PMs que mataram homens com 51 tiros não seguiram protocolo para surto

Protocolo orienta os policiais a identificar sintomas e reconhecer sinais de confusão mental, desorientação e surtos psicóticos, diferenciando essas situações de infrações penais, como resistência. A recomendação é que o agente se comunique com calma, use um tom de voz adequado e mantenha uma distância segura.
Dois tiros como limite
Um coronel reformado da PM de São Paulo afirmou que poderia ter sido aplicado o Método Giraldi. A técnica, formalmente chamada de Tiro Defensivo na Preservação da Vida (TDPV), prevê o uso de arma de fogo para interromper uma agressão que represente risco grave à vida.
O UOL entrou em contato com a Polícia Militar de São Paulo e com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) para colher manifestação. Havendo posicionamento, esta reportagem será atualizada.
As mortes que ocorreram no final de semana contrariam o método, afirmam especialistas. Como último recurso, o policial deve efetuar dois disparos consecutivos para interromper a agressão. O objetivo, contudo, não é matar a pessoa abordada, embora exista esse risco. O oficial ouvido pelo UOL afirma que os tiros podem ser efetuados inclusive em regiões do corpo que não sejam consideradas vitais.
Quem não está na ocorrência não pode falar sobre ela, mas qualquer situação que possa fazer o policial supor que é uma ameaça grave é uma legítima defesa putativa. É uma análise: se fosse real, justificaria sua ação. Esse excesso de tiro não se aplica, não se justifica em nenhuma ocorrência.
Oficial reformado da PM
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