Campanha de Flavio estuda periferia para empatar com Lula em São Paulo

"Vocês são os melhores cabos eleitorais, são quem tem mais legitimidade para falar pelo eleitor que vocês representam", discursou Flavio.
"Se o eleitor ouvir de vocês o que eu estou falando ele vai mudar a cabeça dele."
Lula ganhou de Flavio na capital paulista de 47% a 42%, uma diferença de quase 300 mil votos.
No Estado, o resultado foi o inverso —Flavio ganhou de 52% a 38% de Lula.
Já no Nordeste, o petista ganhou com quase 64% dos votos válidos na região, num total de 22 milhões de votos, contra os 10 milhões de Flavio.
Aliados do senador do PL estimam que Lula pode ampliar ainda mais essa vantagem no Nordeste no segundo turno.
"Flavio precisa pelo menos empatar na capital para aumentar a diferença no Estado", disse o vereador João Jorge (MDB), primeiro vice-presidente da Câmara Municipal, que estava no encontro com o candidato.
A agenda ocorreu no centro da cidade enquanto Lula estava na avenida Paulista, num ato que reuniu milhares de apoiadores.
O governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou no encontro que "a diferença na capital já diminuiu bastante e a gente pode diminuir ainda mais".
Ele deu o exemplo de Osasco, na Grande São Paulo.
"Quando começou a campanha, início de agosto, Lula tinha 16 pontos a mais que Flavio e terminou atrás", afirmou Tarcísio.
Flavio venceu em Osasco de 45% a 43% no primeiro turno, uma diferença de 9 mil votos.
"Imagina o que a gente pode fazer lá em São Miguel Paulista, na nossa zona leste, lá em Itaim [Paulista], lá em Itaquera. A gente pode dar uma grande vitória para o Flavio Bolsonaro e a gente vai contar muito com vocês", conclamou o governador.
O discurso de Flavio para esse eleitorado é voltado em especial às mulheres.
Ele citou, como exemplo, a vice-governadora eleita do Rio, Fernanda Louback, que é uma mãe atípica.
"A gente sabe a dificuldade de muitas mães que muitas vezes têm que criar seu filho sozinho. Tem que deixar na creche ou no colégio seu filho com autismo, por exemplo. Ela fica no trabalho com a mente lá preocupada se está tudo bem com sua filhinha. Aí toca o telefone, é o professor, que nem sempre está preparado [para atender às necessidades especiais da criança]. Ele tem que ligar pra mãe sair do trabalho correndo e ir lá no colégio pegar seu filho para acolher."
Reportagem
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