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Thursday, September 10, 2026

Juros e petróleo vão manter aperto sobre finanças familiares

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Paulo, os juros do BC devem subir hoje, de novo.

De novo. É tema de hoje das notícias. Houve uma subida antes do verão, em junho, antes da pausa para férias. O BC retomou hoje os trabalhos e devem subir a principal taxa diretora para 2,5%, estamos em 2,25. A ideia aqui é tentar conter a inflação, que já superou os 3% em agosto, a inflação da zona Euro. Começou em fevereiro com o ataque dos Estados Unidos ao Irão, e depois o fecho do estreito de Ormuz. Se a expectativa era uma coisa relativamente rápida, está se a prolongar e já se fala em mais subidas de juros do BC além desta de hoje. Os mercados já estão a apostar, neste momento, num cenário que pode colocar as taxas Euribor a aproximarem-se dos 3,5% até à primavera. Portanto, uma subida agora, outra ainda este ano, eventualmente em dezembro, e eventualmente outra ainda no início de 2027, do próximo ano. O que significa que as Euribor vão andar, obviamente, um pouco à frente deste ritmo, vão continuar a subir, vão continuar a influenciar as prestações da habitação, mês após mês, até onde não sabemos.

Onde é que isso vai parar.

Onde é que isso vai parar, porque os sinais de alerta e os sinais de pressão sobre os preços continuam. Não estão a diminuir, antes pelo contrário, estão a aumentar.

E sobre os preços também vai ter impacto o preço do petróleo, que volta a estar acima dos US$ 100.

É isso, tudo nasce aí. Esse é o principal elemento que está a despoletar aqui uma série de reações. O petróleo voltou, de facto, nos últimos dias a ultrapassar a marca dos US$ 100 por barril. O gás natural também tem batido recordes na Europa. Este é o sinal que nos leva a pensar que isto não vai acabar nas próximas semanas, que a inflação não vai desinchar, se quisermos, antes pelo contrário, pode ainda aumentar mais do que aquilo que está acontecendo agora.

O Trump diz que normaliza tudo depois das eleições. Vamos ter uma vida santa depois de novembro, percebe-se porquê.

Politicamente, ele quer é retirar o impacto que isto possa ter, nomeadamente o aumento dos combustíveis para os cidadãos americanos, o impacto que isso possa ter nas próprias eleições. Já está a prometer que é depois disso.

Para terem tempo para resolver.

Exatamente.

Para conseguirem resolver isto.

Mas esta é a enésima promessa que ele faz de que pra semana está resolvido, e que vai haver acordo com o Irão e por aí fora. A questão aqui, também com o petróleo, é que isto vai direto, ou quase direto, ao bolso das pessoas, por causa do preço dos combustíveis. Ou seja, os próximos meses vão ser de mais aperto para muitas famílias, por causa das taxas de juro, que vão ter esta evolução, mas também logo à partida, por causa do preço dos combustíveis, que com o preço do petróleo a estes níveis, fazem antever, por exemplo, já na próxima semana, o aumento de combustíveis em cima daquele que já houve esta semana, que já foi grande.

Parece praticamente inevitável que isso vai acontecer.

É quase inevitável que isso vá acontecer. Não olhei ainda para o preço dos refinados ao longo desta semana, que é importante também na formação de preços, mas é provável que isso vá acontecer e que nos deixa muito aberto para os próximos meses, isto é, os orçamentos das famílias nos próximos meses, com este conjunto de fatores, vai ficar necessariamente mais apertado.

Sabes o que eu acho que devias fazer? Um programa chamado Tempestade Perfeita.

Achas que era caso para isso? E é inovador.

Pelo que estás a dizer.

Voltamos atrás no tempo.

Na altura, o programa surgiu precisamente para falar muito do impacto da pandemia na economia, uma altura em que estávamos em caminhos nunca antes navegados com o encerramento.

Sim, agora não é pandemia, é Trumpemia. Houve aqui um momento em que achámos que a economia global tinha conseguido amortecer o impacto do ataque ao Irão. Afinal, não. Demorou foi um pouquinho mais a chegar cá desta forma tão dura.

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