Carlos Portinho e Carlos Jordy, do PL, são eleitos senadores pelo RJ
O deputado federal Carlos Jordy (PL) e o senador Carlos Portinho (PL) foram matematicamente eleitos neste domingo (4) senadores pelo Rio de Janeiro. Com 99,51% das urnas apuradas, Portinho teve 26,79% dos votos válidos, enquanto Jordy somou 24,58%. Os dois superaram a deputada federal Benedita da Silva (PT), com 20,20% dos votos, numa disputa que se desenhava acirrada desde o início da campanha.
Na sequência, o deputado federal Pedro Paulo (PSD), a vereadora Mônica Benício (PSOL) e o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) tiveram, respectivamente, 11,94%, 9,66%, 3,38% dos votos.
Com o resultado, o Rio de Janeiro continua com dois senadores PL. Portinho mantém sua cadeira na casa legislativa e Jordy substitui Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República. Romário, eleito em 2022, deixou a sigla em agosto e ainda não definiu sua nova legenda.
O resultado foi diferente das pesquisas que projetavam o favoritismo de Benedita, que estava na liderança da disputa, de acordo com a pesquisa divulgada no sábado (3) pelo Datafolha. Ela registrava 26% das intenções de votos válidos. Em seguida, estavam em empate técnico o deputado federal Carlos Jordy (PL), com 19%, e o senador Carlos Portinho (PL), com 18%.
Jordy, de 44 anos, foi o último escolhido pelo PL como candidato após os dois pré-candidatos apoiados pela legenda desistirem em razão de investigações da Polícia Federal: Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella (União). Ele também foi indicado em razão do fim da aliança de sua legenda com União Brasil e PP no Rio de Janeiro.
O deputado fez sua campanha vinculada ao bolsonarismo mais radical, defendendo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Portinho, de 53 anos, foi escolhido candidato pelo PL em substituição ao ex-governador Cláudio Castro (PL), que desistiu da disputa após ser alvo de duas operações da Polícia Federal. Em 2018, ele foi eleito primeiro suplente de Arolde de Oliveira e assumiu a cadeira em razão da morte do senador, morto em 2020 em decorrência da Covid-19.
O senador fez uma campanha na qual defendeu abertamente o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Benedita, de 84 anos, tentava retornar ao Senado, casa legislativa em que cumpriu mandato de 1995 a 1998. O PT não elege um novo nome ao Senado pelo estado do Rio desde 2010, quando Lindbergh Farias foi eleito.
Ela fez campanha vinculando seu nome ao do presidente Lula e ao ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo.
Ex-governadora do Rio de Janeiro (2002), foi ministra no primeiro mandato de Lula (2003-2006) e é deputada federal desde 2011.
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