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Monday, November 2, 2026

Apoio de democrata de Michigan a republicano agita disputa pelo Senado

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ANCHORAGE, ALASCA/DETROIT, 1 Nov (Reuters) - Uma deputada de destaque do Partido Democrata de Michigan declarou apoio ao republicano Mike Rogers no domingo, dando aos republicanos do presidente Donald Trump um impulso inesperado em uma disputa crucial pelo Senado dos EUA, dois dias antes das eleições de meio de mandato que decidirão ​o controle do Congresso.

A deputada da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos Haley Stevens, que ​perdeu as primárias do Partido Democrata de Michigan para o Senado para Abdul El-Sayed em uma disputa acirrada, apoiou publicamente Rogers e apareceu com ele em uma igreja em Detroit, o que ameaça agravar as divisões em um estado considerado crucial para as esperanças dos democratas de reconquistar o Senado dos EUA.

“Meu lugar não é na campanha do Abdul”, disse Stevens ​em um vídeo publicado nas redes sociais.

Horas depois, em ⁠um comício político em Iowa, ​Trump convidou Stevens para se filiar ao Partido Republicano. Ele disse aos repórteres antes do evento que entraria em contato ⁠com ela para agradecer pelo apoio, que chamou de “uma atitude inteligente, pois El-Sayed destruiria nosso ​país”.

Trinta e cinco cadeiras no Senado e todas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados estão em disputa na terça-feira. Os republicanos detêm maiorias estreitas em ambas as casas. As pesquisas mostram que os democratas são favoritos para conquistar a maioria na Câmara e estão em ‌uma disputa acirrada pelo controle do Senado, onde o resultado provavelmente ‌dependerá de um punhado de ​estados, incluindo Michigan e o Alasca.

Se os democratas assumirem o controle da Câmara ou do Senado, poderão bloquear a agenda legislativa de Trump para seus dois últimos anos no cargo e iniciar investigações sobre um governo que, até agora, tem enfrentado maiorias republicanas amplamente complacentes. A Casa Branca vem se preparando para implementar partes da agenda de ‌Trump sem o apoio do Congresso, incluindo a pressão tarifária sobre parceiros comerciais.

DIVISÃO EM MICHIGAN

O apoio de Stevens a Rogers ocorreu no dia em que ela estava programada para aparecer ao lado de El-Sayed em uma demonstração de unidade partidária. Mas o evento planejado foi por água abaixo depois que Stevens pediu a El-Sayed que condenasse um anúncio de um grupo externo que, segundo ela, culpa Israel pelos altos preços dos mantimentos.

“Esse anúncio foi muito doloroso”, disse Stevens à CNN na noite de domingo. “Há tantos democratas que querem votar em nosso candidato democrata, e estão simplesmente ouvindo: ‘Ei, este é um partido ao qual você não pertence, ou esta é uma campanha na qual você não tem lugar’.”

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A campanha de El-Sayed pediu recentemente a Stevens que não participasse de seus eventos até o dia da eleição, para “não desviar a atenção das questões centrais da campanha”, disse uma ‌fonte a par do assunto.

Os republicanos tentaram tirar proveito da atitude de Stevens. “Isso é coragem na política dos Estados Unidos de hoje”, disse Rogers. “Quando você vê um partido — ou pelo menos uma parcela dele — se desviando para o ódio virulento que vem sendo espalhado contra um ​grupo de pessoas, a situação se torna perigosa.”

Mais tarde, no domingo, no comício em Iowa, Trump repetiu alegações falsas de que El-Sayed é um “jihadista” — ataques que se encaixam em um padrão mais amplo de retórica inflamatória de Trump e de outros republicanos ‌dirigida a árabes-americanos e muçulmanos.

A decisão de Stevens não pareceu abalar o apoio a El-Sayed. Uma pesquisa do New York Times/Siena divulgada e parcialmente realizada no domingo mostrou o candidato democrata com uma vantagem de 53% a 42% sobre Rogers.

Um porta-voz da campanha de El-Sayed afirmou que foram arrecadados US$1,2 milhão nas ‌quatro horas após Stevens ter endossado Rogers, tornando-se o segundo ‌melhor dia de arrecadação da campanha desde as primárias democratas em agosto.

Ele se recusou a comentar diretamente sobre o apoio de Stevens no domingo.

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“Esta disputa nunca foi sobre mim”, disse El-Sayed ao MS NOW. "Nunca foi sequer sobre Mike Rogers. ⁠Certamente não é sobre Haley Stevens. Esta disputa é sobre o povo do estado de Michigan, as pessoas que eu conheci em suas igrejas e sinagogas, conversando sobre o que precisam e merecem", acrescentou.

Vários membros da equipe de Stevens no Congresso se demitiram por causa do apoio, segundo reportagens da CNN e do The Hill, enquanto alguns eleitores expressaram desdém.

“Haley Stevens é uma traidora”, disse Pamela Johnson, de 72 anos, após votar em El-Sayed em Warren, um subúrbio de Detroit.

INTERVENÇÃO NO ALASCA FRACASSA

Também no domingo, a ​tentativa do governo Trump de intervir na disputa ​pelo Senado no Alasca fracassou quando um juiz federal indeferiu a ação movida pelo Departamento de Justiça dos EUA que buscava impedir a certificação dos resultados caso o senador republicano Dan S. Sullivan, atual titular do cargo, perdesse por uma margem estreita.

O Departamento de Justiça argumentou que os eleitores poderiam ficar confusos com a presença de um candidato chamado Daniel J. Sullivan Jr. na mesma cédula.

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A questão agitou a campanha nos últimos dias, depois que o New York Times noticiou que a campanha da democrata Mary Peltola estava envolvida no recrutamento de Daniel J. Sullivan Jr. para a disputa como candidato para atrapalhar o resultado.

O senador afirmou no domingo que aceitaria os resultados da eleição de terça-feira, mesmo com o governo Trump pressionando por uma investigação criminal sobre o assunto. Mas o governador ⁠do Alasca, Mike Dunleavy, republicano, sugeriu que talvez não certifique uma vitória de Peltola, e o senador em exercício Sullivan se recusou a dizer se apoiaria esforços para recusar a ​certificação.

(Reportagem de Andrew Goudsward, Doina Chiacu e David Morgan em Washington, e Nathan Frandino em Anchorage)

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