Inquirer500 IPs from 30 tribes avail of government services in IrigaESPN DeportesKarim López debuta en el triunfo de GrizzliesPunchMohbad: Family demands identity of US lab for DNA testESPNJosh Jacobs scores twice as Packers dispatch PanthersThe Jerusalem PostEditor's Notes: Any unity deal must start with the leaders who are here, including Netanyahu한겨레민주 “조희대 국조, 12·3 당시 행보에 초점”…국힘 “권한 남용 정치폭력”The Sydney Morning HeraldDearden denies Roosters rumoursZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioCapital FMOver 2.5mn learners take national assessments as KJSEA concludesVanguardLiving Through the Heat: Lifestyle changes you must makeDaily MailDid Palace quietly bury letter about Thomas Markle allegations to avoid scandal? Royal sources tell RICHARD EDEN of growing concern over what new review could uncover... and why it would be 'unthinkable' that Palace were not told경향신문생존이 우선인 ‘MZ 여주’와 독립이 사명인 ‘항일운동가’의 독립운동 여성서사 [플랫]
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, October 30, 2026

Dívida pública brasileira está no nível mais alto em 5 anos

Translate

O setor público, que engloba governo federal, estados, municípios e as empresas estatais, não arrecadou o suficiente para cobrir as despesas em setembro. O rombo no mês foi de R$ 5,5 bilhões, trazendo o déficit do ano para R$ 94,3 bilhões. Considerando só o desempenho das estatais federais, o prejuízo de janeiro a setembro está em R$ 8,5 bilhões, o pior desempenho para o período desde o início da série histórica, em 2002. O levantamento do Banco Central não detalha o resultado de cada empresa, mas o déficit tem sido puxado principalmente pelos Correios, que enfrentam uma grave crise financeira.

Com rombos frequentes, a dívida do governo aumentou. Só este ano subiu 4,3 pontos percentuais e, em setembro, somou 82,9% do Produto Interno Bruto, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, o maior nível para o endividamento em mais de cinco anos.

"Ano que vem tende, se nada for mudado, tende a chegar a 86% e aponta, lá em 2032, para mais de 100% do PIB, que é gravíssimo para um país emergente", diz Marcus Pestana, diretor-executivo Instituição Fiscal Independente.

Segundo economistas, nas condições do Brasil, o aumento da dívida pública pressiona a inflação e os juros, e prejudica os investimentos e o crescimento da economia, com pouca geração de empregos e queda no consumo das famílias.

"Essa taxa de juros, ela tende a deteriorar as condições de crescimento de uma forma muito rápida. Então, em algum momento, a gente deixa de crescer ou esse crescimento passa a ser tão pequeno que, de fato, a sociedade começa a sentir muito os efeitos desse endividamento alto e desse crescimento muito baixo. O que se reflete em desemprego um pouco mais alto, pessoas deslocadas no mercado de trabalho, uma renda mais baixa e uma condição de vida pior", afirma Juliana Inhasz, economista do Insper.

Dívida pública brasileira está no nível mais alto em 5 anos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Instituição Fiscal Independente prevê que medidas adotadas nos últimos meses antes da eleição - como o reajuste do Bolsa Família, o pacote de ajuda aos microempreendedores e a perda de arrecadação com as bets - podem agravar a situação das contas em R$ 40 bilhões em 2027. A IFI calcula ainda que, para equilibrar o orçamento e frear o crescimento da dívida, o governo precisaria fazer um ajuste de cerca de R$ 430 bilhões.

Especialistas afirmam que esse ajuste precisa combinar um corte efetivo de despesas, acompanhado de reformas e mudanças nas regras que fazem alguns gastos crescerem automaticamente.

"Equações variadas, como uma reforma administrativa, revisitar o problema da Previdência, uma série de revisões, mudar as regras de indexação e vinculações no orçamento público, para que a gente saia dessa armadilha. Isso é vital para o país porque, sem equilíbrio fiscal, não há dinheiro para financiar políticas públicas de saúde, segurança e educação, não há investimento em infraestrutura e em ciência e tecnologia", afirma Marcus Pestana.
"O gasto público precisa ser repensado, desde a qualidade desse gasto, desde, na verdade, é, onde se gasta, o quanto se gasta, o como se gasta, com quem se gasta. Caso contrário, vai ser muito difícil ele conseguir colocar as contas públicas em ordem de uma forma sustentável", opina Juliana Inhasz.
View the original on G1 →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.