Democratas prometem investigar 'mercado' de perdões feitos por Trump

Raskin afirma que os democratas devem priorizar o tema se conquistarem maioria na Câmara nas eleições legislativas de 2026. Hoje, os democratas estão em minoria nas duas Casas e não podem obrigar pessoas a entregar documentos ou prestar depoimento.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusa Trump de vender perdões em um esquema que equivaleria a suborno. Em publicação no X, ele escreveu que o caso será investigado e, se necessário, processado se os democratas retomarem o Congresso.
Como atuariam os intermediários
A reportagem usou câmeras escondidas para registrar conversas entre Ammon Covino, condenado por tráfico ilegal de animais silvestres, e possíveis intermediários. Jack Burkman e Jacob Wohl ofereceram pressionar Trump por US$ 300 mil, com ajuda de pessoas ligadas à Casa Branca e influenciadores do movimento MAGA.
Burkman e Wohl negam participar de um sistema de pagamento por influência e dizem atuar como lobistas dentro da lei. A apuração também mostrou que cerca de 70% dos atos de clemência do segundo mandato de Trump não passaram pelo procedimento tradicional do Departamento de Justiça.
A Casa Branca afirma que mantém uma análise rigorosa, com participação de seu escritório jurídico, do Departamento de Justiça e do responsável pelos perdões. Will Scharf, advogado da Casa Branca, declarou que Trump cumpre suas funções constitucionais de forma ética e que sugerir o contrário é "desinformado ou malicioso".
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