Primeiras críticas de ‘Artificial’ definem filme como ‘uma história humana brilhantemente escrita’

Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, primeiras reações ao novo filme de Luca Guadagnino (Rivais) são recheadas de elogios
Beatriz Sandoval
Durante o Festival de Cinema de Nova York, a nova produção de Luca Guadagnino (Rivais) teve suas primeiras exibições e começou a ganhar os primeiros comentários da crítica internacional, além de ter estreado no site Rotten Tomatoes com 95% de aprovação.
Com Andrew Garfield (O Espetacular Homem-Aranha), Yura Borisov (Anora) e Monica Barbaro (Um Completo Desconhecido) , o longa fala sobre a ascensão da OpenAI, líder na área de inteligência artificial.
Confira as primeiras críticas sobre o filme:
Para David Fear, da Rolling Stone US, Artificial apresenta “o cinema pessimista em sua forma mais engraçada e sombria”, provocando “o tipo de risada que geralmente surge quando estamos a caminho da forca”. O crítico destaca o desfile de engenheiros, oligarcas do Vale do Silício e executivos da tecnologia, além das atuações de Ike Barinholtz como Elon Musk e Cooper Hoffman como Greg Brockman. Para Fear, o filme questiona a lógica da indústria ao perguntar: “Quem precisa pensar no longo prazo quando há tanto dinheiro a ganhar no curto prazo?”
Eric Kohn do portar IndieWire, comenta que o filme é uma “comédia sombria de execução impecável” sobre “a ausência de responsabilidade diante de uma certeza apocalíptica”. O produtor também elogia Andrew Garfield, que “transita com maestria entre monstro de cinema, magnata bufão e gênio do mal”.
ARTIFICIAL is a pitch-perfect dark comedy about the absence of responsibility in the face of apocalyptic certainty. Andrew Garfield walks a fine line between movie monster, buffoonish mogul, and evil genius. A fun/scary ride that embodies the paradox at its center. #NYFF
— erickohn (@erickohn) October 6, 2026
Já Matt Neglia, do Next Best Picture, diz que o longa é “tão divertido quanto aterrorizante” e apresenta uma história sobre “poder, controle, ambição e ganância”. O crítico também elogia Andrew Garfield e Yura Borisov, além da trilha de Damon Albarn, definindo o longa como “o filme do momento” e uma produção “provocadora, envolvente e genuinamente aterrorizante”.
ARTIFICIAL is Luca Guadagnino’s telling of the origins of the AI boom and where it may one day lead us. As entertaining as it is terrifying, it’s a brilliantly written human story about power, control, ambition, and greed that might be the most urgently relevant film of our time. Andrew Garfield delivers one of his most unsettling and transformative performances as Sam Altman, equally capturing his disarming charm and unnerving malice. Yura Borisov is magnificent as the brilliant mind behind OpenAI, wrestling with the moral implications of the creation he has helped unleash upon the world with intelligence and empathy. Damon Albarn’s electronic, atmospheric score perfectly sets the mood for this tech-driven narrative, while Guadagnino’s cinematic flourishes are bountiful, resulting in what may be his funniest and scariest film to date. Provocative, engaging, and downright horrifying, it’s the movie of the moment that we may not even be able to look back on if the vision of the future it presents comes true.
— Matt Neglia @NYFF (@NextBestPicture) October 6, 2026
Apesar do lançamento oficial nos cinemas dos Estados Unidos estar marcado para 25 de dezembro de 2026, pela distribuidora NEON, Artificial ainda não possui data oficial de estreia no Brasil. Assista ao trailer aqui:
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Paulistana e estudante de Jornalismo na Universidade de São Paulo, Beatriz escreve sobre cinema, séries e música na Rolling Stone Brasil. Tem na literatura e no design dois de seus grandes hobbies e acredita que ir ao cinema sempre pede um balde de pipoca na mão.
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