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Tuesday, October 13, 2026

Análise: goleadas sofridas viram rotina de uma Ponte inofensiva aos adversários

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Mesmo rebaixada e apenas cumprindo tabela, a Macaca ainda tem a missão de terminar a temporada com dignidade e evitar um recorde negativo.

Com 13 pontos, a Ponte está ameaçada de terminar a competição com a pior campanha da história da Série B. A marca pertence ao Duque de Caxias, que somou 17 pontos em 2011, ao longo de 38 rodadas. Restam cinco jogos para o time de Gilson Kleina conquistar pelo menos cinco pontos e superar essa pontuação.

Ronald Barcellos marca pelo Novorizontino contra a Ponte Preta — Foto: Juan Rodrigues / Novorizontino

Em Novo Horizonte, a Ponte começou organizada, com jogadas rápidas pelos lados e dificuldade imposta à saída de bola do adversário. O problema é que a organização durou até o Novorizontino encontrar espaços para atacar.

A equipe de Enderson Moreira aproveitou os buracos no meio-campo para abrir o placar com Ronald Barcellos e ampliar com Juninho, dentro da área. Em poucos minutos, o time da casa transformou a superioridade territorial em vantagem no marcador e passou a controlar a partida.

A Ponte tentou reagir depois da expulsão de Patrick, aos 44 minutos do primeiro tempo. Logo na sequência, com um jogador a mais, conseguiu descontar com Danilo Peu, após jogada de David da Hora e Sérgio Palacios. Foi um lampejo de reação, mas não o suficiente para mudar o cenário.

Ronald Barcellos comemora gol do Novorizontino contra a Ponte Preta — Foto: Juan Rodrigues / Novorizontino

O Novorizontino continuou encontrando caminhos para chegar ao gol. Ronald Barcellos sofreu pênalti depois de deixar Danilo Barcelos para trás dentro da área, e Rômulo converteu a cobrança para fazer 3 a 1 antes do intervalo. Mesmo em inferioridade numérica, os donos da casa mantiveram o controle da partida.

No segundo tempo, as alterações deixaram a Ponte mais organizada em alguns momentos, com Karl e Di Mauro participando das ações ofensivas. Gustavo Telles acertou o travessão, enquanto David da Hora parou em defesas de Jordi. Houve tentativas, mas faltou transformar as oportunidades em uma reação consistente.

A diferença esteve na eficiência. O Novorizontino aproveitou os erros da Macaca para ampliar a vantagem. Ryan Andrade escorregou, deixou a bola à disposição de Carlão e viu o atacante marcar o quarto gol. Depois, Dênis Borges foi expulso, e Eduardo Brock fechou a goleada em cobrança de falta, com uma finalização forte de fora da área.

Atacante Carlão domina bola pelo Novorizontino contra a Ponte Preta — Foto: Juan Rodrigues/Novorizontino

A Ponte terminou novamente exposta defensivamente, sem conseguir sustentar a reação e com dificuldade para conter os ataques adversários. A derrota por 5 a 1 se soma a outras goleadas sofridas na temporada, como os 6 a 0 para o Londrina e os 6 a 0 para o Vila Nova.

São 88 gols sofridos em 43 partidas disputadas. A média é superior a dois por jogo, um retrato da fragilidade defensiva que acompanhou a campanha. Para chegar a 100 gols sofridos, a equipe precisaria levar mais 12; para ultrapassar a marca, 13.

As goleadas deixaram de ser episódios isolados. Mesmo quando a Ponte apresenta momentos de organização ou consegue criar oportunidades, os erros defensivos e a dificuldade para reagir quando sofre gols voltam a pesar no resultado.

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