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Friday, September 25, 2026

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, viajou em avião de uma empresa de Vorcaro

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O avião usado na viagem é um Legacy 650, prefixo PP-NLR. O voo partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, em 19 de janeiro de 2025, às 10h21, horário local, e chegou a Brasília às 20h01. O mesmo jato foi utilizado em agosto de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes, em uma viagem com a esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

A informação sobre a viagem de Flávio Bolsonaro no Legacy 650 foi publicada pela revista "piauí". A TV Globo teve acesso ao registro de entrada e saída da alfândega americana de Flávio Bolsonaro. O senador entrou por Miami, na Flórida, em 27 de dezembro de 2024. Flávio foi passar as festas de fim de ano nos Estados Unidos com a família e amigos, e ficou no país até o dia 19 de janeiro, quando usou o avião para voltar ao Brasil. A bordo do voo também estavam a esposa de Flávio, as filhas do casal e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Os dois já fizeram outras viagens juntos, como uma para um safári na África do Sul, como mostra uma foto divulgada pelo site de "O Globo".

Segundo os registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o Legacy é formalmente da empresa Fraction 024 Administração de Bem Próprio, a F24. A empresa tem como sócios duas pessoas ligadas a Vorcaro: Marcus Vinicius da Mata e Artur Martins de Figueiredo.

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, viajou em avião de uma empresa de Daniel Vorcaro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

De acordo com a revista “Piauí”, a F24 dividiu o jatinho em três cotas para a propriedade compartilhada do avião: uma do advogado Willer Tomaz; a segunda de Laércio Cosentino, fundador da empresa de software Totvs; a terceira era do empresário Gabriel Lacerda. Essa cota foi vendida à empresa Prime You, de Daniel Vorcaro, no fim de 2024.

O voo com Flávio ocorreu meses depois. A assessoria de Gabriel Lacerda confirmou à TV Globo a data da negociação. Segundo a PF, a Prime You tinha como proprietários, além de Daniel Vorcaro, Marcus Vinicius da Mata. A empresa também cuida da gestão e operação dos voos do Legacy. A Prime You confirmou que Vorcaro foi sócio da empresa entre setembro de 2021 e setembro de 2025 e que ele não é mais acionista.

Em julho de 2026, Flávio Bolsonaro disse que nunca tinha entrado em um avião de Daniel Vorcaro e que a relação com o ex-banqueiro foi para pedir financiamento para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro:

"A única relação que eu tenho com o Vorcaro é sobre o filme do meu pai. É a única. Vocês não vão me ver viajando para Londres, para os Estados Unidos, para Paris, para tudo quanto é lugar. Nunca entrei em avião de Vorcaro e nunca tive em festinha de astronauta de Vorcaro”.

Em julho de 2026, Flávio Bolsonaro disse que nunca tinha entrado em um avião de Daniel Vorcaro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Nesta quinta-feira (24), em uma rede social, o candidato do PL à Presidência confirmou ter usado o Legacy 650 na viagem de volta ao Brasil, mas negou que o avião pertencesse a Daniel Vorcaro. Ele escreveu:

"Ainda bem que na época o avião era do Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes".

Em agosto de 2026, o advogado Willer Thomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, que investiga o escândalo do INSS. A suspeita: lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, ele foi responsável por criar um hub financeiro, patrimonial e logístico para investigados no esquema.

Na operação, a PF apreendeu quatro aviões de empresas dele e uma máquina de contar dinheiro. Willer Tomaz chegou a ser preso, em 2017, em outra operação - a Greenfield, que apurou fraudes em fundos de pensão.

Em nota, Willer Tomaz confirmou que uma das cotas da aeronave é dele desde 2023; que aquele trecho da viagem com Flávio foi solicitado, escalado e integralmente custeado por ele, debitado das horas da sua cota; que quem viajou o fez como convidado dele, carona entre amigos, sem custo, contrapartida ou benefício de parte a parte.

O advogado disse ainda que a venda da cota de terceiro à Prime You ocorreu sem o conhecimento e sem a anuência dele e que, ao tomar ciência da venda, em abril de 2026, denunciou o contrato.

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