Fazer conchinha no chão é a nova arma pela habitação?

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Ora bem, as assembleias populares são locais magníficos. Por vezes, há momentos de ternura e de carinho.
Após assembleias gerais de Lisboa e Porto, propomos o gesto simbólico de todas as pessoas presentes se deitarem no chão, em conchinha, durante um minuto de silêncio. Símbolo de resistência pacífica e luta pelo direito ao descanso e habitação dignos. Um minuto de silêncio em conchinha pelo direito à habitação. A conchinha é uma arma.
A conchinha é uma arma. Há quem prefira outras armas, provavelmente armas sem metáforas.
Sabem uma coisa? Peguem o medo e transformem esse medo em raiva. Medo? Medo eu tenho é de não ter casa quando tiver 35 anos. Peguem no vosso medo e transformem-no em raiva. A polícia bate-nos e nós respondemos com paz? Paz? Eu não quero ser esta pessoa, mas para fazer mudança, temos que ficar desconfortáveis, temos que acampar, temos que sair de casa, temos que fazer os políticos terem medo de sair à rua. Ocupar a cidade não é mau. Não é mau! Eu não quero dizer para queimarmos lojas, não sou esse tipo de pessoa, mas podemos fazer ações diretas, custar dinheiro ao Estado, fazer medo ao Montenegro, pôr os pés na rua.
Ora bem, entre propostas tão radicalmente diferentes, de facto há que encontrar uma forma de manter a lucidez.
O cheiro à droga aqui é exatamente muito grande. Há, de facto, muito cheiro a droga aqui e já há muita agressão. Já há muitos momentos de tensão aqui na Praça do Rossio. Já há muitos manifestantes que hostilizam os jornalistas, que não permitem que se diga, por exemplo, que é muito intenso o cheiro a ganza neste espaço. É um facto, aliás. Houve manifestantes que propuseram que fosse proibido fumar droga neste espaço. A decisão não foi aceite, a votação não chegou sequer a ser votada com braço no ar.
O braço estava ocupado, a mãozinha estava ocupada, não tinha onde botar a mão.
Fazer a reportagem aqui é difícil. Não é fácil, sem dúvida. Isso é a reportagem da CMTV, Tamila Laranjo em direto. E depois há também os profissionais destas coisas.
É porque uma manifestação de um dia não dá nada. É ou não é? E depois na televisão: "Sim, sim, senhor patrão."
E depois a cena é: o pessoal é solidário e vem para aqui, mas daqui a bocado vai para casa, para as suas casas descansar. Não critico. Ainda bem, obrigado por virem. Vocês olhem, eu há cinco anos que me separei, tenho andado de quarto em quarto, de casa em casa.
E pronto, andas de quarto em quarto. Portanto, como também houve rock and roll, podemos dizer que não faltou nada. Aqui não tem faltado nada. Bom, isto é nas acampadas e nas assembleias populares, obviamente na Assembleia de verdade, que é a da República, é tudo diferente.
Sr. Deputado Paulo Núncio, faz uma interpelação à mesa para?
Sobre?
Para efeitos de condução dos trabalhos. Muito bem, tem a palavra.
É para recordar que isto não é uma assembleia popular, isto não é uma acampada, isto é um Parlamento. E seria importante que o Sr. Presidente mantivesse a ordem desta sessão para dignificação das instituições. Isto não é uma assembleia popular.
Sr. Deputado. Fabian Figueiredo apressou-se a entrar neste debate também no Parlamento.
Portanto, das duas uma: ou adotamos um critério sobre os apartes, que não se faz apartes de todo, ou então o Sr. Presidente, quando alguém faz um aparte a uma resposta do Sr. Ministro, adota exatamente o mesmo critério. Já agora convinha distribuir o regimento da Assembleia da República ao Sr. Deputado Paulo Núncio, porque é verdade que isto não é uma acampada, mas muito menos é uma garraiada.
Isto foi na sexta-feira, durante a audição ao Ministro das Finanças em comissão. Esta troca de mimos entre Núncio e Fabian, aliás, tem andado bem inspirada, já vem de trás. E tudo serve, até o tema da adoção de animais.
Mas em matéria de animais que são adotados, sejam eles cerceantes ou não, o Sr. Deputado tem muito conhecimento sobre isso. Foi simpaticamente adotado pelo PSD, por isso é que está aí. Pode um dia ir a votos. Mas também sobre animais de quinta, desde as eleições autárquicas, em que foi a votos sozinho, o Sr. Deputado também ficou a saber muito sobre o seu funcionamento. Registo que recuperou bem do embate com a bezerra. Eu espero que a bezerra também se encontre bem. E aliás, o que aqui hoje estamos a discutir é que todos os animais tenham mais proteção e que aproximemos a nossa legislação das melhores práticas internacionais. É isso que vários projetos aqui trazem, certamente com o seu voto a favor e da bezerra que atropelou.
Depois disso só mesmo com uma cagada de bicheirada, não é? Isabela Tambora.
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