As notícias das 6h
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São 6 horas. As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, "Jornal das Seis" na Rádio Observador. A começar com os rankings das escolas em Portugal. No ensino secundário, os privados no norte do país continuam a dominar as primeiras posições, mas em dois terços das escolas portuguesas a notícia é positiva, a média subiu. O Grande Colégio Universal do Porto lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo. Das 50 escolas com melhores médias nos exames nacionais, há apenas três escolas públicas. Ainda assim, fica a nota para o fato de a maioria das escolas analisadas neste ranking da nova SBE para o Observador ter registado uma subida na nota média dos exames do ano passado. Os dados denotam também que as notas dos exames finais de Português subiram consistentemente, enquanto, pelo contrário, desceram a Matemática. Há menos escolas com média negativa do que em 2024. Neste ranking que pode consultar no site do Observador, 25% das escolas são de Lisboa e do Porto. Já no ranking da equidade, que avalia o sucesso escolar dos alunos mais carenciados, o número de escolas com resultados abaixo do esperado voltou a aumentar. Passou de 139 para 148. Pode olhar com mais detalhe para os rankings completos no site do Observador, com os resultados por escola, conselho ou disciplina. Seguimos neste jornal. Os polícias prometem voltar aos protestos caso o governo não apresente propostas de valorização salarial. Mais de mil agentes das forças de segurança manifestaram-se ontem em Lisboa para exigir melhores condições de trabalho. Os polícias dirigiram-se ao final da tarde até à residência oficial do primeiro-ministro em São Bento e foi aí que César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, garantiu que os polícias tencionam voltar aos protestos se o governo nada mudar.
Se as questões não ficarem resolvidas, no entanto, nesses próximos tempos ou para a semana, que foi pelo menos isso que nos indicaram, que nos primeiros dias de novembro, que é já para a semana, não houver essa tal reunião, a apresentação de uma proposta concreta para podermos negociar, logicamente que iremos continuar com protestos. Podemos ser com ações de rua como outras, é as que podemos avaliar. Não vamos baixar os braços à espera que só porque marcamos esta última manifestação maior, que a partir daqui não vamos fazer mais nada. Logicamente que iremos continuar caso as coisas não mudem.
Já sobre a atuação policial nas recentes manifestações pela habitação, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, saiu em defesa dos agentes.
As populações têm que entender que normalmente quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa, os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.
É a questão deixada por Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, no final desta manifestação que decorreu ontem. Vamos seguir com os protestos pela habitação. No Porto, os manifestantes querem reunir-se com o presidente da Câmara Municipal, Pedro Duarte. Já a data escolhida, 9 de novembro, foi a data proposta por estes manifestantes, que sugerem que o encontro aconteça no Teatro Municipal Rivoli. Os manifestantes aprovaram também uma concentração junto aos Paços do Conselho para o mesmo dia. Está marcada já para esse dia, de resto, uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal para debater questões relacionadas com a habitação acessível na cidade Invicta. Já na capital, a assembleia polar de ontem decorreu num registo diferente. Foram apresentadas propostas que serão votadas hoje, depois de uma pausa para reflexão. Para sábado está marcado já um protesto com marcha a partir das 16h, com partida no Largo Camões em direção à Praça Dom Pedro IV, no Rossio. À semelhança do que aconteceu no passado fim de semana, os manifestantes preveem voltar a montar tendas no Rossio, mas a decisão final sobre a acampada só vai ser tomada na assembleia desta tarde. Entretanto, à Rádio Observador, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, explica que está a ser preparado o acompanhamento destes novos protestos.
Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos. Numa primeira fase, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para demonstrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I no Porto, como na Praça Dom Pedro IV em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.
Sérgio Soares, o porta-voz da PSP, entrevista à Rádio Observador. O primeiro-ministro diz que o governo não está pressionado perante a crise da habitação e quis passar novamente a mensagem de que o Executivo está a trabalhar para resolver o problema. São declarações de Luís Montenegro.
Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, de ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema, é que estamos mesmo. E eu acredito, com o tempo, que é necessário. Repare bem, se nós durante 10 anos praticamente não construímos casas, alguém a falar verdade e com seriedade, alguém consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente. É que nós já entregámos, naquilo que depende de nós, em que somos nós os promotores, 32 mil casas.
O primeiro-ministro, que foi recebido ontem em Viseu com protestos, Luís Montenegro garante que o governo está aberto ao diálogo com os restantes partidos, mas que para tal é preciso haver cedências de ambas as partes. Na atualidade internacional, já são conhecidos os resultados oficiais e finais das eleições em Israel. Confirmam a vitória do Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria no Parlamento. O bloco liderado pelo primeiro-ministro israelita conquistou 53 deputados, contra 48 da oposição liderada por Gadi Eisenkot. Ambos ficam aquém dos 61 lugares necessários para garantir a maioria no Parlamento. Os partidos árabes conseguiram um resultado histórico com 19 deputados eleitos e podem ser decisivos para a formação de um novo governo. Os resultados vão ser agora entregues de forma oficial ao presidente de Israel a 4 de novembro. A tomada de posse do novo Parlamento está marcada para o dia 10 do mesmo mês de novembro. No futebol, o Benfica venceu ontem à noite o Gil Vicente por 4x1 e marca presença na Final Four da Taça da Liga. Os encarnados venceram os gilistas no Estádio da Luz, com destaque para Lukebakio. O belga bisou e fez até um dos gols de pontapé de bicicleta. Sudakov e Jhon Durán apontaram os outros dois gols do Benfica. O Gil Vicente ainda reduziu por intermédio de Lawson. No final do encontro, Luís Pinto, treinador do Gil Vicente, disse ter ficado admirado com a titularidade de Jhon Durán, já que o colombiano havia sido expulso no jogo anterior para o campeonato contra o Santa Clara. Já Marco Silva, sobre essa questão, frisou que o jogador foi mal expulso. O Benfica marca agora encontro com o Futebol Clube do Porto na Final Four da Taça da Liga. O outro jogo vai opor Sporting a Famalicão. A equipa minhota venceu ontem o Sporting de Braga nas grandes penalidades. A Final Four da Taça da Liga vai decorrer novamente em Leiria no mês de janeiro. Fica por aqui este jornal. A informação regressa às 18h30. Antes, a conferência de imprensa e o Vamos à Bola.
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