O que o 'não' da Islândia representa para a União Europeia?
Também existem preocupações em relação ao acesso dos recursos pesqueiros, que representam a maior parte das exportações do país. A adesão integraria o país à Política Comum das Pescas da UE e as embarcações do bloco teriam acesso igual às águas e aos recursos pesqueiros, além de cotas definidas por normas europeias.
O referendo tratava da retomada das negociações, um processo longo que, se concluído, levaria a uma nova consulta popular, desta vez sobre a adesão em si. Com o "não" deste fim de semana, esse caminho não será percorrido, ao menos por enquanto. O resultado é um revés para Bruxelas, que retomou o plano expansionista, mas o bloco conta com outras frentes de adesão bem mais avançadas.
Quem está na fila para entrar na UE
Atualmente, nove países estão em processo de adesão à União Europeia. As negociações mais adiantadas são com Montenegro, onde a população é amplamente favorável à entrada no bloco. O governo implementou rapidamente as reformas exigidas por Bruxelas e, devido ao pequeno porte do país, a adesão não exigiria grandes mudanças nos fundos e programas de financiamento europeus.
A Moldávia também avança e mira a adesão até 2028. Já a Ucrânia representa um caso à parte: seu processo de adesão está atravessado pela guerra em curso com a Rússia, o que torna o caminho mais complicado.
Albânia e Macedônia do Norte aparecem como candidatas de médio prazo. Em outra categoria, Bósnia e Herzegovina, Geórgia, Sérvia e Turquia são vistas como candidatas mais distantes, sem perspectiva de adesão no curto prazo devido a divergências políticas em relação às regras do bloco europeu.
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