Análise: Coutinho brilha, mas falhas deixam claro desequilíbrio no elenco do Santos

Um jogo que chegou a estar nas mãos do Peixe, ao marcar com Gabigol aos 42 minutos do segundo tempo, abrindo o caminho para o que seria a sexta vitória seguida fora de casa na competição. De boas notícias, além dos números inesgotáveis do centroavante, o talento de Philippe Coutinho.
O camisa 11 foi colocado em campo apenas na reta final da partida e sofreu uma marcação quase que individual: os jogadores do Galo se revezavam para tirar o espaço do meio-campista, que chegou a buscar a bola atrás da linha de meio-campo. Um deslize, porém, bastou para brilhar.
Em boa jogada individual, percorreu toda a linha da área em tabelas curtas para encontrar Gabigol em ótimas condições de marcar: era o 24º gol do centroavante na temporada no que parecia ser mais uma vitória (provável) santista fora de casa.
Atlético-MG x Santos — Foto: Pedro Souza
Defesa sucumbe
Se Coutinho é boa notícia e será ainda mais quando (e se) tiver condições de suportar em alto nível todo o jogo, já que, por enquanto, atuou em apenas três tempos de jogos em sequência, a defesa segue sendo um ponto de atenção, com apenas Rodinei como reforço para a reta final.
Há um claro desequilíbrio entre os setores: do meio para frente, o Santos é um time consistente, mesmo que sofra em alguns momentos do jogo, tem boas opções para tirar do banco e consegue reverter cenários adversos. Atrás, há uma lacuna de opções para a zaga e lateral esquerda.
Willian Arão é, hoje, o melhor zagueiro do elenco, atuando improvisado, já que era volante. Lucas Veríssimo e Luan Peres que, pelo nome são unanimidades, pelo futebol nem tanto. Os dois falharam nos dois gols marcados pelo Atlético-MG nos minutos finais da partida.
Atlético-MG x Santos — Foto: Gilson Lobo
No gol, Diógenes também foi mal nos lances que terminaram em gol do Atlético-MG: não buscou a bola no primeiro e mal teve reação no segundo.
Luan, inclusive, já havia tido noite desastrosa em Minas Gerais na partida de volta da Copa Sul-Americana, contra o mesmo Galo, na mesma Arena MRV.
Escobar, que permitiu chegadas importantes por seu lado, atuou praticamente no sacrifício, com uma sobrecarga muscular e correndo risco de se lesionar pela falta de opção no setor. Hoje, seu reserva imediato é justamente Luan Peres, que entrou na zaga, e garotos que não convenceram Cuca.
Desequilíbrio que só poderá ser corrigido na próxima temporada. Até lá, Cuca terá de equilibrar os pratos para escalar o Santos com problemas importantes: Arão saiu com com dores musculares e terá alguns dias para se recuperar, mas pode ser desfalque. Arthur, que também compõe bem o sistema defensivo, segue fora por lesão.
O Santos volta a campo apenas no fim de semana, para enfrentar o Fluminense, no Maracanã, pela 31ª rodada, e terá, portanto, a semana livre para treinamentos até lá.

"O Peixe não jogou bem, foi uma derrota merecida" Analisa Nagila | A Voz da Torcida
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