Sem previsão de estreia, Dark Horse tem cena que irritou Eduardo Bolsonaro

Procurada pela coluna ao longo da última semana para comentar as dificuldades de encontrar uma distribuidora que aceite se associar ao filme e viabilizar o lançamento, Karina da Gama não respondeu às perguntas.
Ela e Mário Frias foram alvos de uma operação da Polícia Federal hoje, autorizada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, que investiga se dinheiro de emendas parlamentares foi desviado e pode ter irrigado a produção do filme, que teria pago, segundo fontes próximas à produção, US$ 3 milhões ao ator norte-americano Jim Caviezel, que vive Bolsonaro nas telas. Caviezel não respondeu aos contatos do UOL.
Eduardo na rua, e Michelle "santa"
Como resultado do adiamento da estreia, apenas pessoas próximas ao clã Bolsonaro assistiram ao longa até agora. E a crítica, mesmo entre esse seleto grupo de espectadores, nem sempre foi positiva.
Segundo contou sob reserva um interlocutor próximo a integrantes da família, uma cena irritou Eduardo. Na trama, ele surge em uma discussão política acalorada com o pai dentro de um carro. Em dado ponto, Jair Bolsonaro ordena que o carro pare. E larga o filho a pé, no meio da rua. Eduardo fica ali, entre furioso e desamparado, até que o carro do pai reaparece: Bolsonaro tinha apenas dado uma volta no quarteirão para pregar uma peça no filho.
A cena seria ficcional, criada por Frias, para retratar um aspecto da relação de Bolsonaro com o filho: as discussões duras e a tendência do ex-presidente de desabonar Eduardo, já chamado publicamente por ele de "imaturo", algo que irritou o ex-deputado a ponto de ele enviar xingamentos ao pai. Em outras ocasiões, em mensagens, Jair cobrou que Eduardo tivesse "responsabilidade".
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