Corregedor do TSE cobra detalhes de ação de Flávio contra campanha de Lula

Cueva deu 72 horas para que Flávio detalhe a participação de dirigentes citados no processo, com datas e provas. O ministro apontou que, dos 54 dirigentes listados, 37 não aparecem nominalmente na descrição dos fatos nem na fundamentação jurídica, e que ocupar cargo de direção não basta para responsabilização por abuso eleitoral.
Parte dos pedidos de urgência foi negada por falta de delimitação e de elementos que justificassem medidas amplas. O corregedor recusou, por ora, proibições genéricas sobre uso de estruturas e repasses e também pedidos de preservação de dados e documentos, mas afirmou que a decisão não autoriza propaganda irregular nem custeio eleitoral com recursos sindicais.
O que motivou a representação
A defesa de Flávio pede investigação de oito centrais sindicais e organizações sociais ligadas à esquerda, como MST e UNE. Os advogados afirmam que as entidades teriam atuado como comitês eleitorais e sustentam que a legislação eleitoral e a lei trabalhista vedam doações de sindicatos para campanhas políticas.
A representação cita fala de Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da UFPR (Universidade Federal do Paraná), em ato de apoio a Lula. "Pelo sindicato nacional, estamos pondo dinheiro nos comitês em todos os Estados do Brasil, ou seja, as universidades vão ter recurso, os comitês locais, pela candidatura do Lula, estão tendo recurso do sindicato nacional", disse.
O texto também aponta que centrais sindicais teriam usado canais oficiais nas redes sociais para pedir votos ao petista. A reportagem procurou a campanha de Lula e a Associação dos Professores da UFPR para comentar; o conteúdo será atualizado quando houver resposta.
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