Morte de Rick: cantor contou que 'passou fome' após problema nas cordas vocais

Cantor da dupla Rick & Renner foi encontrado sem vida nos destroços de um helicóptero nesta terça-feira (22)
Rick, da dupla com Renner, enfrentou um dos períodos mais difíceis da carreira por causa de um problema nas cordas vocais. O cantor - que foi encontrado sem vida nos destroços de um helicóptero nesta terça-feira (22) - contou que chegou a ficar cerca de dois anos fazendo shows com playback enquanto tentava lidar com as consequências do uso excessivo da voz.
“Eu trabalhava na noite, começava a cantar 9 horas da noite, parava 5, 6 horas da manhã, isso de terça a domingo. Só folgava segunda-feira. Então judiei muito da garganta”, relembrou em entrevista ao podcast André Piunti. O problema estava relacionado ao mau uso das cordas vocais - quando percebeu que havia algo errado, procurou atendimento médico e descobriu que tinha um pólipo.
O cantor recebeu a indicação de passar por uma cirurgia, mas ouviu do médico que não havia garantia de que voltaria a cantar. “Ele falou para mim: ‘Eu só tenho uma coisa. Eu posso te operar e você ficar bom, voltar a cantar, e posso te operar e você não cantar nunca mais’. Ele não tinha como me dar uma garantia. Eu vou tirar o pólipo que tem aí”, contou.
O cantor acabou sendo operado e, segundo seu relato, conseguiu voltar a cantar poucos dias depois. “Era para eu cantar com dez dias. Com sete, eu já estava cantando”, afirmou. Depois do procedimento, fez cerca de 30 dias de fisioterapia vocal e afirmou ter percebido mudanças positivas na voz, inclusive com o ganho de uma região mais grave.
Em outra entrevista, à Caras, em 2010, Rick já havia falado sobre as dificuldades financeiras enfrentadas com a esposa, Geralda, durante um período em que ficou sem poder cantar. “Nós vivemos situações difíceis e não temos vergonha. Chegamos a passar fome quando, por problemas de voz, fiquei cinco meses sem cantar”, contou na época.
Anos depois da cirurgia, Rick também atribuiu parte da recuperação a técnicas de aquecimento e postura que aprendeu com a fonoaudióloga Silvia Pinho. Segundo ele, passou a utilizar mais o diafragma e mudou a maneira de cantar os agudos para preservar a voz.
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