Governo anuncia mais cinco aeronaves para combater incêndios no Amazonas
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O governo anunciou reforços aéreos, de segurança e de saúde para enfrentar os incêndios no Amazonas. A ampliação ocorre enquanto a fumaça prejudica a qualidade do ar em Manaus e dificulta os próprios voos de combate às chamas.
O governo federal anunciou neste sábado, 17, o envio de cinco aeronaves adicionais para combater os incêndios florestais no Amazonas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o reforço elevará de 11 para 16 o total disponibilizado às operações no estado.
O anúncio ocorre em meio à persistência da fumaça em Manaus. Neste sábado, a baixa visibilidade impediu a saída de aeronaves da capital, segundo nota do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão informou que esperava uma melhora das condições para retomar os voos.
O que está previsto para as operações?
O pacote inclui participação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas. Os efetivos ainda serão definidos, segundo o comunicado do ministério.
A Defesa Civil Nacional também empenhou R$ 14 milhões para apoio logístico, equipamentos de proteção e combate ao fogo e contratação de duas aeronaves. O comunicado não apresenta uma data para o controle dos incêndios.
Em uma mobilização anunciada anteriormente, na quinta-feira, 15, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que enviará mais 29 bombeiros e nove viaturas até 21 de outubro. Com esse reforço, a atuação da pasta no Amazonas deverá reunir 160 profissionais, entre 120 bombeiros contratados e 40 da Força Nacional.
Manaus terá base da Força Nacional do SUS
Na área da saúde, o governo prevê instalar uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus na terça-feira, 20.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a mobilização é preventiva e ainda não havia sido observada sobrecarga dos serviços de saúde em decorrência dos incêndios.
A capital registrou, na manhã deste sábado, qualidade do ar classificada como perigosa pela plataforma IQAir. A fumaça vem de queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos.
Como a resposta aos incêndios evoluiu
O reforço anunciado neste sábado amplia uma mobilização iniciada antes. Em 10 de outubro, o governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 municípios por causa dos incêndios florestais. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu a medida em caráter sumário no mesmo dia, poucas horas depois do decreto estadual.
Segundo o MIDR, o reconhecimento federal era uma etapa necessária para viabilizar recursos da União destinados ao enfrentamento da crise. A medida permite ao estado buscar apoio federal para a resposta ao desastre; não significa que os incêndios estejam controlados.
Na quarta-feira, 14, autoridades federais e estaduais se reuniram em Manaus para coordenar o combate ao fogo e as investigações. Na ocasião, o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Paiva, informou que a Polícia Civil havia instaurado 120 procedimentos criminais relacionados aos incêndios, segundo o Ministério do Meio Ambiente.
O ministro João Paulo Capobianco também apontou indícios de ação humana nos focos identificados. A origem humana do fogo não comprova, por si só, uma ação coordenada, hipótese que depende ainda das apurações.
Na quinta-feira, 15, o Ministério da Justiça anunciou o reforço de bombeiros e viaturas. O pacote deste sábado, 17, acrescenta aeronaves, apoio das forças de segurança e militares e recursos emergenciais. As próximas etapas previstas são a instalação da base da Força Nacional do SUS na terça-feira, 20, e a conclusão do envio dos bombeiros e veículos anunciados pela Justiça até quarta-feira, 21.
Quais municípios estão na emergência por incêndios?
A declaração estadual de 10 de outubro, reconhecida pelo governo federal, abrange Manaus e outros 35 municípios. A relação se refere especificamente aos incêndios florestais, e não ao conjunto de emergências por estiagem e outros desastres no Amazonas.
Veja os 36 municípios
Apuí, Autazes, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Canutama, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Manicoré, Maués, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Silves, Tapauá, Tefé e Urucurituba.
Perguntas frequentes
Quantas aeronaves adicionais foram anunciadas?
Cinco. Segundo o governo, o total disponibilizado às operações passará de 11 para 16.
Os reforços já estão todos em operação?
O comunicado apresenta medidas de mobilização. Os efetivos adicionais das forças de segurança e das Forças Armadas ainda serão definidos.
Quando chega o reforço de bombeiros anunciado pelo Ministério da Justiça?
A previsão divulgada pela pasta é enviar mais 29 bombeiros e nove viaturas até 21 de outubro.
A fumaça interfere no combate aos incêndios?
Sim. A baixa visibilidade impediu a saída de aeronaves de Manaus neste sábado, segundo o Ibama.
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