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Tuesday, October 6, 2026

Moçambique reduziu dívida em 31,8 milhões de euros

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Moçambique reduziu em 31,8 milhões de euros a dívida junto dos seus três maiores credores bilaterais no segundo trimestre, com destaque para Portugal, cujo crédito ao Estado moçambicano caiu 18,6 milhões de euros em três meses.

Dados do Boletim da Dívida Pública do segundo trimestre de 2026 consultados esta terça-feira pela Lusa indicam que o stock da dívida bilateral junto da China, Japão e Portugal diminuiu, globalmente, de 2.100 milhões de dólares (1.795 milhões de euros) em março para 2.063 milhões de dólares (1.763 milhões de euros) em junho, reduzindo assim em 37,2 milhões de dólares (31,8 milhões de euros).

A redução foi impulsionada sobretudo pelos pagamentos efetuados a Portugal, cuja exposição caiu de 405,84 milhões de dólares (347,1 milhões de euros) para 384,06 milhões de dólares (328,5 milhões de euros), uma diminuição de 21,78 milhões de dólares (18,6 milhões de euros), correspondente a 5,4% no trimestre.

O stock da dívida à China, principal credor bilateral de Moçambique, passou de 1.293 milhões de dólares (1.106 milhões de euros) para 1.284 milhões de dólares (1.098 milhões de euros), uma redução de 8,84 milhões de dólares (7,6 milhões de euros).

Já a dívida ao Japão diminuiu de 402 milhões de dólares (343,6 milhões de euros) para 395 milhões de dólares (338 milhões de euros), menos 6,57 milhões de dólares (5,6 milhões de euros).

Apesar da redução, a China mantém-se destacadamente como o maior credor bilateral de Moçambique, concentrando 14,5% de toda a dívida externa do país.

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O stock total da dívida externa moçambicana caiu de 8.918 milhões de dólares (7.628 milhões de euros) para 8.851 milhões de dólares (7.571 milhões de euros) entre março e junho, uma descida de 67 milhões de dólares (57,3 milhões de euros).

O Ministério das Finanças atribui essa evolução ao “reembolso de alguns créditos vencidos durante o período”, que contribuiu para a manutenção da trajetória descendente da dívida externa.

No conjunto dos credores bilaterais, Moçambique amortizou 59,2 milhões de dólares (50,7 milhões de euros) em capital durante o segundo trimestre.

Os pagamentos incluíram 21,78 milhões de dólares (18,6 milhões de euros) a Portugal, 8,84 milhões de dólares (7,6 milhões de euros) à China e 7,88 milhões de dólares (6,7 milhões de euros) ao Japão, entre outros credores.

A China continua a financiar alguns dos maiores projetos de infraestruturas do país, enquanto Portugal mantém posições relevantes em setores como energia, abastecimento de água e transportes.

O Japão permanece entre os principais parceiros de financiamento concessional, sobretudo em projetos ligados a infraestruturas e desenvolvimento económico.

Os três países representavam, em conjunto, 23,3% da dívida externa moçambicana no final de junho.

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique alertou esta semana que “persistem atrasos” no pagamento da dívida pública, interna e externa, reduzindo a “apetência” do mercado por títulos.

“A manutenção dos atrasados da dívida interna e externa continua a condicionar o normal funcionamento do mercado financeiro”, alerta o comunicado final da reunião do CPMO, quarta-feira, em Maputo.

Segundo dados do Ministério das Finanças, a dívida pública e garantida de Moçambique aumentou no segundo trimestre para 1,146 biliões de meticais (15,2 mil milhões de euros), equivalentes a 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB), “influenciada maioritariamente pelo incremento da dívida interna”, que aumentou 3% com novas emissões no âmbito da Facilidade de Crédito do Banco Central e pela rolagem de juros das Obrigações do Tesouro.

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