TSE manda Flávio e aliados removerem vídeo fake que critica ato pró-Lula

Bellizze considerou que a utilização das imagens fora de contexto poderia levar o público a acreditar que a cena havia ocorrido durante a manifestação pró-Lula. Para ele, a montagem apresenta indícios suficientes para justificar a retirada imediata das publicações.
O ministro limitou a ordem aos responsáveis por publicações que reproduziram o vídeo gravado no Chile. Postagens de outros representados, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e Lucas Pavanato (PL), recém-eleito deputado federal, não foram incluídas na determinação, por utilizarem imagens reais da manifestação sem o trecho questionado.
A campanha de Lula também ampliou a representação para incluir Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria compartilhado o conteúdo. O ministro aceitou sua inclusão entre os investigados no processo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também publicou o vídeo, mas não foi citado na ação.
Na decisão, Bellizze afirmou que a utilização de imagens verdadeiras em contexto falso pode configurar uma forma grave de manipulação eleitoral. "Essa forma de apresentação falsa e manipulada dos fatos, mesclando acontecimentos reais e situações que de fato não ocorreram é extremamente deletéria", escreveu.
O ministro ressaltou que a liberdade de expressão protege críticas políticas, inclusive as mais contundentes, mas não impede a intervenção da Justiça Eleitoral diante de conteúdos enganosos.
A retirada dos vídeos, no entanto, não significa que críticas à manifestação estejam proibidas. Bellizze rejeitou o pedido da campanha de Lula para impedir genericamente novas publicações semelhantes. Também negou a suspensão integral do perfil @sociedadeemfatos, no Instagram, que teria divulgado o material.
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