As notícias das 13h
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Jornal da Uma. Jornal da Uma agora na Rádio Observador com edição do Miguel Videira. Miguel, começamos este Jornal da Uma com o protesto que começou de manhã bem cedo e está prestes a terminar. À cidade de Coimbra, já começaram a chegar alguns dos caminhões que integram a Marcha Lenta promovida por empresários do setor da terraplanagem.
Saíram por volta das 7:00 da manhã de Paredes com destino à cidade dos estudantes. Um protesto para reivindicar ajudas do Estado que permitam às empresas desta área de atividade fazer face ao aumento do custo com combustíveis. Argumentam os empresários que os combustíveis representam perto de 70% dos custos de produção e que não têm qualquer apoio, ao contrário do que acontece com outros setores. Ao longo da manhã, fomos ouvindo as razões do descontentamento com a ajuda do repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia. Miguel, chegaste por fim a Coimbra. Os participantes deste protesto já começaram a desmobilizar?
Exatamente, Miguel. Passaram há pouco aqui em Coimbra Sul os últimos caminhões e para ter aqui uma reação, um comentário a esta manifestação, a esta marcha lenta que começou em Lourdelo às 7h30 e chegou há pouco tempo aqui a Coimbra. Tenho comigo Miguel Machado Mendes, advogado representante dos promotores desta iniciativa. Balanço como é que correu esta marcha.
O balanço é muito positivo. Nós conseguimos, em poucos dias, unir pessoas que não se conheciam, mas que tinham os mesmos interesses. Um setor que não tinha voz, que era desconhecido. Agregamos 117 empresas, colocamos na rua 450 caminhões e mais do que isso, fizemos ouvir. Com a certeza de que o próprio governo reconheceu hoje que este setor era um setor que era desconhecido e que merecia que fossem enaltecidos para os seus problemas de maneira responsável.
Isso é uma vitória também do movimento, essa reunião?
É. Nós temos que enaltecer que hoje demos corpo àquilo que é o nosso direito à indignação, mas amanhã temos a responsabilidade de dar corpo a um outro princípio, que é o direito de nós participarmos nas decisões que impactam com o futuro do nosso setor. Portanto, estes homens, estas mulheres não aceitam o triste fatalismo de que nada podemos fazer pelos nossos futuros. Portanto, estes homens, estas mulheres não se resignam, não baixam os braços, são pessoas responsáveis, que não teem nenhum trabalho, mas que querem soluções que sejam iguais para outros setores de atividade e que olhem para os seus problemas específicos.
E para terminar, é possível avançar com algum número que superou as expectativas? Falavam em quase 400 caminhonistas.
Nós tivemos a contagem feita ao longo da marcha, a participação de 450 caminhões, pelo menos. Durante a marcha houve caminhões que entraram, outros que saíram. Tivemos também réplicas deste movimento noutros pontos e tivemos, principalmente, a adesão de pessoas que, sendo de outros setores ou cidadãos comuns, que se identificaram com as nossas causas e que nos prestaram solidariedade e que buzinavam à passagem. Portanto, toda a gente reconhece que esta causa é justa. É possível, demonstramos a nossa indignação, é possível fazer uma marcha como fizemos hoje, que correu de maneira ordeira e civilizada. Muito obrigado.
Muito bem, muito obrigado aqui o advogado que representa este movimento, que fala numa participação que supera ligeiramente as expectativas, numa marcha ordeira e que reuniu, além do apoio de muitos caminhonistas, as pessoas que iam passando e fomos vendo ao longo do longo percurso, muitas pessoas nos viadutos a aplaudir ou a acenar para os motoristas e é para eles, para estes motoristas, também para o advogado que os representa ou que representa este movimento, uma vitória traduzida nessa reunião que terão proximamente com o ministro.
Miguel Pinheiro Correia, agora direito a um merecido descanso, jornalista do Observador, que saiu manhã bem cedo de Paredes, por volta das 7:00 da manhã, nesta marcha lenta até à cidade de Coimbra. Chegaram há pouco os caminhões e os empresários deste setor da terraplanagem já começaram a desmobilizar. E como ouvimos aqui o Miguel Pinheiro Correia revelar, há uma reunião na próxima segunda-feira.
E o ministro das Infraestruturas adianta que o governo está a analisar as reivindicações destes empresários e reconhece que têm razões para se sentirem discriminados.
À margem de uma conferência promovida pela CNN Portugal, o ministro Miguel Pinto Luz salienta que o governo está atento e reconhece que os empresários em protesto têm razão num dos argumentos que invocam.
É um setor que de alguma forma tem sido esquecido e não pode ser esquecido. Deixe-me dizer de uma forma muito clara, o governo tem consciência das dificuldades e estará cá para ajudar as empresas, também os trabalhadores, a ultrapassarem estas dificuldades. É legítima a forma de manifestação encontrada. Queremos que seja o mais ordeira possível. Claro que impacta na mobilidade hoje do país, na capacidade do país fruir e, portanto, estamos a acompanhar e segunda-feira falaremos com estas empresas.
A declaração do ministro das Infraestruturas esta manhã a antecipar o encontro com estes empresários do setor da terraplanagem agendado para o início da próxima semana.
E a associação que representa o setor da distribuição antecipa uma descida do preço da gasolina e do gasóleo na próxima semana.
A confirmarem-se as previsões, o gasóleo deve descer 7,5 cêntimos, a gasolina também desce, mas de forma mais moderada, 3,5 cêntimos. Essa é a previsão da Associação Nacional de Revendedores de Combustível, com base nas cotações semanais do barril de Brent.
Uma hora e sete minutos, o presidente da República lamenta a morte da bombeira que ficou ferida na sequência de um incêndio em Resende.
António Geseiro diz que foi com profunda consternação que tomou conhecimento da morte desta bombeira durante a madrugada no Hospital de Lamego. Sofreu ferimentos graves durante o combate a esse incêndio a que fazias referência em Resende. O chefe de Estado fala num momento difícil, numa perda irreparável para a comunidade. Destaca que a bombeira de 24 anos era um exemplo de profissionalismo e coragem, morreu no cumprimento da missão que desempenhava. Durante o combate ao incêndio, uma árvore de grande porte atingiu esta jovem bombeira, ficou gravemente ferida, ainda foi transportada para o hospital, acabou por falecer esta madrugada.
Em Paris, no primeiro dia de uma visita oficial, o Papa Leão XIV deixou recados sobre a inteligência artificial. Diz que há o risco de cair na ilusão.
Foi durante uma declaração conjunta com o presidente francês, que se seguia a um encontro com o chefe de Estado no Palácio do Eliseu. O líder da Igreja Católica considera urgente formar um discernimento ético.
"Trabalhei durante séculos para formar homens livres plenamente responsáveis pelos seus atos. Por essa razão, pareceu-me indispensável abordar, na minha primeira carta encíclica, o tema da inteligência artificial, a fim de recolocar o ser humano no centro de toda a reflexão. Para não perdermos a nossa humanidade no meio do paraíso das máquinas, que invade e condiciona o nosso cotidiano, é urgente formar os espíritos para um discernimento ético capaz de distinguir o que é moralmente bom."
A declaração do Papa Leão XIV sobre a inteligência artificial partilha das preocupações que têm vindo a ser expressas nas últimas semanas com insistência. Antes da chegada a Paris, ainda a bordo do avião que o transportou até à capital francesa, o Papa Leão XIV deixou um recado a Donald Trump. Diz que todos os jornalistas são bem-vindos e que uma boa cobertura jornalística é muito importante. Declarações surgem depois de, na passada semana, o presidente norte-americano ter proibido o acesso a três órgãos de comunicação à Casa Branca. O mesmo fez ontem a pretexto do encontro com o presidente chinês Xi Jinping.
É uma voz dissonante. O major-general Arnaut Moreira tem dúvidas que seja intenção da Rússia atacar alguns países do Mediterrâneo.
Foi o que noticiou ontem. O jornal "El Mundo" deu conta que a CIA avisou Itália, Espanha e França dessa possibilidade de um ataque russo.
Desconfio muito que a CIA faça um relatório destes. Desconfio muito, porque todos os analistas de intelligence têm a noção clara de que uma coisa são capacidades e outra coisa é uma ameaça. Não é apenas a capacidade que se transforma numa ameaça, é a intenção. É preciso haver intenção para que uma determinada capacidade se transforme numa ameaça. Isto é uma operação que não parece muito credível.
Por que isso está a acontecer?
Porque a notícia em si é que constitui a guerra híbrida.
É o que considera o major-general Arnaut Moreira, que foi o convidado do programa da Rádio Observador "Domínio de Guerra".
Uma hora e 10 minutos, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
A Câmara Municipal de Lisboa assume o erro na placa de homenagem à bailarina e coreógrafa alemã Pina Bausch. A placa, inaugurada esta segunda-feira, identificava a artista como dançarina, em vez de bailarina. Numa publicação nas redes sociais, a autarquia lamenta o erro e garante que a placa vai ser corrigida com brevidade. Donald Trump autorizou a Ucrânia a produzir mísseis Patriot. A informação é revelada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, em Nova York, depois da reunião com Donald Trump. Os mísseis Patriot são usados nos sistemas de defesa antiaérea, são dos mais avançados do mundo. Há muito eram reivindicados pela Ucrânia. A autorização foi finalmente concedida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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