Daily MaverickPUBLIC MEMORY: Street-level legacy — putting Joburg’s cultural champions on the mapThe Jerusalem PostNearly half of Israelis equally blame government, IDF for October 7 failures, poll findsESPN DeportesEspaña choca ante Croacia y busca mantener el paso perfectoESPNHow a mass Man City player exodus would warp the transfer marketInquirerMMDA to build 3 rainwater facilities in Manila to curb floodingVilaWebEl malson de Rodalia: 38 minuts per a arribar de Sants a Plaça CatalunyaZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFBusiness AMFrankrijk test nieuwe M51.3-kernraket vanaf onderzeeër om afschrikking te waarborgen tegen RuslandThe Hollywood ReporterBBC Releases ‘Blue Planet III’ Trailer at London Premiere With Blue Carpet, Splashy Piccadilly Lights TakeoverAnime News NetworkA Returner's Magic Should Be Special Season 2 Anime Reveals Same-Day Dub Release, CastPopular SciencePrime Big Deal Days: 50+ actually good deals on stuff you really want (updating)The South AfricanWeather: Strong afternoon winds expected as coastal warning kicks in
The Daily Newsstand · Free, Always
Tuesday, October 6, 2026

A conferência que quer transformar São Paulo na capital mundial da música em cinco dias

Translate

De 30 de novembro a 3 de dezembro, a SIM São Paulo chega à 12ª edição em novo endereço, no Conjunto Nacional, sob nova gestão e com delegações de mais de 20 países

Redação

COMPARTILHE WhatsApp Icon Facebook Icon Flipboard Gmail
Luiz Calainho e Coy Freitas
Luiz Calainho e Coy Freitas (Foto: Reprodução/Exame)

Em setembro de 2025, duas pessoas experientes da indústria brasileira do entretenimento bateram o martelo: Luiz Calainho, fundador do grupo L21, e Coy Freitas, da Otorongo Produções, compraram da fundadora Fabiana Batistela a SIM São Paulo — Semana Internacional de Música de São Paulo. A operação foi dividida igualmente entre as duas empresas, e seus efeitos começam a aparecer em novembro: a 12ª edição da maior conferência de música da América Latina acontece de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2026, com sede principal no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. À noite, a programação se espalha por casas de shows da cidade. Ao todo, o evento espera receber cinco mil pessoas credenciadas e delegações de mais de 20 países.

Para Calainho — ex-executivo da Sony Music, onde começou a trabalhar no início dos anos 1990 —, a aquisição concretiza uma ideia que carrega há décadas. Frequentador assíduo da SXSW, a famosa conferência de Austin, que nasceu voltada à música e se expandiu para tecnologia, cinema e cultura, ele sempre viu no Brasil o cenário ideal para uma iniciativa semelhante. O país que criou o samba, a bossa nova, o baião, o funk e o forró nunca contou com uma plataforma à altura para apresentar essa potência ao mercado mundial de forma organizada. A SIM representa a aposta dos dois sócios de que esse momento finalmente chegou.

A 12ª edição distribuirá a programação por diferentes espaços do Conjunto Nacional: o Cine Marquise receberá painéis; o Blue Note 2, apresentações de novos artistas; o Blue Note 1, encontros para troca de contatos; e o Jardim Nacional — espaço recém-inaugurado no complexo — abrigará a Feira SIM, com empresas, organizações, livros sobre música e discos de vinil. O Teatro YouTube e o Instituto Cervantes também farão parte do circuito. A programação diurna ocorrerá das 10h às 20h, de segunda a quarta. A partir das 20h, as Noites SIM levarão shows e apresentações a casas espalhadas por São Paulo. Os ingressos para as modalidades Conferência e Negócios já estão à venda.

A mudança de escala que a nova gestão quer imprimir à SIM vai além da troca de endereço. O objetivo é transformar a conferência — historicamente ligada à cena independente — em ponto de encontro de toda a cadeia produtiva da música: gravadoras, editoras, plataformas de música digital, agências de agenciamento, escritórios de artistas, marcas, poder público e compradores internacionais. “Nossa entrada na liderança da SIM São Paulo é para furar essa bolha, manter o trabalho com a base, mas nos conectar ao mercado amplo e olhar para a música como mercado”, afirma Coy Freitas em entrevista à Exame. O evento terá mais de 100 painéis e mais de 300 conferencistas, além de rodadas estruturadas de negócios e um espaço dedicado exclusivamente a encontros entre empresas.

Os números do setor sustentam a aposta. O ecossistema da música movimenta cerca de R$ 116 bilhões por ano no Brasil e envolve aproximadamente 4 milhões e 300 mil pessoas — em empregos formais, informais e temporários —, além de 300 mil empresas formais ligadas ao setor. Em 2026, o cenário é favorável: artistas brasileiros estão entre os mais ouvidos do mundo, a receita da música latina nos Estados Unidos ultrapassou US 542 milhões apenas no primeiro semestre, e a Copa do Mundo da FIFA colocou a música nacional no centro das atenções globais. É nesse contexto que Calainho e Freitas querem fazer de São Paulo, por cinco dias, um centro capaz de converter toda essa potência cultural em negócios, conexões e presença internacional.

+++LEIA MAIS: ‘BOWIE80’ celebrará o aniversário de David Bowie com exposições, concertos, ativações e muito mais

+++LEIA MAIS: John Lennon ‘tinha razão para ser louco’ e ‘idiota’, segundo Paul McCartney

View the original on Rolling Stone Brasil →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.