Análise: Sport sucumbe (de novo) diante do Fortaleza e sonho do G-6 chega ao limite


Veja a íntegra da entrevista de Soso após Sport 0 x 2 Fortaleza
Se vencesse o duelo de sexta-feira, frente aos 20 mil rubro-negros nas arquibancadas, o time recifense poderia dormir no grupo dos playoffs do acesso, algo que não acontece há 10 rodadas, e fincar de vez os pés na briga para subir de divisão.
O primeiro, a partir da expulsão de Marcelo Ajul. Porque, antes do defensor receber o segundo amarelo no primeiro, o Sport era muito superior ao Fortaleza. Construiu chances sequenciais de abrir o placar, com Perotti, duas vezes, Biel e Diego Hernández, mas não teve precisão para marcar.
Sport x Fortaleza — Foto: Rafavel Vieira/Agif
Aos 45 minutos, porém, o desenho da partida mudou. Quando Ajul cometeu falta em Cantillo e, na sequência, saiu o primeiro gol do Fortaleza, os caminhos se abriram para o time visitante sair da desconfortável posição de passageiro e reagir.
O segundo tempo reservou ao Sport um segundo momento: o fator comportamento.
Diferentemente dos últimos duelos, em que demonstrou resiliência e força para somar pontos (exemplos da virada sobre o líder Juventude, na vitória diante do São Bernardo e no empate arrancado com um a menos frente ao Atlético-GO), o time caminhou para o lado oposto.
Era um Sport abatido, com inferioridade numérica e sem poder de reação. Errático. Neto Pessoa foi o único, aos 29 minutos do segundo tempo, a finalizar em direção ao gol de João Ricardo, na primeira e solitária chance pernambucana durante toda a etapa final do duelo.
Contrariando até o histórico ofensivo de Soso neste retorno ao clube, aliás: nos últimos sete jogos comandados pelo técnico argentino, o Leão pernambucano havia marcado gols em todos.
Marcelo Ajul é expulso em Sport x Fortaleza — Foto: Marlon Costa/AGIF
Do lado do Fortaleza, a vantagem no placar aumentou depois de um golaço de falta marcado por Rodriguinho. Justamente originado através de erro de saída de bola rubro-negra.
E nem mesmo a expulsão de Jailson, volante do Fortaleza, aos 34 minutos, no que poderia sinalizar um mínimo de retomada de equilíbrio na partida por parte do Sport, causou efeito.
Pelo contrário: com 10 x 10 em campo, o tricolor cearense passou a empilhar chances. O Fortaleza gerou pelo menos três oportunidades claras para aplicar um placar mais elástico. Mas não concluiu. Àquela altura, dificilmente também o Sport se reestabeleceria para buscar o empate.
Rodriguinho em cobrança de falta no duelo entre Sport x Fortaleza, pela Série B — Foto: Leonardo Moreira / Fortaleza EC
Vaiado dentro de casa, o Rubro-negro terminou por pavimentar dois sentimentos após o apito final. Para a sua torcida, de frustração. Para o rival, de satisfação: desde 2021 que o Tricolor do Pici não sabe o que é perder como visitante diante do adversário, seja na Ilha do Retiro ou Arena de PE.
Nos últimos oito jogos disputados no Recife com o Fortaleza, o Sport perdeu cinco e empatou três. Histórico que virou terreno fértil para a gozação cearense.
- Casa! Casa! Casa! Casa! Casa! Recife é muito boa! É mesmo a minha casa! É O LAION! É O LAION! É O LAION! 🦁🇫🇷 - tripudiou o Tricolor nas redes sociais ao fazer uma paródia do tradicional grito de guerra rubro-negro.
Sem nova margem de erro, ao Sport cabe dar respostas contra o Criciúma, em novo duelo direto pelo G-6, de novo na Ilha do Retiro.
O grau de dificuldade para entrar no grupo do playoff, entretanto, é outro: a diferença para o sexto, antes de dois pontos, agora é de três e pode chegar a quatro no complemento da rodada.
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