Projeto de gás nos EUA recebeu dinheiro oculto de empresa russa, diz NYT

Em nota ao NYT, a Novatek informou que, na verdade, estava em processo de adquirir uma participação como 'acionista minoritária' no projeto Polar LNG. Caso venha a se concretizar, o projeto ainda está distante. Além das questões relacionadas a sanções que precisariam ser negociadas, a tecnologia prevista é complexa e precisa ser capaz de resistir a algumas das condições climáticas mais severas dos EUA.
Plano pode beneficiar a empresa russa
O plano da Polar LNG previa que a empresa aproveitasse o volume de gás natural disponível no extremo norte do Alasca, um subproduto da intensa extração de petróleo realizada na região. Atualmente, não há uma forma de transportar a maior parte do gás produzido juntamente com o petróleo; por isso, as empresas de energia o reinjetam no subsolo.
A proposta da Polar LNG consiste na aquisição, junto à Novatek, de uma gigantesca estrutura de concreto e aço, com 640 mil toneladas. Este tipo de instalação é conhecida como "estrutura de base gravitacional", que seria posicionada no leito marinho, ao largo da costa norte do Alasca, em uma área denominada Milne Point.
O projeto beneficiaria a Novatek, uma das maiores empresas de energia da Rússia, de duas maneiras. Primeiro, por meio da utilização da tecnologia da própria Novatek e, segundo, pelo fato de a empresa deter uma participação acionária no empreendimento.
A Novatek está sujeita a sanções dos EUA, que exigiriam que o Departamento do Tesouro emitisse uma licença para que seus equipamentos pudessem ser utilizados no Alasca. Uma legislação de sanções aprovada recentemente deve dificultar o andamento do plano, já que o projeto de lei tem como alvo específico a Novatek, bem como seu projeto Arctic LNG 2, devido aos vínculos da empresa com Putin.
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