Demi Lovato diz que ficou ‘apavorada’ ao voltar aos palcos após ganhar ‘um pouco de peso’

Durante o podcast Street You Grew Up On, declarou reconhecer que seu valor não está no seu corpo
Yasmin Constante
Em entrevista recente para o podcast Street You Grew Up On (via People), Demi Lovato falou sobre sua batalha contra o distúrbio alimentar e de imagem. A cantora contou ainda sobre a preocupação devido ao ganho de peso que sentia antes de começar sua turnê mais recente, It’s Not That Deep do álbum homônimo de 2025.
“Eu tinha engordado um pouco antes da turnê, estava estressada e pensava: ‘Não quero subir no palco’. Estou apavorada com o que as pessoas vão dizer. Vão escrever coisas online”, disse Lovato sobre o receio que sentia com a recepção do público. Porém, segundo ela, a resposta dos fãs continuou sendo positiva, o que fez parte de um processo “curativo”.
“Ninguém se virou. Ninguém se levantou da cadeira para dizer: ‘Ela não veste tamanho zero’. Sabe, eles ainda me amavam e choravam de alegria quando cantei para eles”. Para Lovato, a conclusão da turnê significou um grande aprendizado. Ela diz ter compreendido que seu valor não está no seu corpo: “Meu marido não me ama por causa do meu corpo. Minha família não me ama por causa do meu corpo. Eu não estou sentada nesta cadeira por causa do meu corpo”.
Durante a entrevista, a cantora explicou sobre o início de sua relação problemática com a comida, quando tinha por volta de oito anos. Segundo ela, deixou de receber a atenção integral de seus pais quando sua irmã mais nova nasceu e acabou lidando com isso “comendo compulsivamente e em excesso”.
Lovato explica que não diz isso para culpar ninguém — sua mãe, Dianna De La Garza, também lidou com um transtorno alimentar. Ela lembrou que começou a entender pelo o que a mãe estava passando durante a adolescência: “Imitei algumas das coisas que vi, e foi aí que desenvolvi anorexia”. Em seguida, o problema passou a ser a bulimia e aos 18 anos a artista procurou tratamento.
Hoje, aos 34 anos, Lovato diz que não se sente completamente cura, mas que também não é algo que almeja. “Acho que a comida será uma batalha para o resto da minha vida, mas é uma batalha administrável”, completou.
Com o passar do tempo, aprendeu a lidar com os transtornos e a aceitar o seu corpo. “Alguns dias eu não amo meu corpo, mas há dias em que o aceito. Eu diria que vivo em um lugar de aceitação agora, onde não me olho no espelho e me critico por ter, você sabe, curvas.”
Segundo ela, acima de tudo, entende que é uma boa pessoa e declara: “sou linda do jeito que sou”. A artista afirmou ainda que está orgulhosa das suas conquistas na jornada de recuperação do transtorno alimentar.
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Yasmin é jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, paulistana e movida pela curiosidade. Formada em comunicação visual e apaixonada por música e literatura, colaborou como estagiária no Jornal da USP e escreve para a Rolling Stone Brasil.
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