Em chapa única, Márcio Tuma é aclamado presidente do Paysandu para o biênio 2027/28

A chapa “Papão da Curuzu”, liderada pelo advogado Márcio Tuma, foi eleita por aclamação nesta terça-feira, dia 3, para presidir o Paysandu no biênio 2027/28. O pleito, que teve chapa única, ocorreu na sede social do clube, localizada na Avenida Nazaré, em Belém.

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Tuma conquistou 411 votos, enquanto 52 torcedores votaram em branco e outros 91 votaram nulo.
Em chapa única, Márcio Tuma é aclamado presidente do Paysandu para o biênio 2027/28 — Foto: Enzo Quaresma/Paysandu
Tuma terá como vice-presidência Diego Moura e Ícaro Sereni no mandato que se estenderá até o fim de 2028.
A votação foi realizada das 16h às 21h, seguida imediatamente pelo início da apuração, que durou cerca duas horas. Diferente de anos anteriores, os associados não puderam utilizar urnas eletrônicas, e a votação ocorreu por meio de cédulas de papel.
A mudança cumpre a Resolução TSE nº 22.685/2007 (art. 3º, parágrafo único), que proíbe a cessão de urnas eletrônicas para eleições parametrizadas nos 120 dias anteriores e 30 dias posteriores a eleições oficiais. Como o segundo turno das Eleições Gerais ocorreu em 25 de outubro de 2026, o pleito bicolor ficou dentro do período de vedação, tornando a apuração mais lenta.
Urnas com votos dos torcedores do Paysandu — Foto: Nicksson Melo/ge
Quem é Márcio Tuma?
Márcio Tuma assumiu a presidência do Paysandu após um período conturbado em 2025, ano em que o clube foi rebaixado para a Série C com três rodadas de antecedência, culminando na renúncia do então presidente Roger Aguilera em 22 de dezembro. Tuma, que era o vice-presidente, assumiu o cargo mais alto do Executivo cerca de 20 anos após se associar ao clube.
Márcio Tuma participando de coletiva como novo presidente do Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu
A trajetória de Tuma no Papão começou em 2006, quando virou sócio com o objetivo de colaborar ativamente com a instituição. Em 2010, foi convidado para o Conselho Deliberativo, atuando como conselheiro entre 2011 e 2012. Na época, ele chegou a formalizar um pedido por escrito para que a diretoria estruturasse um departamento jurídico profissional.
Entre 2015 e 2016, presidiu a Assembleia Geral do clube, período em que liderou o recadastramento de sócios, viabilizou o voto por urna eletrônica e encabeçou a elaboração do atual estatuto do Paysandu.
Ao assumir a presidência definitiva, Tuma precisou lidar com uma grave crise financeira e jurídica, com o acúmulo de processos e dívidas. Em sua segunda coletiva no cargo, apresentou um plano de reestruturação para equacionar os débitos e profissionalizar a gestão interna.
Chapa encabeçada por Márcio Tuma (presidente), Diego Moura e Ícaro Sereni (vices) concorre a presidência do Paysandu — Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu
Dentro de campo, o Paysandu montou um elenco mais modesto devido ao orçamento reduzido. Ainda assim, o time conquistou o Campeonato Paraense contra o maior rival, além dos títulos da Copa Norte e da Copa Verde. No entanto, o rendimento caiu no segundo semestre, e o principal objetivo do ano, o acesso à Série B, acabou batendo na trave.
Novos membros do Condel e Conselho Fiscal
Além da diretoria executiva, os associados bicolores elegeram os novos integrantes do Conselho Deliberativo (Condel) e do Conselho Fiscal, órgãos fundamentais para a fiscalização financeira, transparência e reformas estatutárias. Para o Condel, foram eleitos 25 membros efetivos e 25 suplentes. Já o Conselho Fiscal passa a contar com cinco novos membros.
Protestos na sede
Apesar do clima de aclamação dentro do clube, o ambiente do lado de fora foi de cobrança. Um grupo de torcedores se concentrou em frente à sede social do Paysandu para protestar contra a atual gestão, utilizando faixas.
Torcedores protestam do lado de fora da sede do Paysandu — Foto: Nicksson Melo/ge
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