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Thursday, September 10, 2026

18h. Estruturas da PSP e GNR exigem reunião com MAI

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Com o Miguel Vítor Dias.

Já terminou a sessão do julgamento de José Sócrates. O antigo Primeiro-Ministro garante que nunca foi dono de nenhum apartamento em Paris e deixa críticas, mais uma vez, à tese do Ministério Público, garante que nunca recebeu dinheiro nenhum. Em declarações aos jornalistas à saída do Campus de Justiça, em Lisboa, José Sócrates quis reforçar o que disse dentro do tribunal e garante que não é, nem nunca foi proprietário de nenhuma casa em Paris.

Não escolhi o apartamento, não participei na compra, não participei na escolha do arquiteto que o renovou, não participei na escolha da empresa, não participei na definição. Em janeiro de 2014, aluguei um outro apartamento. Terei a oportunidade, aliás, dizer também que depois do apartamento estar pronto, não participei no destino a dar-lhe. Que outras razões é que posso invocar para provar que o apartamento não é meu?

Ainda no tema da casa de Paris, José Sócrates acusa o Ministério Público, bem como a comunicação social, de omitirem do processo o aluguer que fez de um outro apartamento. O antigo primeiro-ministro quis também fazer algumas comparações à atuação do Ministério Público e da Procuradoria-Geral da República para se referir à forma como investigaram o governo que liderou na altura e à maneira como tratam o caso ou trataram o caso que envolve o atual primeiro-ministro.

Eu não recebi dinheiro de nenhuma empresa, nem nunca recebi dividendos de nenhuma empresa. É coisa que talvez nem todos os primeiros-ministros tinham condições de dizer. Porque a verdade é a seguinte: é que o que nós soubemos e que o Ministério Público não quis investigar no caso do atual governo, foi que o atual primeiro-ministro manteve, enquanto primeiro-ministro, uma atividade empresarial. O Ministério Público, no meu caso, faz acusações descabidas. No caso de outros, decide nem sequer investigar. E mais, e não só decide não investigar, como decide dizer que aquilo tudo é uma prenda de Natal.

Questões deixadas por José Sócrates quanto à atuação do Ministério Público no caso Spinum Viva. O ex-primeiro-ministro vai regressar a tribunal para retomar as declarações na próxima terça-feira, a partir das 10h15.

Sete estruturas da PSP e da GNR exigem uma reunião com o Ministro da Administração Interna sob ameaça de protestos.

Esse pedido é feito por quatro associações da GNR e três associações sindicais da PSP. Pedem uma reunião com Luís Neves no prazo de uma semana para discutir a atribuição do subsídio de risco idêntico ao da Polícia Judiciária. Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Associação Nacional dos Sargentos da Guarda, Ricardo Rodrigues, diz que as sete estruturas estiveram reunidas e de forma unânime decidiram pedir esta reunião antes de avançarem para ações de protesto. E recordam também que o encontro com o ministro já esteve marcado para 15 de julho e 2 de setembro. Nessa reunião estiveram também presentes outras estruturas que não assinaram o acordo com o governo em 2024, que permitiu a atribuição de um subsídio de risco aos elementos das forças de segurança. As estruturas sindicais e associativas da PSP querem ainda discutir com o ministro uma valorização salarial a partir de janeiro do próximo ano e uma revisão das carreiras e do sistema remuneratório.

Na saúde, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admite, por agora, chegar a um acordo com a ministra.

O acordo pode ser conseguido já amanhã para evitar os dois dias de greve no INEM marcadas para o dia 18 e 28 de setembro. Num último esforço para tentar evitar uma nova paralisação, a ministra da Saúde convocou para amanhã o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. No encontro vai estar também o presidente do INEM, Luís Cabral. À Rádio Observador, o líder sindical, Rui Lázaro, diz que é fácil para o governo evitar esta greve.

Esta talvez seja das greves em que o governo, de forma mais fácil, pode fazer com que seja suprimida, uma vez que basta garantir que a resposta aos cidadãos não é diminuída e que, por outro lado, será reforçada. E entendemos que esse é o desejo do governo, não implica aumento de salários nem valorizações de carreiras, é apenas manter e reforçar a resposta do INEM. Temos fortes expectativas de que possamos chegar a um acordo.

Rui Lázaro sublinha também que o sindicato mantém as críticas ao presidente do INEM e, por isso, não esconde, ou melhor, vinca as linhas vermelhas que existem.

Nós, na proposta inicial, rejeitámos que as ambulâncias de emergência médica ficassem afetas às transferências intra-hospitalares. O senhor presidente do INEM, na proposta, ao mesmo tempo que escreve que ficam dedicadas exclusivamente à assistência pré-hospitalar, acrescenta que incluindo as transferências intra-hospitalares, pois nenhuma ambulância pode estar a fazer duas coisas ao mesmo tempo. Portanto, nós queremos a garantia de que ficam afetas aos serviços diretos aos cidadãos, à emergência médica pré-hospitalar.

Declarações do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Hospitalar, que admite estar pronto para fazer cedências no encontro de amanhã.

O Banco Central Europeu subiu as taxas de juro em 25 pontos base.

É a segunda vez que o faz este ano. A taxa de juro é agora de 2,5% e pode não ficar por aqui. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, confirmou a decisão em conferência de imprensa e diz que os governos devem avançar com apoios apenas temporários e de forma cirúrgica, avisando ainda que o BCE não se compromete com decisões futuras.

Com a decisão de hoje, continuamos bem posicionados para lidar com a incerteza causada pelo conflito. Seguiremos uma abordagem baseada nos dados, reunião a reunião, para determinar a orientação adequada da política monetária. Em particular, as nossas decisões em matéria de taxas de juro vão basear-se na nossa avaliação das perspectivas de inflação e dos riscos que as rodeiam, à luz dos dados económicos e financeiros que forem surgindo, bem como da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária.

A presidente do Banco Central Europeu, no dia em que o Conselho de Governadores anuncia a subida das taxas de juro para os 2,5%, em que deixa ainda um aviso: a inflação vai depender da evolução dos conflitos no Médio Oriente, mas também de fatores ambientais.

O PCP vai lançar uma série de manifestações por causa do aumento do custo de vida.

À boleia do aumento das taxas de juro decretadas hoje pelo BCE, o Partido Comunista anunciou para 17 de setembro um protesto a que vai pedir aumentos dos salários e o controle dos preços. O dirigente comunista Vasco Cardoso diz que o aumento das taxas de juro prejudica o orçamento familiar dos portugueses.

Nós temos sido confrontados ano após ano com estes anúncios de suplementos extraordinários no plano das pensões, que é uma forma que o governo tem tido de recusar um aumento significativo e substancial das pensões. Quanto às alterações em termos de IRS, nós estamos ainda a aguardar o desenho dessas medidas, mas nós temos tido muitas alterações no IRS, os salários é que continuam baixos. E eu acho que essa é que é a questão fundamental.

Vasco Cardoso, numa declaração aos jornalistas esta tarde, na sede do PCP, que levanta várias dúvidas e receios quanto aos anúncios feitos pelo primeiro-ministro.

Nós temos sido confrontados ano após ano com estes anúncios de suplementos extraordinários no plano das pensões, que é uma forma que o governo tem tido de recusar um aumento significativo e substancial das pensões. Quanto às alterações em termos de IRS, nós estamos ainda a aguardar o desenho dessas medidas, mas nós temos tido muitas alterações no IRS, os salários é que continuam baixos. E eu acho que essa é que é a questão fundamental.

Dirigente do Partido Comunista Português, numa declaração esta tarde, a reagir ao anúncio do Banco Central Europeu.

O Chega alterou uma parte das exigências de Aguiar Branco, apenas uma parte dessas exigências, sobre a comissão de inquérito a Luís Neves.

Em resposta ao despacho do presidente da Assembleia da República, que identificou insuficiências no requerimento, o Chega fez alterações, mas recusou alguns dos pedidos de Aguiar Branco. Um dos pontos que a bancada do Chega não altera é o objeto da comissão. Diz que não é a pessoa que interessa, mas sim o responsável pela gestão global da PJ. Insiste que os limites da comissão de inquérito estão definidos e que são avaliar a gestão estratégica, operacional, financeira e dos recursos humanos durante o período de liderança do agora ministro da Administração Interna. Neste novo requerimento dirigido hoje a Aguiar Branco, o Chega pede uma célere instalação da comissão, já a partir da próxima semana, quando arranca a nova sessão legislativa.

São 06h09. Miguel Vítor Botias, vamos a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Já foi extinto o incêndio que começou no Café Nicola, em Lisboa. O alerta para este fogo foi dado pouco depois das 15h. Foi combatido pelo Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa. Em declarações aos jornalistas, o comandante confirma a existência de três feridos ligeiros.

São três vítimas do sexo feminino, todas elas funcionárias do Café Nicola, e foram elas as primeiras a ter o contato com o incêndio. Portanto, duas delas, inalação de fumos, por precaução, evacuadas para o hospital. Uma outra vítima, também ela funcionária do café, por ansiedade e ataque de pânico, encaminhamos também para o hospital por uma questão de segurança.

Comandante dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, num registo recolhido pela RTP. O incêndio obrigou a evacuação de um edifício do Banco de Portugal próximo do Café Nicola, em Lisboa. O sistema Volta recolheu mais de 305 milhões de embalagens nos primeiros cinco meses do ano. São dados divulgados pela entidade gestora, a SDR. Desde o arranque a 10 de abril, a utilização tem crescido. Atualmente, são recolhidas cerca de cinco milhões de embalagens por dia. A Câmara de Lisboa vai pagar €460 mil no âmbito do processo Russia Gate. A multa foi reduzida de €1.250.000 para €463 mil. Em causa está o processo sobre a cedência de dados pessoais, à Embaixada da Rússia em Portugal e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, de promotores de manifestações em frente à Embaixada em Lisboa. João Almeida fez terceiro lugar no contrarrelógio da Volta a Espanha em bicicleta. O compatriota Ivo Oliveira ficou em oitavo lugar na etapa. Dois portugueses no top 10 do dia, numa etapa conquistada pelo suíço Stefan Küng, da Tudor. João Almeida ficou apenas a nove segundos da vitória. A classificação geral continua a ser liderada pelo espanhol da Movistar, Enrique Mas, que tem uma vantagem de 1 minuto e 37 segundos para Primož Roglič.

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