"Acho que conseguia entrar na persona do João Baião"

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora mais uma Comissão de Inquérito nas manhãs 360. Hoje é nosso convidado Miguel Queiroz, criador de conteúdos digitais. Oi, aqui está. Tenho aqui um bocadinho de pastel de nata na garganta. Miguel Queiroz, que ganhou recentemente o Globo para Prêmio Revelação deste Ano. Muitos parabéns, antes de mais, e muito bem-vindo aqui à Rádio Observador.
Só falta o microfone.
Não temos ligado o microfone ao Miguel.
É o pastel de nata. Não sei, Miguel, se estás a par deste jogo.
Sim, eu tive de me preparar.
Acompanhas muito, não é?
Estive a ouvir.
Sim, porque sabemos que-
É seguidor.
Eu sei que pelo menos eras um assíduo ouvinte de rádio, no geral, não é?
Sim.
Pronto, não vamos agora especificar.
Exato. Sempre fui pra escola de carro, portanto, era comum ir a ouvir a rádio.
Que bom, ainda bem.
Exato.
Remédio, não é? Ora bem, é muito simples: cinco perguntas, cinco pontos por cada resposta certa ou dois pontos se pedires ajuda e acertares.
Ok.
Estás pronto?
Perfeito.
Se não acertares?
Se não acertares é zero. Não há menos um. Vamos lá então à primeira. Miguel Queiroz, confessaste, aliás, quando recebeste o Globo, que eras um grande fã do Ricardo Araújo Pereira. Vamos perceber quão fã és. Quantos Globos de Ouro é que o RAP já ganhou?
Uma excelente questão. Eu acho que ele até respondeu a isso logo quando o venceu. Eu sei que é ou seis ou sete.
Six, seven.
Six, seven. Pois é.
Agora, qual deles será?
Estás perto. Como ele é muito premiado, é por aí. Aposta não. És capaz. Estás por aí. Ele é muito premiado.
É muito.
Vai pra cima. É sete, já disse. Muito bem, cinco pontos. Mudou alguma coisa na tua carreira com este Prêmio Revelação dos Globos de Ouro?
Sim, mudou o nível de responsabilidade que eu sentia, porque se já antes tinha algum cuidado nos conteúdos que fazia, agora sinto que tenho muito mais público e também diferentes idades a olhar para aquilo que eu faço, portanto, tento sempre ter esse rigor no meu trabalho e nos vídeos que tenho publicado.
É rigor, não na abordagem, nem no tom crítico com que abordas muitas coisas. É mais no rigor técnico ou mesmo nos conteúdos?
Sim, é um bocado em tudo, porque mesmo na questão do vocabulário, às vezes havia vídeos que os meus pais detestavam porque-
Dizias asneiras. Os pais nunca gostam disso
...então agora tenho um bocado mais cuidado nesse aspecto, tento evitar.
É o chamado "tento na língua", não é?
Exato.
Mas tu não podes virtuar um bocadinho aquilo que é o teu sucesso?
Eu não diria, porque o meu sucesso não vem de eu dizer asneiras, portanto, tê-las lá ou não, não vai alterar nada.
Então é o quê?
Diria que é o sentido de humor, ou seja, a perspectiva crítica com que eu olho para diversos temas e os satirizo. Basicamente, é isso, é a forma como eu pego em temas.
E vês as redes sociais como uma rampa de lançamento para outras plataformas ou achas que esse é o teu território? Como será para a tua geração? Esse é o território, já não há aquela aspiração a passar, por exemplo, pra televisão?
Não. Eu diria que as redes sociais são um meio para atingir um fim. Para algumas pessoas são certamente já um fim e gostam de viver apenas disso, mas diria que é uma possibilidade de transição e é o meio que nos permite, pelo menos a mim, que não tinha possibilidades de chegar aos meios tradicionais. Quer dizer, tinha, que é tirando um curso superior, mas assim tão rápido, foi a forma que eu encontrei para ser uma ponte para me revelar e mostrar o meu trabalho.
É isso.
E já surgiram esses convites, essas oportunidades?
De certeza.
Sim, tenho alguns cartões em cima da mesa.
Miguel, és um dos criadores de conteúdos com mais sucesso em Portugal no TikTok, mais de 700 mil seguidores, e começaste apenas em 2024.
Sim.
Ok, vamos então à pergunta. Vamos ver se sabes esta: em que ano foi criado o TikTok?
Em que ano? Eu lembro que o TikTok antes tinha outro nome.
Tinha, sim, senhora. Chamava-se Douyin. Musical.ly foi comprada por esta empresa ByteDance chinesa. Sim, começou então nesse ano.
Pois, o Musical.ly. Quando é que se deu o nome para TikTok?
Não, foi quando foi lançada a plataforma. Foi com o nome Douyin e mais tarde, um ano depois, mas eu não estou a contar com esse ano, foi tornado.
Agora em que ano terá sido? Não faço a menor ideia.
Queres assim...? Eu posso dar uma ajuda.
Ok, uma ajuda.
Foi no mesmo ano em que Donald Trump venceu as eleições pela primeira vez nos Estados Unidos.
2016.
Boa!
Tu acompanhas a política internacional.
Eu nem precisei dizer que foi no mesmo ano em que Portugal ganhou o Euro.
O Euro, claro. Essa era fácil demais.
E lembras-te do teu primeiro vídeo no TikTok? Passaste mesmo o ano de 2023 para 2024 com a tua avó a ver a Júlia Pinheiro na televisão.
Exato, foi o primeiro vídeo. Não, passei o ano com a minha avó, mas não era a ver Júlia Pinheiro.
Ela também não estava nessa onda. Estava indiferente.
Exato. Mas sim, foi uma ideia que tive na altura, porque passei o ano em casa e não com amigos, ao contrário de em anos anteriores, e, portanto, pensei nessa ideia e fiz o vídeo.
Então é mesmo real, passaste o ano com a tua avó.
Sim.
E logo no primeiro vídeo tiveste um sucesso que não estavas à espera?
Sim, para uma conta acabada de criar, porque eu só instalei TikTok quando decidi começar a publicar vídeos. Portanto, pra uma conta acabada de criar, foi bom.
Já andavas a cozinhá-los? Já tinhas alguns em carteira?
Não, porque eu sempre quis fazer vídeos. Eu sentia que tinha essa vocação de fazer paródias, vídeos de humor. Que cresceu numa geração de youtubers tinha. E eu ia anotando ideias. Até hoje, muitos dos vídeos que faço são de ideias que anotei há cinco, seis anos.
E são ideias que envelhecem bem, de alguma forma.
Envelhecem bem.
Que bom, ainda bem.
Como é que fazes? Tens um caderninho, apontas no telemóvel?
Eu, por acaso, sou muito de papel. Mas os tópicos em si estão nas notas de telemóvel. Depois, às vezes, quando é para desenvolver e criar mais ideias, pego no papel.
E fazes tudo sozinho? Tens que gravar e editar de seguida. Tens ajuda? Como é que funciona?
Tenho sempre ajuda de amigos na questão de gravar.
Agora que os tens, não era só a avó.
Não, porque os meus vídeos exigem interação com outra pessoa, portanto, normalmente são sempre amigos.
Figurantes.
Figurantes, exatamente. E mesmo às vezes para gravarem atrás da câmara.
Só para gravar. Às vezes estás sozinho.
Sim, às vezes estou sozinho. A ideia em si é minha, mas recorro sempre à ajuda de amigos, porque sozinho não consigo fazer.
E terminas a edição depois.
Sim. É editado no telemóvel também, só faço cortes, não há grande edição.
E quando começaste no YouTube, também fazias tudo sozinho?
No YouTube, não tinha muita noção de como é que se faziam as coisas, portanto os vídeos eram terríveis e não tinha sucesso algum, porque o algoritmo do YouTube não permite revelar grandes coisas do zero. O TikTok e o Instagram são muito mais passíveis de fazer escalar.
Era mais difícil no YouTube. E como é que viveste essa súbita transformação? De repente, perceberes que tinhas inúmeros seguidores, milhares de seguidores. Como é que viveste esses primeiros tempos?
Foi tudo muito rápido, mas sinceramente, não me abalou muito, num sentido positivo ou negativo, porque eu estava a estudar enquanto tudo isso acontecia. Tinha sempre o foco virado para os dois lados, para a universidade e para os vídeos.
E foi há pouco tempo, foi há dois anos.
Foi.
Eu li que tu querias, não sei se ainda queres, ser apresentador de televisão na área do entretenimento.
Sim. Era uma experiência que gostava de ter. Tudo o que tem a ver com entretenimento eu gosto. Eu nem precisava especificamente de fazer algo que tenha a ver com humor. Só o fato de ser entretenimento, já acho que teria persona.
Desculpa, mas entretenimento tipo Júlia Pinheiro?
Por exemplo, um João Baião, programas da tarde, da manhã, acho que conseguia entrar na persona.
Tu também documentaste há um vídeo em que falas da primeira vez em que foste votar. Que achaste: "Não, há aqui tantos quadradinhos, vou votar em mais, porque temos só de votar em um?"
Exato.
Isso é verdade ou não?
Não, claro.
Ainda pensei: "Espera."
Na altura foi a forma satírica que eu encontrei. E muita gente acreditou que realmente-
Porque não apoiarem mais do que um, não é?
Se eu me identifico com vários, por que não voto em três logo?
Eu sou do Alverca e sou do Benfica.
Tu tiraste o curso de Comunicação e Cultura?
Comunicação Social e Cultural.
Acabaste agora?
Acabei agora mesmo. Universidade Católica.
Quando tens que preencher a profissão, o que é que tu colocas neste momento?
Não sei, nunca preenchi até hoje. Eu terminei a licenciatura, eu quando entrei para a universidade, tinha muito o sonho de ser pivot de informação, porque cresci muito a ver televisão. Dado o fim da licenciatura, os meus professores já me conheciam, muitos deles, nomeadamente através dos filhos, em redes sociais. Eles disseram: "Eu acho que o Miguel está num bom caminho." Ou seja, eu tive professores a dizerem mesmo para não seguir para mestrado.
Dizer: "Por favor."
"Não destruas, continua a estudar."
Não, claro.
"Não destruas com os estudos."
Não, mas eu sempre gostei mesmo muito de estudar e não descarto tudo.
Fizeste boa média ou não no curso?
Eu vou receber o diploma pra semana. Sinceramente, ainda não calculei a média.
Ainda não tiveste tempo.
Mas passei tudo à primeira.
Isso é o que importa.
Tudo acima de 14.
Parece aquelas pessoas quando dizem: "Acho que as notas ainda não saíram."
Mas o valor não importa para nada.
Não, mas foi boa média. Eu depois venho cá e digo.
Fica prometido.
Está combinado.
Vê-se mesmo que o Paulo tem filhos da mesma idade, mais ou menos.
Não, mas fica aqui já que o Miguel está procurando desafios, está no mercado à procura de desafios para a televisão, que é curioso, de facto, porque a tua geração é uma geração mais rede social e menos televisão formal. Muito bem, mas esta próxima pergunta é também sobre televisão. Nelson, o nome completo é Nelson Mandela Mantz. É o nome completo do bully de que célebre personagem dos desenhos animados?
Esta pergunta é real?
Esta pergunta é realíssima.
E eu também não sei a resposta.
Ele chama-se Nelson, é um grande bully e atormenta uma famosa personagem.
A série não é muito tempo dele, não é?
Pois, não é.
Agora é que me foste pegar.
É uma série histórica.
Aqui tenho que fazer age.
Histórica.
Uma família. Não é muito teu tempo, de facto.
Atravessa gerações.
Ainda está aí.
Está sempre a adiar aquilo.
Acho que ainda não acabou.
E a adivinhar o futuro.
Muito bem, é verdade.
A adivinhar futuro.
Uma série que adivinha muito o futuro.
Uma série de animação, muito antiga.
Que adivinha o futuro?
Não é muito antiga. Carlos, logo para ti, tinhas 20 anos quando aquilo começou.
Anos 90.
Não quero dizer que não sejas atencioso.
89, 90.
A sério? Então é muito antiga.
É muito antiga.
Se calhar tinhas mesmo 20 anos.
A questão de adivinhar o futuro, já agora dou-te uma dica, que é: por vezes há certos acontecimentos reais e diz-se: "Bom, já na série não sei quantos, se tinha dito que..."
Ok, sim, então já sei, "Os Simpsons".
Yeah!
Está certo. Bart Simpson.
Adoro quando acerta.
O Nelson é um daqueles colegas dele, é o colega dele que o atormenta.
Realmente.
Muito bem. Estamos a falar aqui de um bully, tu já falaste dessa experiência de ser vítima de bullying psicológico. A primeira coisa que te perguntava Para quem é vítima de bullying e de bullying psicológico em particular, o que tu aconselharias? Procurar ajuda, falar sobre isso, procurar ajuda junto dos adultos, procurar ajuda especializada?
Sim, a primeira dica seria contar aos pais. Diria que é a primeira, que foi aquilo que eu não fiz por receio. Nunca dizia aos meus pais e só chorava e sofria interiormente.
Que idade é que tinhas?
Tinha oito, nove anos, por aí. Foi ainda na escola primária. Portanto, seria contar, tem de se meter cá para fora esse sofrimento e não passar pelas coisas sozinho. E depois, acho que um bom pai procurará a ajuda necessária para esse caso.
E em relação ao bullying, claro, o bullying psicológico, o bullying físico, mas também há muito bullying nas redes sociais. Tu tens sido vítima disso? Tens conseguido contornar isso, escapar a essa fraga?
Ou agora estás mais do que vacinado. Agora já nada te afeta.
Não. Eu, para já, sempre tive muita sorte com os comentários nas redes sociais. Nunca tive o chamado hate massivo. Os meus conteúdos também não dão azo a isso. Mas nas redes sociais, em termos de cyberbullying, zero. Claro que há sempre pessoas que ficam ofendidas com alguma coisa e fazem um comentário ou outro, mas não será a maioria, pelo menos no meu caso. Sei que o cyberbullying existe.
Não sóves por causa dos teus conteúdos. Mas em que medida é que seres alvo desse bullying na infância moldou também a tua personalidade e até aquilo que tu fazes atualmente, que te tornou popular?
Sim, eu acho que me tornou, para já, mais empático. Fiquei muito mais empático depois dessa experiência traumática, de me pôr no lugar dos outros. E deu-me uma resistência para lidar com certas coisas, com crítica, com ofensa, com tudo. Portanto, sim, moldou-me nesse sentido, tornou-me uma pessoa mais forte, diria eu.
E deve dar-te um gozo agora pensar no passar por ele. Porque eu sei que era um rapazito com quem cresceste.
Sim, mas sinceramente nem penso muito.
Sim, não vale a pena desperdiçar energia.
Isso então é a melhor resposta. Vamos para mais uma pergunta e para mais uma resposta, naturalmente. Como é que é designada normalmente a geração dos nascidos antes da década de 80?
Eu já tive um hiperfoco nestas matérias. Estava sempre a ver por cá.
Qual é que é a geração?
Há estudos que dizem nomes diferentes.
É verdade. E às vezes é a data que é também diferente, o ano.
É isso.
No fundo, qual é a letra?
Antes dos 80.
Até aos 80.
Nota-se que aqui a malta maior parte.
É para aí. A minha, a tua, não é?
Sim.
Qual é que será?
A Carla que tem 20 anos.
Quando os Simpsons começaram.
A geração-
Não me lembro bem do início dos Simpsons
...a mesma geração que eu, também sou dessa.
Eu também, as pessoas nuvens.
Quais é que existem? Millennials, Z. É que depois há umas estranhas muito para trás, não há?
São essas.
São essas.
É a geração desta.
Eu ainda sou desta.
Há os baby boomers.
É a seguir aos baby boomers.
Os baby boomers foi depois da Segunda Guerra Mundial, que já é uma coisa de livro de História. Depois foi logo a seguir aos baby boomers.
Sim. Eu não sei mesmo.
Então com ajuda.
Ia ser fácil.
Antes.
Porque é o abecedário.
Para mim não seria.
Geração X, Y ou Z? Sendo o abecedário por ordem.
O abecedário por ordem, X, Y, Z. Esta foi depois dos baby boomers.
Dos bebê.
Não vou dizer.
Significa que-
Será a geração...
Ai, meu Deus.
Não sabes a seguinte.
Podes errar, Miguel, não há problema nenhum. Não tens de levar todos os prémios.
Não sei quantos pontos tenho, mas calma.
10.
Não, geração Y não pode ser.
Então não pode ser a Y. Então pode ser a-
Z ou X.
Antes a Y.
Este é o som da pressão. Se é por ordem, se elas vão avançando, estamos a falar de uma então anterior. Chuta.
Ok, então é a X.
É a X.
Muito obrigado.
Não me ajudam muito.
Qual é a tua geração?
17 pontos.
Qual é que é a minha geração?
Espera aí, está aqui.
Eu sou de 2005.
És de 2005, então está aqui geração Z.
És da Z.
É do meu filho.
Está quase a acabar.
Está quase a acabar. É uma casa. Miguel Queiroz, como é que tu descreves a tua geração olhando para o mundo, a forma como, por exemplo, como agora nas últimas semanas temos visto jovens na rua, as preocupações dos jovens, como é que descreves, onde é que estão as preocupações e os sonhos?
É uma excelente questão. Como é que estão as preocupações? Acho que uma delas é a habitação, o acesso à habitação é uma preocupação na minha geração.
Tu não sentes, estás em casa dos pais.
Estou.
Claro, e queres continuar.
E para lá caminhos.
Querendo ou não, tenho de ser, senão rua.
E por aí ficarás.
E por aí ficarei.
Nessa a um a fora.
Exato. Sim, diria que a habitação é uma das preocupações da minha geração, os salários, mas acho que é um bocado transversal também a qualquer geração.
É uma geração politicamente envolvida, comprometida?
Eu diria que parte dela sim. Diria que já foi menos. Acho que nos últimos anos tem vindo a aumentar o número de interessados por política na minha geração, também por causa das redes sociais, onde os partidos políticos têm cada vez mais presença Mas diria que as questões da inteligência artificial, da guerra também são temas muito falados por colegas meus e por mim próprio. Portanto, diria que são os temas que estão mais na berra na minha geração.
Vamos então à última pergunta.
'Bora.
Passaste grande parte da tua vida em Alverca, na verdade, toda.
Sim, toda. Não passei nada.
Foi lá que cresceste. Vamos testar os teus conhecimentos sobre a terra que te viu nascer. O que é que Alverca tem, que é o segundo maior da Europa e o terceiro maior do mundo?
Ai, meu Deus. Há de ser algo relacionado com a aviação.
Não.
Era uma boa aposta.
Mas era. Falámos eu.
Olha, vou dar aqui uma ajuda. Houve um festival internacional disso mesmo, em 2005, precisamente no ano em que Miguel Queirós nasceu.
O que Alverca tem, que eu não sei.
Pois é.
Tem mais a ver com igrejas, não é?
Com sinos.
Com igrejas.
Com 72. Sim.
Dá lá as três hipóteses.
Ok. Terminal Tir, Clube Futebol começar por A ou Carrilhão.
Acho que nunca ouvi tal. Mas calma, qual é a questão mesmo?
O que é que Alverca tem, que é o segundo maior da Europa?
E o terceiro maior do mundo.
O Futebol Clube de Alverca não será, certamente.
Não é. O terminal Tir?
Ou o Carrilhão.
O que é o Carrilhão?
Carrilhão são sinos, é um conjunto de sinos.
De igrejas. O Carrilhão de Mafra, aquilo que até toca música.
Já perdeste. É Carrilhão.
É o Carrilhão.
É o Carrilhão situado na Igreja dos Pastorinhos.
Sim, mesmo ao lado da minha casa.
É o segundo, a sério? É o segundo maior da Europa.
A Rita desistiu do Miguel Queirós.
Com 72 sinos de bronze instalados numa torre de 47 metros de altura, foi inaugurada em 2005 com festival.
O Miguel Queirós está a ouvir uma professora quando ele errou.
Não, mas é curioso, porque a Igreja dos Pastorinhos é mesmo ao lado da minha escola primária, onde eu passei o inferno da minha vida.
Onde tu passavas só o inferno.
Portanto, eu ouvia o sino tocar e o bullying.
Isso é reflex, não é? Os sinos eram o teu reflex. Alverca tem ainda muita influência naquilo que tu és hoje. Até porque vais para lá a seguir.
Exato. Sim, eu antes nem sequer vivia em Alverca, mas toda a minha vida foi lá passada porque sempre andei lá nas escolas, porque tenho muita família a viver em Alverca e os meus pais não me podiam ir buscar à escola, de modos que me meteram em Alverca e os meus tios é que tinham toda essa função. Depois a minha avó também tem lá uma casa, portanto, eu ia pra casa dela. Portanto, é isso. Alverca, no fundo, é onde passei toda a minha vida até agora. Foi sempre entre Alverca e Lousã, no distrito de Coimbra.
Lousã. Olha, estive recentemente no Parque Biológico da Lousã, que é espetacular.
Devíamos ter feito uma pergunta sobre o Parque Biológico.
Eu saberia.
Há sempre um.
É a Sintra das Beiras, Lousã. É conhecida como a Sintra da Beira.
É sim?
Miguel Queirós, rapidamente, quando é que vamos voltar a ter notícias tuas? Porque percebemos que está a haver aqui movimentações no mercado das transferências.
Não sei. Estará para breve. Tenho muitos projetos em cima da mesa, agora é questão de-
Não, tens que dizer: "O Miguel Queirós tem muitos projetos." Tens que te referir a ti na terceira pessoa.
Como se fosses o teu próprio treinador.
Sim, mas diria que estará para breve. Vou continuar o meu trabalho na digital e o que tiver de acontecer, acontecerá.
É isso mesmo. Muito obrigada.
Muito obrigado. E parabéns, claro.
Parabéns, sim. Miguel Queirós na "Comissão de Inquérito". Obrigada por teres aceitado este convite. Está disponível em podcast dentro de instantes.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.