Sala de apuração do TSE tem 150 funcionários para monitorar votos
Em um dos setores mais protegidos no edifício sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) trabalham cerca de 150 profissionais de tecnologia que serão os responsáveis pelo monitoramento e apuração dos votos totalizados nestas eleições.
O local, que fica no terceiro andar do prédio do TSE, em Brasília, é o ponto focal onde chegarão os dados das urnas eletrônicas, à medida que as votações serão concluídas em cada uma das sessões nos estados e também em outros países.
O cálculo da totalização dos votos ocorre sem participação humana e de forma automática pelo sistema eletrônico da Justiça Eleitoral, que permite divulgar atualizações do resultado parcial depois que as urnas são fechadas.
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Na sala, os funcionários recebem dados com votos apurados pelas urnas do país. Essas informações são repassadas pelas zonas eleitorais aos tribunais regionais, que as repassam para Brasília. Os votos, então, são totalizados por meio dos equipamentos da Corte e divulgados por meio dos boletins de urna.
No local, são feitos ainda o monitoramento do desempenho dos sistemas eletrônicos e a prestação de suporte aos equipamentos do TSE.
O grupo de profissionais é formado não só por servidores do tribunal, mas também por terceirizados das principais empresas de tecnologia do país.
A dinâmica sobre o funcionamento do espaço foi detalhada pelo coordenador de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, Cristiano Moreira, que guiou, neste sábado (3), um grupo de 10 jornalistas em uma visita. Esse, inclusive, é o número máximo de visitantes permitidos no local.
"Temos um canal criptografado desenvolvido pelo TSE para garantir que o que chega aqui é o que foi transmitido", explicou o coordenador.
Um grupo ainda mais restrito, de apenas 22 técnicos, recebe a totalização dos votos antes.
Entre o recebimento dos votos por esses profissionais específicos, passando pelo restante da equipe até a divulgação na internet, são cerca de cinco minutos, usualmente.
A Sala de Totalização também conta com uma equipe de tecnologia voltada apenas para a defesa cibernética, com monitoramento durante 24 horas. Diariamente, o grupo identifica ataques cibernéticos no sistema eletrônico de votação, que acabam não sendo bem sucedidos.
Para o secretário do TSE, os ataques são vistos apenas como tentativas de "erosão de credibilidade", já que as urnas já estão lacradas e impossibilitadas de serem violadas.
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