14h. Ceuta. 2 pessoas detidas na sequência de confrontos
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Notícias. Começa agora o Jornal das duas, edição do jornalista Carlos Pedro. E Carlos, o líder parlamentar do PS acusa o Chega de enganar os portugueses com as propostas para baixar o IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar.
Declarações do líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, que fala num ponto de fuga ao governo. Em causa a troca de acusações entre PS e Chega sobre estas propostas. O PS afirma que já tinha proposto a descida do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar, mas André Ventura ontem refutou a ideia, diz que os socialistas apenas apresentaram recomendações. Já esta manhã, na sede do PS, em conferência de imprensa, Eurico Brilhante Dias avisa que estas propostas do Chega não podem ser aplicadas este ano e acusa o partido de André Ventura de enganar os portugueses.
O Chega está a libertar o governo do ônus de apoiar as famílias portuguesas e apresenta dois projetos lei. Dois projetos lei que serão discutidos, segundo diz, segundo a agenda da Assembleia da República, a 24 de setembro. Nenhum dos dois. Não só não terá eficácia em 2026, como não terá a sua votação final global, quanto mais a sua promulgação por sua excelência, o senhor presidente da República, antes de que seja conhecido ou conhecida a proposta de lei do Orçamento de Estado.
O líder parlamentar dos socialistas diz ainda que o Chega está a libertar o Executivo de ajudar as famílias portuguesas.
Trata-se, mais uma vez, de dar um ponto de fuga ao governo. Assim foi com a moção de censura, assim foi com o alegado assalto ao gabinete do Chega. E enquanto o PS pensava nas pessoas, pensava no custo de vida e como é difícil suportar, como o custo de vida está a atingir máximos dos últimos três anos, o Chega foi sempre dando um ponto de fuga para que o governo não assumisse as suas responsabilidades.
Eurico Brilhante Dias, esta manhã, na sede do Partido Socialista. O líder parlamentar do Partido Socialista não revela se vai votar contra os projetos de lei apresentados pelo Chega. Os problemas na educação também foram tema nesta conferência de imprensa. Eurico Brilhante Dias afirma que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de Abril.
E ainda sobre estas propostas do Chega, que vão a debate no Parlamento no dia 24 deste mês, o Livre diz que vai votar contra.
E quem o diz é a co-portavoz do partido. O Livre não vai votar a favor da descida do imposto sobre os combustíveis e o cabaz alimentar, porque não compactua com as propostas do Chega, diz Isabel Mendes Lopes.
Nós nunca alinhamos nas propostas do Chega, isso é sabido, porque sabemos que o Chega não é um partido que joga no tabuleiro democrático e, portanto, o que nos preocupa, de facto, é garantir as medidas que efetivamente ajudem a que as pessoas consigam suportar este aumento de custos.
A co-portavoz do Livre, Isabel Mendes Lopes, à margem da rentrée política do partido, que continua a defender limites aos lucros das petrolíferas e uma política fiscal mais justa para travar a subida dos preços.
A antiga eurodeputada do PS, Ana Gomes, defende que a legalidade do Chega deve ser repensada pelo Tribunal Constitucional.
Entrevista à Rádio Observador, a socialista afirma que faltou coragem para travar o que descreve como o veneno do Chega na origem. São críticas que surgem na sequência da sugestão feita pelo Chega de que PSD e Livre poderiam estar ligados ao assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento. Ana Gomes recupera este caso para defender que o Chega não deve ser legal e que o Tribunal Constitucional deve agir.
Estamos a falar de um partido que foi legalizado com 2500 assinaturas falsas e com um programa que era claramente anticonstitucional, que era nazi, fascista e racista. E o Tribunal Constitucional deu o ok àquilo e não houve um órgão político com uma ponta de coragem que tivesse matado aquele veneno na origem.
Declarações de Ana Gomes, antiga deputada do PS. Já sobre a polêmica que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves, diz que a situação política é irreparável, apesar de considerar Luís Neves um excelente diretor da Polícia Judiciária.
Seguimos com as notícias. Entrevista a Ana Gomes no "Em 40 Minutos" é para ouvir na íntegra depois deste jornal. Ainda na atualidade nacional, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal defende que é possível chegar a um acordo sobre a reforma laboral.
É o que defende o líder desta organização, Gustavo Paulo Duarte, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena Um. Ainda assim, diz que para isso é preciso que o documento contenha medidas que verdadeiramente interessam. Gustavo Duarte confessa que acredita numa reforma laboral, porque a discussão anterior veio provar que todos querem melhorias de condições. Em relação ao documento anterior, o líder da CCP diz que não é a única proposta possível e que considera que uma reforma laboral deve abranger todos os setores de atividade. O presidente desta confederação diz, por exemplo, que a reforma anterior não iria resolver os problemas no setor dos transportes. Entretanto, governo e parceiros sociais reúnem-se na próxima quarta-feira, num encontro que vai juntar também o ministro das Finanças.
Mudamos agora de tema neste jornal. O CEO da Anthropic, empresa que desenvolve modelos de inteligência artificial, apela às gigantes tecnológicas para que diminuam o ritmo com que estão a criar novos sistemas.
É um debate em destaque depois do artigo publicado pelo líder da Anthropic, em que apela que haja um travão no ritmo do desenvolvimento desta tecnologia. Dario Amodei já tinha proposto ontem um plano para regulamentar o crescimento da IA a nível internacional, com a intervenção de governos de todo o mundo. Agora, a entrevista à CNN Internacional reforça que é necessário ter mais tempo para gerir os riscos face à rápida evolução desta tecnologia.
Penso que nos devemos focar em escolher a nossa capacidade para optar pelos caminhos certos. E a melhor forma de o fazer é garantir que a indústria trabalhe em conjunto. A indústria tem de trabalhar em conjunto. E é difícil, mas o mundo também tem de trabalhar em conjunto. Se formos demasiado lentos, creio que as pessoas erradas vão acabar por ficar encarregues desta tecnologia. Isso pode elevar as probabilidades de algo correr mal.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, em entrevista à CNN Internacional, propõe que as empresas se coordenem e estabeleçam normas de funcionamento comuns. Na análise a este tema, o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança reconhece os perigos apontados por várias empresas e especialistas. À Rádio Observador, Pedro Veiga diz que os governos têm de se chegar à frente.
Tudo isto é muito complicado. Os governos têm de intervir, mas têm de ser os governos a nível mundial e também as nossas polícias que acompanham isso, devem verificar os criminosos, porque os criminosos não seguem a lei. Podemos ter umas leis lindíssimas, mas depois os criminosos atuam à margem da lei.
Pedro Veiga, ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, apela que sejam tomadas medidas efetivas, sujeitas à fiscalização, para assegurar o cumprimento da lei.
E pelo menos duas pessoas foram detidas pela Polícia Nacional de Ceuta, na sequência de novos confrontos entre migrantes durante a última madrugada.
Os confrontos ocorreram nas imediações da praia de Trampolín, em Ceuta. De acordo com a Agência de Notícias EFE, um dos migrantes acabou esfaqueado e teve de ser transportado para o hospital. No total, registam-se dois feridos. O autor da agressão não foi ainda detido, diz a mesma fonte. Ainda assim, outro migrante marroquino foi detido com uma faca de grandes dimensões e um bastão em sua posse. A imprensa espanhola indica que o homem será, entretanto, presente a tribunal por posse ilegal de armas.
E o Papa Leão XIV recordou hoje as vítimas dos atentados terroristas do 11 de setembro de 2001.
Assinalando assim, desta forma, os 25 anos da tragédia, o Papa renovou o apelo à paz na habitual oração de domingo, do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano. O sumo pontífice lamenta que inúmeras pessoas tenham de viver num ambiente marcado por conflitos e violência.
E é assim que fechamos o jornal das 14h, edição do jornalista Carlos Pedro. Está de regresso às 14h30. Até já.
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