RTP DesportoSeleção portuguesa feminina derrotada na final do torneio GoldenCat de hóqueiESPN DeportesErling Haaland brinda calma al CityInquirerButuan’s water supply recovers, but some taps remain dryThe Jerusalem PostBehind NAZA: How AI is used to assess, reduce collateral damage in IDF - interviewESPNMLB playoff tracker: Postseason odds, current bracket and who can clinch nextDaily MaverickLOCAL ELECTIONS 2026: ‘Anger and apathy won’t fix NMB’ — New movement urges residents to votePunchTinubu mandates Shettima to lead Nigeria’s delegation to UNGAוואלהצה"ל ושב"כ: חוסלו שני מחבלים שפשטו ב-7 באוקטובר ומפקד נוח'בהSky TG24MotoGp, in Austria vittoria di Acosta davanti a Martin e BezzecchiAntara NewsIndonesia, China set to sign new deal on drug and food safetySDP EspectáculosAlejandra Guzmán reaparece desde el hospital tras lesionarse la cadera en conciertoObservador Desporto"PS dificilmente conseguiria hoje garantir governabilidade"
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 20, 2026

O que o cheiro de café faz com o cérebro? Estudo encontra efeito em 5 minutos

Translate

Sentir o cheiro de café por apenas cinco minutos foi associado à redução de cansaço, tensão e confusão em um grupo de jovens, sem que eles precisassem beber uma única xícara. O experimento também identificou uma pequena mudança em um indicador calculado a partir da atividade cerebral.

A descoberta faz parte de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Farmacêutica Showa, no Japão, e publicado na revista científica Nutrients. O trabalho avaliou simultaneamente humor, ondas cerebrais e indicadores cardiovasculares após a exposição ao aroma da bebida.

Participaram do experimento 20 universitários saudáveis, entre 20 e 29 anos, sendo oito homens e 12 mulheres. A ausência de um grupo de controle, porém, impede concluir que as alterações observadas tenham sido provocadas especificamente pelo cheiro do café.

Como o cheiro de café foi testado?

Os pesquisadores prepararam 20 gramas de café moído com 400 mililitros de água a 85°C por extração de gotejamento. O preparo levou aproximadamente três minutos.

Em seguida, a bebida foi colocada em um recipiente de vidro a 50 centímetros de cada participante. Durante cinco minutos, os voluntários permaneceram no ambiente respirando normalmente, sem tocar ou consumir o café.

Antes e depois da exposição, eles responderam a um questionário que avaliava seis dimensões do humor: tensão e ansiedade, depressão, raiva, vigor, fadiga e confusão.

Uma faixa portátil de eletroencefalograma registrou a atividade cerebral e os batimentos cardíacos. Outro dispositivo mediu a variabilidade da frequência cardíaca, indicador relacionado ao funcionamento do sistema nervoso autônomo.

Cansaço, tensão e confusão diminuíram

Após os cinco minutos, os pesquisadores observaram uma redução no escore geral usado para medir a perturbação do humor. Depois dos ajustes estatísticos, as mudanças mais consistentes ocorreram em fadiga, tensão e ansiedade, confusão e depressão.

A raiva também apresentou queda inicialmente, mas o resultado perdeu significância estatística após o ajuste para múltiplas comparações. Já o vigor, relacionado à disposição e à energia, não apresentou mudança relevante.

O padrão indica que o resultado esteve relacionado principalmente à diminuição de estados negativos de humor, e não a um aumento da energia dos participantes.

Atividade cerebral também apresentou mudança

O eletroencefalograma foi utilizado para calcular um índice de relaxamento baseado na proporção entre ondas alfa, beta e teta. Esse indicador aumentou de maneira estatisticamente significativa depois da exposição. A diferença absoluta, no entanto, foi pequena.

Os próprios pesquisadores alertam que o resultado representa apenas uma mudança no índice calculado. Portanto, não comprova que o cérebro tenha entrado fisiologicamente em um estado de relaxamento. A frequência cardíaca e sua variabilidade, por outro lado, não apresentaram alterações estatisticamente significativas.

Os pesquisadores também não encontraram uma relação relevante entre as mudanças individuais nas diferentes medidas. Isso significa que quem apresentou maior melhora no humor não necessariamente registrou maior alteração na atividade cerebral.

Limitações não permitiu atribuir efeito apenas ao cheiro do café

Uma das principais limitações está na ausência de um grupo de controle. Os participantes não foram comparados, por exemplo, com pessoas expostas a um ambiente sem cheiro, a um odor neutro ou a um placebo.

Por isso, não é possível separar o possível efeito do aroma de outros fatores. Os próprios autores apontam que permanecer cinco minutos em repouso e silêncio, a familiaridade com o laboratório ou as expectativas dos voluntários também podem ter influenciado os resultados.

A amostra também foi pequena e formada exclusivamente por universitários entre 20 e 29 anos. Além disso, não foram avaliados sistematicamente fatores como hábito de consumir café, preferência pela bebida e sensibilidade aos cheiros.

O eletroencefalograma utilizado era um equipamento de uso doméstico, com limitações técnicas em comparação aos aparelhos empregados em laboratórios. Diante disso, os autores defendem novos experimentos com grupos de controle e participantes mais numerosos e diversos. Estudos futuros também deverão medir de maneira sistemática a concentração do aroma no ambiente para determinar melhor se o cheiro do café está diretamente relacionado às mudanças observadas.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.