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Friday, November 6, 2026

Bortoleto avalia comparações com Schumacher, se inspira no alemão e projeta título com a Audi

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Veja entrevista do ge com Bortoleto em lançamento de pintura da Audi no Brasil

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– Temos um plano de longo prazo com a Audi e quero ser campeão com eles. Posso falar que fiz isso de certa maneira com duas equipes anteriores, na F3 e na F2. É lógico que esses times já estavam lá há alguns anos, mas nunca tinham sido campeões, tanto a Trident quanto a Invicta. Posso dizer que contribuí para levar essas equipes ao título. Trabalhei muito duro para isso. É óbvio que é uma condição diferente, é uma equipe muito menor que uma equipe de F1, mas ao mesmo tempo eu senti que eu fiz parte desse desenvolvimento para trazê-las ao título. E não é diferente aqui, quero fazer a mesma coisa com a Audi.

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Na sexta-feira (6), a partir de 12h30 (horário de Brasília), o sportv3 transmite ao vivo o primeiro treino livre do GP Brasil. O canal exibe também, às 16h, a segunda sessão. Já a transmissão do terceiro treino livre, é no sábado (7), às 11h30.

Ainda no sábado, às 15h, a TV Globo, o sportv3 e o ge exibem ao vivo a classificação para a corrida em Interlagos. No domingo (8), a TV Globo exibe a corrida ao vivo a partir de 13h30, e a prova também terá transmissão do sportv3 e do ge, que acompanhará todas as atividades de pista em tempo real.

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Bortoleto ficou lisonjeado pela comparação, mas fez questão de ressaltar que ainda precisa conquistar seu espaço na F1.

– Eu acho que Schumacher, Senna, Hamilton, Verstappen, todos esses caras fizeram história no automobilismo, e são os melhores de todos os tempos. Eu só estou começando na F1, é meu segundo ano, sou muito jovem ainda. Entrei muito cedo e tenho muito a aprender, a melhorar, como profissional, como pessoa, como um líder, seja o que for, eu ainda tenho muito a aprender e aprendo muito com o Mattia. Ele me conta muito sobre o Schumacher, então é uma oportunidade de me ensinar. E contando coisas do Michael, eu tento aprender e replicar isso nas minhas atitudes. Lógico que eu me sinto muito privilegiado, por ter recebido uma comparação, principalmente sendo do meu chefe, que é uma pessoa muito importante para mim, que me deu a oportunidade de estar na F1, e eu fico feliz de saber que ele está muito contente com o que faço pela equipe. Mas ainda tenho muito chão pela frente para chegar aos pés de pilotos como esses que eu comentei agora.

Gabriel Bortoleto conversa com Mattia Binotto, CEO da Audi — Foto: Divulgação/Audi

Entre as atitudes elogiadas por Binotto, estão a resiliência de Bortoleto e a maneira como o brasileiro lida com as frustrações naturais de um primeiro ano da equipe na F1. O piloto da Audi ficou mais de três meses sem marcar pontos entre o GP da Bélgica, em julho, e o do México, no último fim de semana, e na própria prova mexicana perdeu duas sessões de treinos livres com problemas no carro. Bortoleto destacou a importância da paciência e também que a torcida brasileira compreenda este momento.

– Espero que os torcedores entendam a magnitude do projeto. Só quem está aqui no dia a dia e acompanha de perto vê o que a gente está fazendo. Na TV, muitas vezes, você só consegue ver o resultado, não vê o trabalho por trás das cenas. Me sinto privilegiado de fazer parte de uma equipe que também está criando algo, principalmente com uma marca como o nome da Audi.

Gabriel Bortoleto no Autódromo Hermanos Rodríguez, casa do GP do México — Foto: Raquel Cunha/Reuters

O fato de ter se tornado piloto de uma equipe de fábrica, com pretensões de ser uma das grandes da F1 até 2030, aumenta a responsabilidade de Bortoleto em seu segundo ano na categoria, já que estreou competindo ainda pela Sauber em 2025.

– É uma responsabilidade grande, porque, quando você está numa equipe que esteja já há muitos anos, a chance de você cometer erros talvez seja menor, porque a base já é mais forte, melhor, estruturalmente falando também. Na Audi, a gente vive altos e baixos juntos, a gente aprende juntos, e isso me fascina.

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Motivar a equipe nos momentos certos e também saber preservar seus integrantes em momentos difíceis são atitudes que grandes campeões tiveram em suas campanhas de sucesso, como o próprio Binotto explicou para Bortoleto usando novamente o caso de Michael Schumacher na Ferrari.

– O Michael sempre foi um cara que protegeu muito a equipe, seja em momentos bons ou difíceis, e eu tento aplicar isso, porque é assim que você constrói uma equipe, uma empresa. Não é apontando o dedo, ou julgando, ou jogando a pessoa na jaula dos leões, para levar uma crítica. E a equipe faz a mesma coisa comigo, e eu acho que é assim que se monta algo legal. Fico muito feliz pela equipe confiar na minha liderança, na minha palavra, na minha direção, e é isso. Muitos momentos vão ser frustrantes por as coisas não encaixarem, mas acho que está todo mundo ciente na nossa equipe que isso vai acontecer. Os momentos bons virão, e celebraremos juntos.

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