, se fosse uma expulsão, tinha outro impacto, mas digamos que como eu considero que é amarelo, são pequenos erros sem grande impacto. A decisão mais importante foi o penálti que desbloqueia o jogo e por isso nota 6 para a equipa liderada por João Gonçalves.
Nota 6 para João Gonçalves no Benfica 3, Gil Vicente 1, jogo a contar para a sexta jornada do Campeonato 2026/2027.
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