Estiagem prolongada deixa comunidades sem água potável em Rondônia

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Os poços amazônicos que abastecem 85 comunidades secaram, deixando 22 mil pessoas sem água.

Estiagem prolongada deixa comunidades sem água em Rondônia
A estiagem prolongada deixou comunidades sem água potável em Rondônia.
Rochas e bancos de areia se espalham onde tudo era água. A Marinha proibiu a navegação noturna no Rio Madeira e reduziu a passagem de balsas de cargas à metade. Em uma comunidade, as caixas para transportar a produção de frutas estão vazias.
Em um ponto, a cerca de 50 km de Porto Velho, dá para dimensionar o tamanho dos reflexos provocados pela estiagem amazônica e pelo fenômeno El Niño em Rondônia. Em um local, o Rio Madeira desapareceu e se transformou em um imenso deserto de areia. Catarina Rempel, do Serviço Geológico Brasileiro, alerta que a intensidade do fenômeno climático pode se agravar:
"Desde setembro, já estão começando todos esses aspectos do El Niño aqui, e há 95% de chance de, em dezembro, ele já se tornar um super El Niño”, afirma.
Estiagem prolongada deixa comunidades sem água potável em Rondônia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Os poços amazônicos que abastecem 85 comunidades secaram, deixando 22 mil pessoas sem água.
"Água é vida. Sem água, não tem quem consiga viver”, afirma a ribeirinha Telma Temes da Silva.
Esta semana, a Prefeitura de Porto Velho decretou emergência. A Defesa Civil municipal informou que está fornecendo água e alimentos aos atingidos.
"Teremos compras de vários galões de água para serem entregues a essas comunidades, vários insumos, cestas básicas para serem entregues às comunidades”, diz Marcos Berti Cavalcanti, superintendente da Defesa Civil de Porto Velho.
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