Roger Waters critica o ‘babaca’ James Hetfield por recado apolítico em show

Ex-Pink Floyd dispara contra o frontman do Metallica por defender postura isenta nos palcos e afirma que a banda nem consegue tocar instrumentos acústicos
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Roger Waters, ex-Pink Floyd e conhecido por seu ativismo político, teceu duras críticas a James Hetfield após o vocalista e guitarrista do Metallica ter defendido uma postura apolítica durante as apresentações de sua banda.
A controvérsia teve início durante a residência de shows do grup oamericano no The Sphere, em Las Vegas (EUA). Ao interagir com o público, Hetfield agradeceu o investimento e o tempo dos fãs e fez questão de marcar posição sobre o papel da banda no palco.
Ele afirmou na ocasião:
“O Metallica não está aqui, como alguns outros artistas, para influenciar vocês com baboseira, ok? Estamos aqui… sem baboseira… estamos aqui para esquecer de todas as coisas do mundo exterior. A agenda do Metallica é amor, energia e música pesada, baby!”

No entanto, o discurso não agradou a Roger Waters. Durante participação no podcast de Katie Halper (via Far Out Magazine), o baixista, cantor e compositor inglês criticou duramente a postura de Hetfield, classificando-o como “babaca” e questionando a qualidade musical do Metallica.
Waters disse:
“Podemos parar de falar desse babaca? Estou muito entediado com ele. Ele só está mostrando que é um completo babaca. Tem um QI de aproximadamente três e, sinceramente, não sei por que estamos falando dele, porque ele não é ninguém.”
Roger, que sempre defendeu que os artistas têm a responsabilidade social e política de utilizar seus palcos para lutar pelos direitos humanos, complementou seu desabafo ironizando a trajetória de Hetfield:
“É uma pena que esse babaca não tenha tido alguém por perto para explicar que ser gentil é muito mais importante do que toda aquela música alta, aqueles pulos e seja lá o que for. Ele pode ter algumas centenas de milhões de dólares ou seja lá quanto for, mas é um babaca e não é músico. Eu os ouvi tocando instrumentos acústicos, e eles não conseguiam tocar. Foi lamentável. Eu não poderia me importar menos com gente como o Metallica.”
James Hetfield, Metallica e política
Em ocasiões anteriores, James Hetfield já havia declarado que prefere manter religião e política longe dos palcos para não polarizar nem afastar os fãs, defendendo que a música deve servir para unir as pessoas e proporcionar entretenimento.
Em 2017, ao veículo chileno La Tercera, o vocalista declarou:
“Eu sou um cantor e guitarrista em uma banda de rock. Eu odeio política. Não quero falar sobre política. O que é importante para mim é conectar as pessoas com a música. Política e religião separam as pessoas.”
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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