Conheça o trio que comanda os treinos do Coritiba após a demissão de Fernando Seabra


Coritiba perde com gol no fim e chega a sete jogos sem vencer
Com trajetórias diferentes, os três têm em comum a experiência no clube. Guila construiu carreira nas categorias de base e já comandou o time profissional interinamente. Nascimento é um dos nomes históricos do Coxa, com 338 jogos como atleta e passagem pela comissão técnica. William Matheus, ex-lateral-esquerdo, iniciou uma nova etapa no futebol após encerrar a carreira.
A missão imediata é preparar a equipe para o duelo com o Vitória, neste sábado, às 16h (de Brasília), no Couto Pereira, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Coxa tenta encerrar uma sequência de sete jogos sem vencer e afastar o risco de rebaixamento na reta final.
Guilherme Bossle, o Guila, auxiliar técnico do Coritiba — Foto: JP Pacheco/Coritiba
Guila: da base ao profissional
Guilherme Bossle, o Guila, iniciou a carreira no Juventude, onde trabalhou de 2006 a 2013, e passou nove anos no Grêmio, com atuação em diferentes categorias de base. No clube gaúcho, participou do processo de formação de jogadores como Arthur, Matheus Henrique, Everton Cebolinha e Vanderson.
Em 2020, comandou a equipe sub-20 na campanha que terminou com o vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Antes de chegar ao Coritiba, em julho de 2023, trabalhava na coordenação das categorias de base do Criciúma. No Alto da Glória, assumiu o sub-20 e a coordenação técnica da formação. Conquistou o Campeonato Paranaense da categoria e levou a equipe às quartas de final da Copinha de 2024.
Em agosto de 2024, passou a integrar a comissão técnica permanente do profissional como auxiliar. Um mês antes, havia comandado o Coritiba interinamente na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, pela Série B.
A experiência na formação e o conhecimento do elenco e da estrutura do clube são trunfos neste período de transição.
Reginaldo Nascimento, coordenador técnico do Coritiba — Foto: JP Pacheco/Coritiba
Reginaldo Nascimento: história e liderança
Conhecido como Capitão Nascimento, Reginaldo Nascimento tem uma das trajetórias mais identificadas com o Coritiba. Ex-zagueiro, disputou 338 partidas oficiais pelo clube, conquistou três títulos do Campeonato Paranaense — em 1999, 2003 e 2004 — e é o recordista de jogos do Coxa no Brasileirão, com 182 participações.
Depois de encerrar a carreira como jogador, seguiu ligado ao clube. Entre 2019 e 2023, trabalhou nas categorias de base e participou da rotina do elenco profissional. Em 2023, integrou a comissão técnica de Thiago Kosloski, temporada em que o Coritiba foi rebaixado à Série B.
Em abril de 2025, retornou para assumir a função de coordenador técnico. O trabalho buscava aproximar diretoria, comissão técnica, jogadores e base, aproveitando o conhecimento que acumulou no clube.
Na Série A, Reginaldo também atua nos ajustes das jogadas aéreas. Com a saída de Seabra, sua experiência no futebol profissional e a familiaridade com o ambiente do Coritiba ajudam a compor a estrutura que mantém a rotina de trabalho enquanto a diretoria busca um novo treinador.
William Matheus, auxiliar técnico do time sub-20 do Coritiba — Foto: Luis Lisbôa/Coritiba
William Matheus: do campo à formação de atletas
William Matheus é o integrante do trio que iniciou mais recentemente a trajetória como profissional de comissão técnica. Ex-lateral-esquerdo, voltou ao Coritiba em julho de 2025 para trabalhar como auxiliar do sub-20, depois de uma carreira com passagens por clubes brasileiros e experiências no exterior.
A ligação com o Coxa começou como jogador. Entre 2017 e 2020, disputou 125 partidas pelo clube e participou da conquista do Campeonato Paranaense. Também defendeu Fluminense, Palmeiras, Bahia, Vasco e Juventude, além de atuar no futebol francês e japonês.
Em 2023, encerrou a carreira profissional em razão de dores crônicas no joelho esquerdo e passou a trabalhar na formação de jovens atletas. No sub-20 do Coritiba, integra a comissão técnica responsável pelo desenvolvimento dos jogadores.
A vivência em diferentes clubes e competições oferece a William uma perspectiva diferente da de Guila e Reginaldo. A participação nos treinamentos do profissional amplia o grupo de profissionais envolvidos na transição após a saída de Seabra.
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