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Monday, September 14, 2026

8h. Governos em Portugal cada vez mais velhos e qualificados

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Observador 8:01. As notícias com Carla Jorge Carvalho. A presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra está a criar um centro de atendimento clínico para aliviar a pressão sobre o hospital. Em entrevista ao Observador, Sandra Cavaca avança que o objetivo é que entre em funcionamento já em outubro. A presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra reconhece que os tempos de espera elevados não são aceitáveis e está a preparar um plano para atacar o inverno e aliviar a pressão. Sandra Cavaca explica que já está a falar com a presidenta da Câmara da Amadora e que até já foi encontrado um espaço para este centro de atendimento clínico, à semelhança do que acontece em Sete Rios, em Lisboa, com o centro ligado ao Hospital Santa Maria. Rui Casanova, como vai funcionar este espaço?

Este centro de atendimento clínico na Amadora vai funcionar com consultas marcadas para o próprio dia. O objetivo, explica a presidente do Conselho de Administração nesta entrevista ao Observador, é evitar a deslocação de doentes não urgentes ao Amadora-Sintra. Sandra Cavaca adianta que o objetivo é oferecer um atendimento das 8h às 22h, todos os dias da semana, para casos não urgentes. Vai começar com 100 atendimentos por dia, com uma consulta marcada através do SNS 24 e do Ligantes Salva-Vidas. A presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra está já a falar com a autarquia da Amadora, como dissemos. Já foi encontrado um espaço, está a ser feita uma requalificação para que a transferência seja possível em outubro.

Sendo que, Rui, este plano para atacar o inverno tem outras medidas.

Sim, Sandra Cavaca revela que quer criar também um centro de responsabilidade integrada. Trata-se de um modelo de funcionamento com incentivos financeiros para os profissionais de saúde, isto para fazer face à dificuldade em reforçar ou repor recursos humanos. Estão também previstos gabinetes de teleconsulta para utentes sem médico e o reforço, a curto prazo, da urgência do Hospital de Sintra em Algueirão-Mem Martins. Nesta entrevista, a presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra revela ainda que o turismo de saúde tem vindo a colocar ainda mais pressão sobre o hospital e que 40% dos utentes são estrangeiros.

Rui Casanova, com os destaques da entrevista da presidente do Conselho de Administração do Hospital Amadora-Sintra ao Observador. Recentemente, os tempos de espera estiveram a rondar as 24 horas. O Observador chegou a noticiar o caso de um doente crónico que passou 36 horas no hospital. Esta entrevista, conduzida pelo jornalista Tiago Eir, faz manchete a esta hora no site do Observador. A falta de vaga na escola pública para centenas de alunos no arranque do ano letivo está a levar a uma troca de acusações entre PS e PSD. Sebastião Bugalho, porta-voz do PSD, afirma que o líder parlamentar do PS deve um pedido de desculpas ao ministro da Educação. Eurico Brilhante Dias afirmou ontem que esta situação da falta de vagas é escandalosa e que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de Abril. À noite, em entrevista à SIC Notícias, o porta-voz do PSD garante que todos os alunos vão ter acesso a uma vaga na escola pública e entende que quando isso acontecer, Brilhante Dias deve vir a público pedir desculpa.

Parece-me que no caso de hoje, mais uma vez, as previsões e as acusações do doutor Eurico, que é: vai haver alunos em Portugal sem acesso à escola pública e ao ensino obrigatório. Quando isso não acontecer, que é aquilo que eu sei que vai acontecer, isto é, quando os alunos forem colocados na escola, tiverem acesso à sua vaga, à sua turma e estiverem matriculados como devem, pode não ser na escola que tinham como primeira opção, pode ser na que tinham como segunda, não importa, mas quando todos os alunos de ensino obrigatório em Portugal tiverem acesso à escola pública como devem e merecem, eu espero que ele venha pedir desculpa ao ministro a quem hoje chama o pior ministro da democracia desde o 25 de Abril.

O certo é que o ministro da Educação confirma que nesta altura há centenas de alunos ainda sem vaga no ensino público. Na reação, o presidente da Associação Nacional dos Diretores de Escolas Públicas diz que os casos se verificam, sobretudo, ao nível do primeiro ciclo, com a vinda de forma inesperada de muitos alunos do privado. Em declarações ao Jornal de Notícias, Filinto Lima garante ainda que a situação há de ser resolvida com o aumento do número de estudantes por turma, para além do que é permitido. Explica que a gestão destes casos se tornou mais difícil com a extinção, em julho, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. Os governos em Portugal estão a ficar cada vez mais velhos, qualificados e partidários, e as mulheres continuam a ser uma minoria e com pastas secundárias. É a conclusão de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Que analisou o percurso dos mais de 500 ministros da democracia portuguesa. O perfil traçado é o de um homem de meia-idade ancorado no Estado. O politólogo António Costa Pinto, um dos coordenadores, explica que no recrutamento de ministros, os partidos continuam a ser determinantes, mas não só.

Praticamente desde António Guterres, mas já com uma forte presença antes, a tendência para ter muitos ministros que vão buscar à sociedade civil, às profissões, à alta administração pública, tem-se consagrado. Qual é a diferença mais recente que o nosso estudo capta? A diferença mais recente é que os próprios ministros que provêm dos partidos, que provêm de uma carreira política, também têm um perfil mais adequado à pasta.

António Costa Pinto é um dos coordenadores desta investigação da Fundação Francisco Manuel dos Santos. E este estudo está em destaque a esta hora no site do Observador e é o tema da história do dia, já disponível em podcast. 8:06. Já a seguir, Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? Começam hoje as jornadas parlamentares da Iniciativa Liberal no Porto. Vão estar focadas na fiscalidade, na saúde e na reforma do Estado, com espaço ainda para temas como a Segurança Social e a Justiça. A Iniciativa Liberal descreve Portugal como um país sem reformas, liderado por uma maioria de empatas, é a expressão. Na atualidade internacional, destaque para as eleições legislativas na Suécia. Os sociais-democratas de centro-esquerda venceram. Ainda com a contagem a decorrer, estão à frente com 28% dos votos, apesar de uma queda de mais de 2%. Perante uma votação muito fragmentada, a líder do partido já declarou a disponibilidade para coligações à esquerda ou ao centro. Os primeiros-ministros da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte reúnem-se hoje em Cardiff para assinar um memorando de entendimento para o fim da união destes países. Na prática, isto significaria a dissolução do Reino Unido, tal como o conhecemos hoje. Estes três países têm um objetivo em comum: a realização de referendos com vista à independência em relação a Londres.

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