Copiloto da FlyDubai planejava atentado em Israel inspirado no 11 de Setembro, diz investigação

O copiloto que atacou o comandante de um voo da FlyDubai no fim de setembro planejava derrubar o avião no aeroporto de Tel Aviv, em Israel, para matar o maior número possível de pessoas. Segundo o Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos, o plano era inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Mesmo ferido, o piloto indiano Smit Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros e tripulantes entraram no local e ajudaram a conter o agressor. Um piloto que estava fora de serviço e viajava no avião assumiu o controle da aeronave, que fez um pouso de emergência na Arábia Saudita.
Segundo as conclusões do procurador-geral dos Emirados, Hamad Saif Al Shamsi, o copiloto queria "causar a maior perda possível de vidas". O homem, que está detido, havia trabalhado nas companhias aéreas Oman Air e Royal Air Maroc.
De acordo com o procurador, ele se radicalizou enquanto estudava na Austrália, por meio da leitura de material extremista e do acompanhamento de conteúdos na internet que glorificavam organizações terroristas e atentados suicidas.
Al Shamsi afirmou que o copiloto tinha licença de piloto, certificado de boa conduta e havia passado pelas verificações exigidas para trabalhar na aviação.
"Nenhum dos procedimentos revelou indícios de suas opiniões extremistas nem de sua intenção de executar um plano terrorista", acrescentou.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia afirmado na semana anterior que o copiloto passou por um processo de doutrinação "islamista radical".
Terceiro voo para Tel Aviv
Avião da FlyDubai com passageiros que estavam em aeronave alvo de ataque se aproxima do aeroporto de Tel Aviv, em 30 de setembro de 2026 — Foto: Ammar Awad/Reuters
Segundo o procurador-geral, o copiloto, identificado em algumas reportagens como Hamam al-Hammami, já havia viajado duas vezes para Tel Aviv e aproveitou os voos anteriores para planejar o ataque. A viagem de 30 de setembro era a terceira para a cidade.
Na semana anterior, investigadores dos Emirados já haviam informado que o homem planejava um atentado terrorista e usado o machado de emergência para atacar o comandante, mas ainda não tinham divulgado a motivação.
O avião perdeu cerca de 17 mil pés de altitude em apenas um minuto, segundo dados do site de monitoramento de voos Flightradar24.
Após o episódio, Netanyahu elogiou a atuação dos passageiros e do comandante para impedir o ataque. O premiê também ordenou uma análise da segurança dos voos comerciais estrangeiros com destino a Israel.
Segundo Netanyahu, o copiloto teria contornado restrições que impedem pessoas de países que não reconhecem Israel de operar voos para o país.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.