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Sunday, October 11, 2026

Pequenas cidades do agro explicam desempenho de Lula no primeiro turno

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Nós mapeamos a Grande Matão e ela vota contra o Lula. O Marco Antonio Faganello, cientista político do CEPESP Data, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, fez uma análise sobre a diferença de votos que o Lula teve por município em 2026 em comparação ao primeiro turno de 2022. A maior perda proporcional foi entre os municípios com menos de 100 mil habitantes: cinco pontos percentuais, versus dois de perda nos municípios com mais de 100 mil habitantes. Além disso, ele chamava a atenção de que os municípios onde o agro tem presença mais forte também tiveram uma diferença maior.
José Roberto de Toledo

Toledo diz que refinou o recorte para entender o que havia por trás da perda. Segundo ele, a diferença cresce quando se olha para cidades pequenas em que mais de 20% da mão de obra trabalha diretamente na agropecuária.

Nos municípios com menos de 100 mil habitantes e que têm mais de 20% da sua mão de obra empregada em atividades agropecuárias diretamente, a diferença era maior do que nos municípios com mais de 100 mil habitantes, que também têm 20% da sua mão de obra empregada na agropecuária. Então, não só a vinculação com o sistema agroindustrial fazia sentido, como o tamanho do município também.
José Roberto de Toledo

Toledo usa Matão, no interior paulista, como exemplo do que chama de "microcosmo" desse grupo. Ele afirma que a cidade tem cerca de 80 mil moradores e uma economia muito ligada ao setor, com indústrias que giram em torno do agro.

Segundo Toledo, o contraste aparece quando se compara a eleição municipal com a disputa presidencial. Matão, diz ele, reelegeu em 2024 o prefeito do PT com 63% dos votos válidos, mas deu 60% dos votos a Flávio.

Matão já elegeu mais de seis prefeitos do PT. O atual foi reeleito em 2024 com 63% dos votos válidos. O Lula perdeu, na média, como nas outras cidades, cerca de cinco pontos. Só que o Flávio teve 60% dos votos. E isso me levou a uma questão: aquela história de que os prefeitos são cabos eleitorais e que transferem voto para deputado federal, para governador, para presidente, não conta?
José Roberto de Toledo

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