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Thursday, October 29, 2026

Análise: Botafogo se coloca na briga contra o Z-4 e parece não entender o risco de rebaixamento

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Não tinha momento pior para o Botafogo entrar em uma espiral negativa. A derrota por 2 a 1 para o Remo, na 33ª rodada do Brasileirã,o coloca um time sem identidade, sem poder ofensivo e sem segurança na luta contra o rebaixamento. Nesta quarta-feira, o resultado contra o vice-lanterna piorou o cenário de um time que tinha folga e ainda respirava longe do Z-4.

Com 39 pontos, o Botafogo dorme com cinco pontos a mais que o Grêmio, o primeiro time na zona de rebaixamento, que ainda joga nesta quinta. A vantagem não é grande, mas também não é pequena. O problema é que o Botafogo precisa entender a urgência do momento. Se teve dificuldades contra Chapecoense e perdeu para o Remo, últimos colocados do Brasileirão, as partidas contra outros adversários também não devem ser tão fáceis, vide o 3 a 0 para o Internacional.

Ziyech em Remo x Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo

Os dois gols sofridos contra o Remo escancaram os problemas de um time que não tem organização defensiva, que não encontra um meio de campo ideal e que não sabe como ou com quem ataca.

No primeiro, Alex Telles deixou muito espaço para Marcelinho cruzar. Domingos Andrade, novidade no time titular, falhou feio na marcação e entregou a bola para Jajá abrir o placar. Na segunda etapa, um setor defensivo que parecia não se comunicar deixou o espaço aberto para o golaço de Picco depois de outros erros de Vitinho e Huguinho.

Ziyech, principal contratação do ano, não conseguiu jogar no primeiro tempo. Toda vez que recebia a bola na direita, era rapidamente cercado por dois marcadores do Remo. Isso fez Tite recuar o marroquino e oferecer mais subidas de Vitinho, que pouco fez ofensivamente. Na esquerda, Telles e Matheus Martins chegavam longe, o que deixava uma avenida aberta na lateral. Foi assim que o Remo armou diversos ataques.

Foram muitas chances perdidas pelo Remo. Não é por acaso que o time é o vice-lanterna do Brasileirão. Pelo o que o Botafogo ofereceu defensivamente, o Remo poderia ter feito muito mais. Enquanto isso, os cariocas não geravam perigo no ataque. Arthur Cabral chegou a mandar um cabeceio no travessão e chegou ao 17º jogo seguido sem marcar.

Veja a coletiva de Tite após Remo 2 x 1 Botafogo

Veja a coletiva de Tite após Remo 2 x 1 Botafogo

Para o segundo tempo, Tite até efetuou uma mudança: tirou Matheus Martins, com baixa efetividade na ponta-esquerda, e colocou Kauan Toledo. O garoto da base fez boa jogada assim que entrou, mas não foi o suficiente para mudar o jogo do Botafogo.

É verdade que o Botafogo teve dois desfalques de peso para o jogo desta quarta-feira (Danilo, fora por lesão, e Montoro, suspenso), mas isso não é motivo para cometer os erros que cometeu. Foi um time que não mostrou poder de fogo e que se desesperou nos ataques.

Medina, o substituto de Montoro, não funcionou como camisa 10. O jogo do Botafogo, embora não tenha funcionado, foi pelas pontas. O argentino ficou sumido em grande parte da partida. Huguinho, que entrou na vaga de Danilo, não funcionou como "box-to-box", como o jogador que teria que pisar na área. Arriscou pouco, não foi bem quando tentou e não contribuiu defensivamente, contando com um erro no gol de Picco.

O que impressiona no Botafogo é como um time que não gera perigo ofensivo consegue conceder contra-ataques ao adversário durante os 90 minutos da partida. O Remo jogou nos (muitos) erros alvinegros, aproveitou o espaço deixado no meio de campo mesmo com dois volantes (Domingos e Huguinho) e passeou pelas laterais abertas. Resultado: derrota por 2 a 1 para o 19º colocado do Brasileirão.

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