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Monday, September 21, 2026

8h. Centeno quis deixar Finanças para reformar Saúde

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As notícias. Carla, começamos com a ministra da Saúde este jornal das 20h, garante que vai continuar a fazer reformas no setor, mesmo que não agradem a toda gente. Ana Paula Martins faz um balanço dos dois anos e meio à frente do cargo e avisa que ainda há muito por concretizar no SNS.

A ministra destaca, sobretudo, a lei dos tarefeiros e as mudanças nas urgências dos hospitais do SNS. Num artigo de uma página no Jornal de Notícias intitulado "O SNS é dos portugueses", Ana Paula Martins admite um ligeiro agravamento nos tempos de espera em junho, mas garante que até ao final do ano serão tomadas novas medidas. Rui Casanova.

A ministra da Saúde refere-se concretamente à chamada Lei dos Tarefeiros. Avisa que teve e vai continuar a ter contestação, mas defende que o SNS não tem de manter regimes especiais a pessoas ou empresas. E por isso mesmo, Ana Paula Martins promete continuar a ajustar políticas e a dialogar com os profissionais de saúde. De recordar que os médicos prestadores de serviço não aceitam reduzir os honorários e têm acusado o governo de falta de diálogo. A 1 de julho entrou em vigor um decreto lei que regula a prestação de trabalho médico à tarefa no SNS, mas a portaria com os novos valores tarda em ser publicada. Ainda sobre as urgências hospitalares, a ministra da Saúde escreve que depois de anos de notícias sobre serviços encerrados, em 2026 voltou a paz e o bom serviço. São as expressões utilizadas por Ana Paula Martins neste artigo de opinião, no qual acrescenta que a reforma do SNS não vai agradar a muitos, nunca deixará de ter críticas e termina a explicar que a missão que lhe foi atribuída não é governar para agradar às corporações, alimentar agendas ou defender ambições recalcadas.

Sendo que a ministra da Saúde nunca explica concretamente a quem se refere nestas declarações. Rui Casanova, com os destaques do artigo de opinião da ministra Ana Paula Martins no Jornal de Notícias.

Continuamos a falar de saúde, porque em 2019 Mário Centeno propôs a António Costa deixar o Ministério das Finanças para reformar a gestão deste setor.

O ex-primeiro-ministro ouviu a proposta, mas nunca chegou a responder. A revelação é feita pelo próprio Centeno no livro que vai lançar sexta-feira. Este excerto é revelado hoje pelo jornal Público. Mário Centeno propôs a António Costa ter no governo um papel transversal que lhe permitisse promover mudanças na gestão da saúde. O ex-ministro das Finanças considerava que o setor precisava, sobretudo, de alterações na forma como as contas e os recursos eram geridos. A proposta surgiu depois da vitória do PS nas legislativas de 2019. Poucos meses depois, veio a pandemia. Centeno conclui que qualquer tentativa de reforma na gestão da saúde teria sido inviável face ao impacto da Covid-19.

A Polícia Judiciária está a resistir à pressão das polémicas que envolvem Luís Neves, antigo diretor da PJ. Uma nova sondagem conclui que a confiança dos portugueses na instituição mantém-se em níveis elevados.

60% dos inquiridos desta sondagem da Aximage para o Diário de Notícias confiam na Judiciária, apesar dos casos que envolvem Luís Neves. A PJ é mesmo a segunda instituição com maior confiança dos portugueses. Fica atrás só das Forças Armadas, que chega aos 62% de confiança. A fragilização da Judiciária tem sido uma preocupação levantada por vários quadrantes políticos, incluindo o Presidente da República, numa altura em que estão em curso três inquéritos do Ministério Público relacionados com Luís Neves e o Ministério da Justiça avançou também com uma auditoria ao funcionamento da Judiciária. Esta sondagem da Aximage para o DN revela ainda que grande parte dos portugueses confia pouco no atual governo da AD, com 76% dos inquiridos a admitirem que têm pouca ou muito pouca confiança no Executivo.

A CDU voltou a ser derrotada nas eleições regionais da Alemanha. Ainda assim, o chanceler alemão garante que não se demite e anuncia várias reformas.

A CDU perdeu a Câmara de Berlim para o Die Linke, o Partido da Esquerda Radical e a AFD, de extrema-direita, venceu em Mecklemburg-Pomerânia Ocidental. Aqui a CDU teve o pior resultado a nível nacional desde a Segunda Guerra Mundial. Friedrich Merz admite que os resultados são um desastre e assume a responsabilidade política, mas não se demite.

"Hoje assistimos a duas eleições com resultados muito diferentes. Não podemos amenizar o resultado em Mecklemburg-Pomerânia Ocidental. É um desastre. A CDU lutou, mas no final acabou por ser esmagada no confronto entre o SPD e a AFD. As reformas têm de avançar. É claro que isto nos coloca a todos numa situação difícil, mas assumimos essa responsabilidade. Eu assumo essa responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar."

Palavras de Friedrich Merz. O chanceler alemão garante que não vai abandonar o cargo. Promete, sim, aplicar reformas sem a reversão das políticas de austeridade. Todos os partidos foram obrigados a negociar e a debater possíveis coligações, uma vez que não houve maiorias.

É um tema que faz manchete a esta hora no site do Observador e que está também em destaque na história do dia. Vamos ter momentos de glória já daqui a pouco. Primeiro, outras notícias que também estão em destaque neste início de dia.

Está dominado o incêndio que tinha começado ontem à noite em Castro Daire, no distrito de Viseu. Começou às 20h30. Foi dado como dominado perto das 5h. Hoje, mais de 60 concelhos de 10 distritos do continente estão em perigo máximo de incêndio. O IPMA alargou os avisos amarelos por causa do tempo quente a 16 distritos de Portugal continental. Volodymyr Zelensky e Donald Trump vão encontrar-se em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. A informação é avançada pelo próprio presidente ucraniano, através da rede social X. Zelensky antecipa que esta reunião pode mudar muitas coisas. A Assembleia Geral da ONU começa hoje. Está prevista uma reunião do Conselho de Segurança, precisamente sobre a guerra na Ucrânia. O presidente do Benfica queixa-se da arbitragem do clássico frente ao Porto. Rui Costa fala numa dualidade de critérios tremenda. Em causa está a expulsão do central encarnado Langlet. Quanto a Francesco Farioli, considera que não houve nada de estranho no clássico. Um clássico em que o Porto vence por 3-1 e reforça a liderança isolada do campeonato antes da pausa para as seleções.

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