Eduardo se reúne com Milei em meio a especulação sobre comando do Itamaraty

Fontes da campanha no Brasil disseram não ter informações sobre o encontro entre Eduardo e Milei e negaram que o ex-deputado federal já tenha sido escolhido como ministro das Relações Exteriores em caso de vitória de Flávio. O foco da campanha, frisaram as fontes, é organizar as manifestações de rua em vários estados do Brasil para se contrapor às manifestações da esquerda.
Se Eduardo será ou não chanceler, essa será uma decisão de Flávio, frisaram as fontes, que insistiram em assegurar que a eleição ainda não está ganha e, portanto, não é hora de falar em cargos.
Mas o nome de Eduardo Bolsonaro se instalou com força nas últimas semanas, embora também estejam em discussão outros nomes, entre eles o da senadora Tereza Cristina (PP). A campanha se inclina, segundo a coluna apurou, por um nome de fora da carreira diplomática. A senadora conta com o apoio de setores menos ideológicos, que consideram o nome de Eduardo Bolsonaro complicado justamente por suas posições sobre temas como a relação com Israel e com os Estados Unidos de Donald Trump.
Circulam outros nomes, mas fontes da campanha asseguram que nada será decidido — nem mesmo sobre o futuro do irmão do candidato — antes do dia 26 de outubro, quando esperam estar celebrando a vitória de Flávio Bolsonaro.
A agenda de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos não é consultada com importantes assessores de Flávio no Brasil, alguns dos quais não sabiam do encontro do ex-deputado federal com Milei. Alguns assessores de Flávio Bolsonaro afirmam que as ações de Eduardo nos EUA não fazem parte da campanha de seu irmão. A tensão entre Eduardo e esses setores da campanha do PL é evidente, e se se acentuou após o impacto negativo dos sucessivos tarifaços de Trump no Brasil, a partir de julho de 2025.
Faxina na casa
A possibilidade de que Eduardo assuma eventualmente como chanceler causa pânico em setores do Itamaraty — outros a vivem em silenciosa expectativa. O ex-deputado federal atacou, em suas redes sociais, embaixadores que expressaram seu apoio à candidatura do presidente Lula — entre eles Vanessa Dolce de Faria, atual Alta Representante para Temas de Gênero do MRE (Ministério das Relações Exteriores) do Brasil.
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