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Tuesday, October 27, 2026

Afinal a direita brasileira é uma direita ou uma torta?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos voltar um cadinho atrás no tempo, vamos até domingo à tarde. Havia uma enorme confiança no ar.

Estou aqui com o Ricardo Amaral Pessoa, que vai entrar agora em estúdio. Eu saí do estúdio, ele vai entrar agora em estúdio e vai comentar a grande noite eleitoral do Brasil aqui na CNN Portugal. Vai ser uma grande noite e estamos à espera do novo presidente. Quem é que vai ser o novo presidente?

Assuma hoje, a partir das 22h, quando tiver o resultado, estaremos todos com uma vida nova, com uma esperança nova para que um Brasil novo, para que um mundo novo. O mundo espera pelos resultados desta noite.

É, pela expressão, parecia que estava muito entusiasmado, que tudo ia correr muito bem no Brasil. Só que não.

Interromper, Natuza, às 21h09min deste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está reeleito. Resultado oficial, Lula, do PT, está reeleito presidente da República.

Aqui está. As coisas não correram assim tão bem, mas não há que julgar, porque como se costuma dizer, fácil é acertar no Totobola à segunda-feira.

Exato.

Quando ainda se contavam os votos, uma comentadora brasileira estava muito segura na vitória do Bolsonaro, também ela, porque afinal de contas, ela via lá os sinais todos.

Você vê que a campanha do Flávio está num clima mais ali, já ganhamos. E a campanha do Lula está acompanhando o resultado de dentro de casa. Então se vencer, ele vai sair, vai pro motel. E isso demonstra muito que não há mais uma expectativa de vitória, por mais que eles digam que eles conseguiram fazer ali uma virada.

É, pois, uma virada é coisa que não houve. Era tudo muito óbvio, quase que já nem valia a pena estar ali naquela noite eleitoral. Fechar a loja e ir pra casa.

Na verdade, o que a campanha do Lula conseguiu, e eu estou falando de novo aqui com base nos trackings dos partidos, é que não fosse tão vexatória uma derrota. Isso daqui a pouco a gente vai olhar e se eu errar, vocês fazem os cortes e me esculhambam nas redes sociais. Mas neste momento, o que temos para comentar é isso, é que o que o PT conseguiu foi se aproximar e não perder tão feio assim pra campanha do Flávio Bolsonaro.

Daqui não há cá cortes. Não há cá.

Faz-se uma festa e ela a ser esculhambada então. Como perdia.

Exatamente. Os debates nas televisões brasileiras mostraram como o país está mesmo dividido, mas isso também aconteceu em Portugal. Miguel Sousa Tavares resolveu questionar diretamente um parceiro de comentário, Ricardo Amaral Pessoa, que era e é um apoiante de Flávio Bolsonaro.

O senhor, senhor Pessoa, o senhor parece que é brasileiro, não é?

Eu sou brasileiro.

Já ouviu falar no Machado Assis, no Guimarães Rosa, no Portinari? Já ouviu falar? Foram eles que fizeram o Brasil grande.

É a nossa história.

Foram eles que fizeram o Brasil grande.

É a nossa história.

E o Brasil, como outros países, teve muita gente de direita que foi grande, politicamente, nas artes, em tudo. Agora, o senhor acabou de dizer aqui que ninguém da direita aceita isto. Com que autoridade é que o senhor diz isso?

Bom, isso é forma de expressão.

Não, é forma de questão.

É evidente que eu não estou falando em 70 milhões de brasileiros. Você sabe disso, você é uma pessoa extremamente inteligente, que eu admiro.

158 milhões eram os eleitores.

É, mas nós estamos falando 50% aqui pra esquerda, 50% pra direita, é o que está aqui. Não é óbvio que é uma forma de expressão?

Não, não é.

Não. A discussão continua de uma forma até mais teórica. Afinal, quem conhece melhor o Brasil e o que é, afinal, a direita?

Mas ninguém fala do filme do Lula.

Não é isso que eu estou a perguntar.

Mas eu estou mostrando ao meu ilustre amigo que não se concorda porque da direita aconteceu uma porra da caneta.

Isso é a torta. A direita civilizada aceita os resultados.

Na sua opinião é torta. Na nossa não é.

Isso não é direita nenhuma, isso é torta.

É sua opinião, eu respeito.

Não, o senhor é um inimigo da democracia. E não respeita o seu próprio povo, não respeita o seu passado, não respeita os ilustres brasileiros.

Respeito hoje as pessoas que estão lá.

Não, não respeita.

Se você quiser, eu convido pra ir comigo ao Brasil, vou te mostrar o Brasil de hoje.

Já fui 57 vezes ao Brasil.

57?

57 vezes. Se calhar, conheço melhor que você.

É possível.

Não, é possível. Eu acho que o senhor não conhece o Brasil, sabe?

Bom, você está falando algo que você realmente está sendo até indelicado, porque o senhor não me conhece.

Não, você é que está sendo indelicado com o seu país e com a sua Nação.

Como você não me conhece, dizer que conhece o Brasil mais do que eu, sendo português e eu sendo brasileiro, eu poderia dizer que conheço Portugal melhor do que você. Não diria.

Os debates estão mesmo muito polarizados, muito animados, mas muito tensos. E por isso, aqui um aplauso final para este aluno. Um aluno que compreende a luta dos professores.

Já me disseram: "Vai haver greve pra semana", ou uma semana assim, por isso. Eles podem faltar quando quiserem. Eu sou a favor das greves dos professores.

Por quê?

Porque os professores têm direitos e eu também tenho direitos de descansar mais um bocadinho.

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