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Thursday, September 17, 2026

00h. Valência. Mau tempo fecha aeroporto e escolas

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É meia-noite em ponto. Jornal da Meia-Noite com edição da Laura Figueiredo. E Laura, a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Exames Nacionais vai mesmo avançar. Depois do Chega, também o PS vai dar luz verde.

Esta tarde, na Assembleia da República, o Partido Socialista tinha já admitido a necessidade de ouvir o ministro da Educação. Agora, de viva-voz, numa entrevista na SIC Notícias, o secretário-geral do partido, José Luís Carneiro, assumiu que o Partido Socialista vai mesmo aprovar a comissão de inquérito aos problemas registados com os exames nacionais.

Nós viabilizaremos essa comissão de inquérito por dois motivos. Primeiro, há que esclarecer a relação entre o desmantelamento que foi feito de várias estruturas do Ministério da Educação e os seus efeitos, nomeadamente no caos que se instalou nos exames de acesso ao ensino superior. Por outro lado, por que se avançou, de forma intempestiva, para esta transição, não auscultando a opinião de quem teria alertado o próprio ministério que não havia condições para avançar?

O desmantelamento do Ministério da Educação e a opção do ministro de avançar para uma reforma, apesar dos alertas, são estas as razões do voto favorável do PS a uma comissão parlamentar de inquérito sobre o processo de classificação digital dos exames nacionais.

Seguimos com o ministro da Presidência, Laura, que diz que a proposta do Chega de uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves foi feita para ser chumbada.

António Leitão Amaro compara este caso à moção de censura ao governo, também apresentada pelo Chega, em entrevista à SIC Notícias. O ministro da Presidência reagiu ao chumbo do presidente da Assembleia da República à proposta do Chega de uma comissão parlamentar de inquérito ao ministro Luís Neves, sem surpresas.

A proposta do Chega é um bocadinho como a moção de censura. Foi feita pra ser chumbada, foi feita pra não ser aceita, foi feita pra ser ilegal. Não foi a sério. Nós sabíamos, a moção de censura não foi. O Chega está a habituar os portugueses, várias vezes, em várias áreas, em fazer propostas que não são sérias para não serem levadas a sério, para dizer que está a fazer qualquer coisa, mas para deixar tudo na mesma.

As críticas de Leitão Amaro, ministro da Presidência, ao Chega, deixadas esta noite numa entrevista à SIC Notícias.

E seguimos agora com o ministro da Administração Interna. Luís Neves diz que o aumento dos números da criminalidade, incluindo a que está relacionada com a imigração, Laura, se deve a um trabalho mais proativo das autoridades.

Na apresentação do relatório anual de segurança interna, Luís Neves salientou a descida da criminalidade grave, mas destacou também o impacto que o tráfico de drogas está a ter em Portugal. Na Assembleia da República e apenas com o Chega a referir brevemente os casos que envolvem o ministro, Luís Neves voltou a ser apupado devido à referência que fez ao terrorismo de extrema-direita.

Relativamente à matéria de imigração ilegal. Estes números refletem apenas mais trabalho das forças de segurança. Não são crimes de resultado, por isso não há queixosos. Relativamente à questão do terrorismo, dizer o seguinte: a primeira grande matéria continua a ser, no mundo ocidental e na Europa, o terrorismo de matriz islamista, mas também o terrorismo de extrema-direita radical onde se encontram, de igual forma, e tivemos já este ano, não no relatório do ano passado, um ataque à Marcha da Vida, que eu próprio consolidei como um ato terrorista.

O ministro da Administração Interna, que salienta também que a criminalidade violenta está a descer, pede que não se confunda o aumento dos números com o aumento do perigo nas ruas.

A criminalidade violenta e grave diminuiu 1.6, com quebras expressivas nos roubos, incluindo assaltos a bancos e transportes públicos. Na violência doméstica, há uma redução pelo terceiro ano consecutivo: menos 1.9 crimes, mas continua a ser o crime mais participado em Portugal, quase 30 mil participações, com 69% das vítimas mulheres. É uma indignidade coletiva, porque assumimos os números sem os maquilhar. Anuncio duas medidas. Primeiro, um inquérito nacional de vitimização articulado com o sistema de segurança interna. E segundo, as forças de segurança já recolhem dados sobre detidos estrangeiros e que poderão estar prontos e disponíveis no relatório do próximo ano.

O ministro Luís Neves, a apresentar o relatório anual de segurança interna no Parlamento, que já tinha aprovado no ano passado a inclusão de dados sobre a nacionalidade de quem comete crimes.

Seguimos nesta edição da meia-noite, Laura, com as confederações patronais, que afastam uma revisão em alta do salário mínimo pra 2027, além do já acordado, os €970. O governo não diz que sim, nem que não.

O Executivo afirma que está sempre aberto a rever acordos na concertação social, apesar da revisão do aumento do salário mínimo não estar neste momento prevista. Em destaque na reunião da concertação social desta quarta-feira, esteve o Orçamento do Estado, mas mesmo fora da ordem de trabalhos, o ordenado mínimo foi o tema das declarações à comunicação social. Ogulve Renato Oliveira.

Governo, patrões e sindicatos regressaram à concertação social de olhos postos no Orçamento do Estado. O salário mínimo não fazia parte da ordem de trabalhos, nem foi discutido durante o encontro. Ainda assim, Maria do Rosário Palma Ramalho garante:

O governo está sempre aberto a rever quaisquer acordos que tenha na concertação social. Neste momento, isso não está em cima da mesa. Basta que os parceiros peçam que esse ponto vá pra cima da agenda, o que não pediram.

Insiste na reforma laboral.

Pode ser este governo, pode ser um outro, mas é imperativo.

Ainda antes da reunião, a Confederação do Comércio e Serviços tinha dito que não se sente obrigada a cumprir o acordo de rendimentos e acusou o Estado de também não estar a cumprir. O presidente Gustavo Paulo Duarte não recua.

A posição é a mesma. Hoje não foi tema o salário mínimo nacional e, portanto, hoje não houve grande evolução relativamente à posição mudar ou não mudar. Cabe-me a mim dizer que a CCP cumprirá todos os acordos com o qual se compromete

Desde que sejam acordes.

Do lado dos trabalhadores, a UGT quer que a remuneração mínima salte para os € 1.000 já no próximo ano de 2027.

É a altura de fazer um reforço para responder àquilo que são as dificuldades com que as famílias se defrontam, quer com a inflação, quer com o custo dos combustíveis, mas também com aquilo que são o peso que o crédito à habitação e as rendas têm nos rendimentos das famílias.

Mário Mourão da UGT. Já Tiago Oliveira, da CGTP, pede mesmo um choque salarial.

O que nós precisávamos, e precisamos mesmo, é de um choque salarial. A CGTP não subscreveu o acordo tripartido. Hoje prova-se que a posição da CGTP foi a posição correta.

Tiago Oliveira, da CGTP, numa reunião da concertação social onde o salário mínimo ficou à porta, mas dominou as declarações finais. O próximo encontro está marcado para 21/10, já depois de apresentada a proposta de orçamento do Estado do Governo para 2027. Jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, com os destaques da reunião da concertação social desta quarta-feira.

E no futebol, mais concretamente na Liga Europa, o Benfica venceu o AC Milan por duas bolas a zero.

As águias entraram em campo com uma equipa praticamente nova num duelo contra os Rossoneri de Rubem Amorim. O primeiro gol dos encarnados surgiu ao minuto 16, com um ponto cruzado, o avançado belga Lukebakio. O resultado ficou sentenciado ao minuto 53, com o gol do Kaminski. No final da partida, o treinador do Benfica, Marco Silva, enalteceu o trabalho tático dos jogadores, especialmente no aspecto defensivo, e reforçou que os encarnados mantiveram a baliza fechada durante o jogo.

Um grande trabalho tático da equipa. Perceberam perfeitamente com pouco tempo do último jogo, o Gil Vicente, para hoje, aquilo que nós teríamos que fazer de diferente em termos táticos, principalmente no posicionamento defensivo. Com bola, fomos praticamente a mesma equipa, só não construímos tanto a três com o lateral esquerdo. Construímos a quatro, porque sabíamos que íamos ser capazes de ter sempre um lateral livre na nossa primeira fase de construção, pela forma como o Milan nos ia tentar pressionar. E foi isso que aconteceu praticamente durante todo o jogo, mais na primeira parte, mais visível. E um grande trabalho. Ganharmos sem sofrer gols também é muito importante para nós, num campo muito difícil.

O técnico encarnado destaca também a rotação que fez no 11 inicial, afirmando que para o Benfica conquistar todos os objetivos, vai ter de contar com todos. Já o técnico do AC Milan, Rubem Amorim, esclarece que a formação italiana perdeu o controle do jogo logo depois do primeiro gol.

Assim que sofremos o gol, mesmo antes, nunca nos encontramos e depois desorganizamos. E depois o Benfica deu-nos um bocadinho a bola em certos momentos, mesmo para que nós a perdêssemos. Ainda temos que trabalhar muito nesse aspeto. Faltou velocidade, faltou corridas nas costas da defesa do Benfica. E o Benfica esteve sempre confortável, à espera do nosso erro. E a nossa equipa ficou muito ansiosa, então a jogar em casa, a querer fazer tudo muito rápido e sentiu-se muito. E, portanto, o Benfica acabou por matar o jogo no segundo gol, esperou depois com as transições e nós com a bola junto à área, mas sem grande criatividade.

O rescaldo do jogo feito pelos dois treinadores, em declarações à Sport TV, depois deste triunfo do Benfica em Milão, os encarnados sobem agora aos primeiros três pontos nesta edição da Liga Europa.

E no próximo domingo tem jogo feito ao póco do Porto, no Dragão Clássico da nossa liga, para ouvir com relato em direto aqui na Rádio Observador. Para já, 10 minutos para lá da meia-noite. Laura Figueiredo, vamos a outras notícias que importa destacar nesta edição.

Valência, em Espanha, está a ser atingida por fortes tempestades desde o início da tarde. Dezenas de escolas anunciaram já a suspensão total da atividade letiva amanhã. Também o aeroporto de Valência foi encerrado devido às inundações provocadas pelas chuvas torrenciais. A população foi já aconselhada a evitar deslocações, afastar-se de rios e, perante uma eventual subida do nível da água, a procurar pisos superiores. Já em Portugal, o calor vai voltar no fim de semana. A partir de sábado, estão previstos seis dias com temperaturas entre os 30 e os 38 graus, acompanhados também de noites tropicais, em causa está uma massa de ar quente e seco de origem continental. A embaixada russa em Lisboa anunciou o cancelamento do voto em mobilidade devido ao que considera serem ações hostis de Portugal. Assim, as eleições legislativas russas deste fim de semana não vão contar com voto em mobilidade para os russos que vivem em áreas remotas de Portugal. Em causa, as tais alegadas ações hostis de Lisboa, que resultaram na redução do contingente da missão diplomática russa, de acordo com um comunicado citado pela agência de notícias TASS. A embaixada diz que a votação dos cidadãos russos em Portugal vai limitar-se apenas ao último dia e com uma mesa de voto na embaixada.

Ponto final nesta edição da meia-noite e também nesta noite informativa de quarta-feira com Laura Figueiredo, a quem desejo, Laura, um bom descanso.

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