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Friday, October 2, 2026

Soma e segue. Jesus não precisa de CR7 para vencer

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Touchdown! Unbelievable!

Começa agora o Jornal de Desporto da Rádio Observador. O Vamos à Bola de hoje é com o Miguel Pina Andrade. Miguel, bom dia.

Olá, Miguel. Bom dia.

Feliz sexta-feira pra ti.

Também pra ti.

E depois da tempestade, vem a vitória. Sem Cristiano Ronaldo, a seleção nacional segue 100% vitoriosa nesta Liga das Nações. Venceu ontem a Dinamarca em Copenhaga, por 4 x 2.

E Jorge Jesus continua sem saber o que é perder enquanto selecionador nacional, com quatro alterações no 11 em relação ao último jogo, viu os gols de João Cancelo e Gonçalo Ramos a levar Portugal em vantagem para o intervalo, 2 x 1 era o resultado. Na segunda parte, Rasmus Hojlund ainda marcou, mas os gols de Vitinha, o primeiro com a camisola das quinas, e de João Félix fecharam as contas do jogo. Em conferência de imprensa, Jorge Jesus ignorou o caso Ronaldo, quis apenas destacar aquilo que considera ser o melhor dos três jogos da era JJ.

Uma vitória com muita qualidade que a equipe portuguesa hoje teve aqui, com quatro gols, com uma exibição, na minha opinião, a um nível alto e não pode passar. E claro, isto é mais importante que tudo o resto que aconteceu. E, portanto, é nisso que eu quero me focar: no jogo, no próximo jogo no Dragão. Regressando a Portugal, com o nosso povo, certeza que vai lotar o Dragão. Isso é o mais importante neste momento pra mim.

Jorge Jesus, em conferência de imprensa, não quis falar do elefante na sala, Cristiano Ronaldo. Os jogadores também se resguardaram. Renato Veiga admitiu mesmo ter recebido indicações pra não comentar a polêmica.

Sou alguém aqui muito próximo do Cris e ele sabe que eu tenho um carinho muito grande por ele, mas deram-me indicações que não posso falar sobre o assunto, portanto, é isso.

Despediu-se dele, Renato?

Diga?

Despediu-se dele?

Não posso falar sobre o assunto. Desculpe, não posso falar. Me deixam.

"Não me deixam", foi o que disse Renato Veiga na zona mista. Já Vitinha, na flash interview, descreve o último dia como atribulado.

Atribulado, sem dúvida. Todos nós vemos o que se passou e temos redes sociais. Por isso, tentamos manter o foco no jogo e acho que respondemos da melhor forma.

Vitinha, o médio da seleção nacional, que marcou o primeiro gol com a camisola das quinas e também o primeiro gol de cabeça. Já sobre herdar neste jogo a camisola de Cristiano Ronaldo, Rafael Leão diz que teve um sabor especial.

O Cris, pra mim, é um ídolo, um ídolo de infância. O número sete pra mim também, pessoalmente, tem um significado especial, que foi a data de nascimento dos meus filhos. Simplesmente tentei honrar a camisola, desfrutar com os meus companheiros e eu acho que o mais importante depois também no final é ter ganho o jogo, feito um bom jogo e conseguimos ter alcançado a vitória.

E sobre a polêmica, Rafael Leão acredita que CR7 viu o jogo em casa e acha que gostou do que viu.

Demonstramos mais uma vez hoje aqui que somos um grupo. Certamente acho que ele em casa, de certeza, tá contente pela vitória. Eu, como companheiro, que me dou bem com ele, sei como ele é. E lá está, o mais importante é a equipe. Mais três pontos, líderes do grupo. E agora é descansar e preparar o jogo de segunda-feira.

Rafael Leão na zona mista do Estádio Parken depois da vitória. Portugal mantém a liderança do grupo A4 da Liga das Nações com nove pontos, mais três do que a Dinamarca. No outro jogo deste grupo, o País de Gales surpreendeu ao ganhar 2 x 1 em casa frente à Noruega. Ontem à noite, Jürgen Klopp registou a primeira vitória enquanto selecionador alemão. A Mannschaft recebeu e bateu a Sérvia por 2 x 0. As outras duas equipes do grupo, Grécia e Países Baixos, empataram a dois gols, o que significa que os gregos de Pavlidis, Ioannidis e Vlachanidis asseguram o primeiro lugar com sete pontos.

E a seleção nacional volta a jogar no domingo frente ao País de Gales, às 19h45, no Estádio Dragão. É pra acompanhar, naturalmente, com relato aqui na Rádio Observador. Antes de irmos às reações internacionais a esta vitória de Portugal sem Cristiano Ronaldo, falamos de João Félix, porque o bom início de época do jogador português pode trazer o atleta de volta à Europa.

E o próprio já demonstrou esse interesse já com um destino em mente. O jornal desportivo Sport apontou Barcelona como o objetivo de João Félix na próxima temporada. O jogador do Al-Nassr disse também numa entrevista ao AS que equaciona regressar à Europa, não sabe se no final desta ou da próxima temporada. Segundo o Sport, o empresário de João Félix, Jorge Mendes, já comunicou as intenções do avançado à estrutura do Barcelona. Pese embora a frente de ataque dos Blaugrana transborde qualidade, a possibilidade de trazer Félix a custo zero pode ser uma boa oportunidade de mercado.

Vamos então a essas reações da imprensa internacional à vitória de Portugal sem Cristiano Ronaldo, Miguel.

Sim, aqui ao lado, em Espanha, o AS relembra a alcunha de Ronaldo no Real Madrid, o El Bicho, e descreve a vitória de Portugal com a expressão: "11 bichos sem o Cristiano". Já o La Marca diz que Jorge Jesus tem todos os motivos para se orgulhar com uma vitória convincente e com gol e uma assistência de Gonçalo Ramos, diz que é o novo-nove da seleção das Quinas. Ainda em Espanha, o Mundo Deportivo escreve que Portugal e João Cancelo sabem golear sem Cristiano. Em França, o L'Équipe diz que depois do psicodrama, vem o grande espetáculo. O italiano Gazzetta dello Sport descreve a exibição como soberba. Olhamos ainda, Miguel, pra imprensa brasileira. A ESPN Brasil destaca a vitória durante a crise Cristiano-JJ e o registro 100% vitorioso na Liga das Nações.

Tentamos agora perceber as consequências da polêmica Cristiano Ronaldo. O diretor-executivo do Instituto Português de Administração de Marketing acredita que os danos causados à Federação Portuguesa de Futebol, por causa desta polêmica, e também a Cristiano Ronaldo, vão ser apenas temporários.

Sim, Daniel Sá admite que a Federação sai mais prejudicada após a saída de Ronaldo dos trabalhos da seleção, mas diz também que daqui a umas semanas ninguém se vai lembrar do caso.

Esta história não vai terminar assim. Eu não acredito que Ronaldo e a Federação se despeçam assim um do outro, desta forma. Não acredito Porque a história que está para trás não me leva a crer que isso seja verdade. Portanto, o que eu tenho como sensibilidade é que daqui a uns dias, daqui a umas semanas ou daqui a uns meses, quase ninguém se lembra disto e daqui a 10 anos isto não tem relevância nenhuma e não aparece quer na biografia do Ronaldo, nem na história da Federação.

Análise de Daniel Sá, na Rádio Observador. Já o especialista em marketing e construção de marcas, Carlos Coelho, coloca em cima da mesa outro cenário. Diz que a FPF, a Federação Portuguesa de Futebol, está em risco de perder contratos devido à saída de Cristiano Ronaldo.

"Nós, portugueses, queremos que Portugal ganhe. O valor dos contratos não é de Portugal ganhar, é quem é que vê os jogos. O futebol não é isso. O futebol tem a ver com a quantidade de pessoas que querem ver aquele jogo. E a quantidade de pessoas que querem ver um jogo com o Ronaldo ou sem o Ronaldo é muito diferente."

Análise de Carlos Coelho, especialista em marketing e construção de marcas, em declarações à Rádio Observador.

E a Rádio Observador ouviu também um especialista em liderança sobre o caso. Luís Lourenço diz que Cristiano Ronaldo ter-se-á mesmo sentido traído por Jorge Jesus.

E que esse foi o sentimento que despoletou o abandono de CR7 dos trabalhos da Seleção Nacional.

O Jorge Jesus é o elefante na sala naquela conferência de imprensa. Expõe o Ronaldo ao dizer que ele que já não pode, tem que ter dois dias de descanso depois do jogo, expõe o Ronaldo ao dizer: "Ele não vai jogar, quem vai jogar é o Gonçalo Ramos", e o Ronaldo é aí que está. Portanto, é nisto que está a traição, com toda a seleção a assistir no balneário à conferência de imprensa do Jorge Jesus. Quando acaba a conferência de imprensa, o Cristiano Ronaldo deu um pontapé num balde que tinha à frente, chamou, disse: "Mentiroso de..." e depois um valente palavrão e disse: "Vou-me embora". E pegou nas coisas e foi-se embora.

Luís Lourenço sublinha ainda que Jorge Jesus apresenta qualidades de chefe e não de um líder dentro do balneário e diz também que a constante necessidade de Jorge Jesus em dizer que ele é o chefe é prova dessa falta de liderança. E Miguel, agora que entramos num fim de semana alargado, deixo-te uma reflexão: já sabes o que é que vais fazer quando acabares a tua carreira de jornalista? Digo jornalista, mas também pode ser profissional.

Ou seja, quando me reformar.

Sim.

Eu acho que ou compro uma casa de campo.

É um bom plano.

Posso ir para as Bahamas também, não sei. Fora daqui de Lisboa, provavelmente. Tu já tens algum plano?

Ainda não sei. Acabei de começar a minha carreira, tenho ainda muito tempo pela frente. Já Leo Messi está a fazer-se à vida, como se costuma dizer, com a reforma da seleção confirmada e com o fim da carreira à vista, comprou um clube.

Não está nos meus planos comprar um clube, até porque eu não sei se vou ter essa capacidade financeira, mas Leo Messi aventurou-se em que mercado? No português, como o Vinicius Júnior?

Infelizmente para alguns fãs portugueses do Lionel Messi, não foi esse o caso. O argentino comprou o Eldense da Segunda Divisão Espanhola.

Também não é mau.

Não, um clube da divisão espanhola é melhor, se calhar, do que um clube da Primeira Divisão.

Não estou perdendo os valores.

Deixo isto à consideração dos nossos ouvintes. O clube, o Eldense, classifica a compra como o início de uma nova etapa entusiasmante. E dar-te aqui um facto engraçado, Miguel. O Eldense foi constituído SAD, Sociedade Anônima Desportiva, no verão de 2021, quando Pascual Pérez adquiriu o clube com René Ramos. Sabes deste René Ramos?

René Ramos, não.

Não te diz nada o apelido?

Ramos, lembro-me do Sérgio Ramos, talvez.

Exatamente. É irmão e representante do antigo jogador do Real Madrid. Sérgio Ramos, se calhar, vai ter que conviver com um antigo rival, o Lionel Messi.

Mas digo-te uma coisa, até não me importava de comprar um clube, mas isso fica para outras reflexões.

É isso.

O astro argentino despede-se da seleção dia 6 de outubro contra o Benin, dia em que regressa também o "Vamos à Bola". A edição de hoje foi com o jornalista Miguel Pina Andrade. Miguel, até para a semana.

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