Chuva. Acampada de Lisboa vota manter tendas simbólicas

As previsões meteorológicas para a próxima semana centraram esta quarta-feira as atenções da assembleia popular da Acampada de Lisboa pela Habitação, no largo do Rossio, em Lisboa, com os participantes a equacionar o que fazer em caso de chuva.
Os participantes votaram uma proposta para manter tendas simbólicas no Rossio mesmo quando não estiverem acampados ou passarem a noite e pediram, com urgência, sugestões sobre o que fazer face às previsões de chuva para a próxima semana.
Apenas uma intervenção foi explícita a defender que a chuva e o frio não devem desmobilizar nenhum manifestante. Outra intervenção foi no sentido de se arranjarem paletes para colocar debaixo das tendas.
Os manifestantes cancelaram ainda a ida que tinham prevista, na quinta-feira, ao Pátio das Quintinhas por ter sido alcançado um acordo entre autarquia e moradores que tinham ordem de despejo. “Já não vamos porque se chegou a um compromisso com os moradores”, disseram os responsáveis. Deste modo, na quinta-feira serão os moradores a estar no Rossio, anunciaram, informação recebida com gritos de “o povo unido jamais será vencido”.
A ida ao Pátio das Quintinhas, no bairro do Beato, em Lisboa, tinha sido decidida na assembleia popular de segunda-feira, na sequência da recente ordem de despejo recebida por mais de 100 pessoas que moravam num prédio naquela zona. Na sequência de um processo executivo da empresa AC Rodrigues, Construções e Investimentos S.A., o prédio foi vendido e àquelas 30 famílias tinham sido dados 10 dias para sair das suas habitações.
As tendas, cerca de 60, continuam esta quarta-feira montadas na praça D. Pedro IV, onde estão, esta quarta-feira, algumas centenas de pessoas. As tendas voltaram na terça-feira ao local e permaneceram ali todo o dia, sem qualquer incidente.
Pelas 21h00, quase no final da assembleia popular, batiam-se palmas às buzinadelas dos carros que passavam e a presença de polícia não era visível.
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